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De: erasmo campello filho <ecampell.alp§zaz.com.br>
11/12/2000 10:05
Assunto: [Audio List] sonorizar botecos
olá,pessoal
na opinião de vocês, que equipamento nacional usar para sonorizar um bar onde se faz mpb e roda de samba? o bar tem dois ambientes e o que me interessa é o da roda de samba (desde bossanova até samba partido alto,menos pagode) que mede 2m de largura por uns 8m de comprimento. não tem isolamento acústico,o chão é de cimento,o teto madeira(lambris). é um ambiente ruidoso,perto da cozinha (é tb. um pequeno restaurante). todo mundo fica conversando enquanto o pessoal da roda perde o seu esforço poético em meio ao ruído.
pensei em colocar um mixer ( para pelo menos tres mic e tres cordas eletrificadas-dois violoes e cavaquinho-) mas fiquei em duvida sobre os modelos pois nao podemos adquirir importados.
haveria algumas placas acusticas simples que se pudesse colocar no teto para dar um pouco mais de acústica e aconchego sonoro?
sei que posso usar uma boa variedade de equipamentos de baixo custo mas achei melhor ,pelo mesmo preço,colocar o mais adequado, que, com certeza,voces indicarão>
abraços
erasmo 59 sao paulo
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
12/12/2000 17:08
Erasmo, passe na pagina EMPRESAS, para ver o que existe em nosso mercado.
> haveria algumas placas acusticas simples que
se pudesse colocar no
> teto para dar um pouco mais de acústica e
aconchego sonoro?
Sem conhecer de perto o ambiente, seria impossivel receitar algo. Pela descricao que deu, parece que nao ha' muito a fazer. Tenha muita atencao na escolha do equipamento, especialmente nas caixas, que precisam ser bem direcionais, para reduzir reflexoes nas paredes.
Como o ambiente e' estreito (2 x 8 m), seria interessante suspender as caixas, colocando proximas ao teto, o que ajuda a distribuir melhor o som.
Veja na figura abaixo a disposicao que usei recentemente numa casa aqui em Salvador, onde sonorizei por cinco noites, enquanto realizava gravacoes ao vivo, para posterior confeccao de um CD. Era um salao estreito e comprido, e para complicar, havia um mezanino do meio para o fundo do ambiente, atrapalhando a correta dispersao do audio do P.A.
Para resolver, instalei um sistema de caixas suspensas proximo ao palco (A), com padrao de dispersao aberto, ou seja caixas pouco direcionais. elas cuidavam do publico que ficava mais proximo e ao que se localizava no mezanino, que preferia menor nivel de pressao sonora (SPL), para poder conversar.
Para o publico do fundo, mais barulhento, instalei outro conjunto de caixas diferentes (B), mais direcionais, apontadas quase para a entrada do ambiente. Dessa forma, evitava-se que as mesas mais proximas recebessem um nivel muito maior. O volume dos sistemas A e B podiam ser regulados individualmente. Como a distancia era pequena (menos de 15m), nao foi preciso usar delay.
Com essa disposicao, o audio no ambiente ficou relativamente bem distribuido, apesar das dimensoes irregulares.
O cara no meio da sala, mexendo na mesa de som, sou eu...
Uma ideia: antes de comprar seu equipamento, alugue um sistema (ou varios, um a cada 15 dias, por exemplo), para avaliar as condicoes acusticas do ambiente e o tipo de caixa e disposicao mais adequada. Assim, quando for comprar o seu, voce ja' tera' uma ideia do que procurar e o que esperar dele.
Edu Silva . ES2 Audio
Salvador BA Brazil
De: "Leonardo R. Coelho" <coelho.leonardo§mailbr.com.br>
18/12/2000 01:20
Assunto: [Audio List] Caixas direcionais e sistema de delay
Caro Edu,
Ao responder o email sonorizar botecos você falou sobre
caixas direcionais e sistema de delay. As minhas dúvidas são: o que faz uma
caixa ser mais ou menos direcional e o que é o sistema de delay?
De: DGC Audio <dgc§dgcaudio.com.br>
19/12/2000 08:28
Toda caixa acustica possui um angulo de dispersao que varia de acordo com a frequencia. Por exemplo, uma caixa que possua um alto falante frontal e uma corneta tera os graves dispersos em praticamente todas as direcoes, porem os medios e agudos tenderao a ser mais direcionais, acompanhando o angulo de dispersao da corneta. Esta cobertura e dada quando o nivel cai, nas extremidades em relacao ao eixo da corneta, 6 dBs. Assim se temos 0 dB no eixo da corneta, no ponto em que ele chegar a - 6 dB este sera o angulo de cobertura da corneta.
Delays querem dizer atrasos. Em um sistema de sonorizacao onde ha instrumentos acusticos e eletricos que estao sendo amplificados, no palco e nas caixas laterais para reforco sonoro no ambiente, o som sera propagado a partir do ponto onde foi gerado e gastara um determinado tempo para atravessar o meio ambiente. Ou seja, quanto mais distante da fonte, maior sera o tempo gasto pelo som para chegar neste ponto. Ao se colocar caixas acusticas para reforco sonoro no ambiente, alem das caixas laterais ao palco, deve-se atentar para estes tempos para que o reforco sonoro nao seja um gerador de echos no ambiente.
Quem estiver perto da caixa de reforco sonoro, dependendo da distancia da caixa principal ou de outra caixa de reforco, podera ouvir um mais sons iguais, porem chegando ao ouvinte em tempos diferentes, diferentes, diferentes, diferentes, diferentes, diferentes,,,.
Denio Costa - www.dgcaudio.com.br
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
20/12/2000 11:37
Explicando onde e como esses conceitos foram aplicados no local onde sonorizei:
DGC Audio escreveu:
>
> Por exemplo, uma caixa que possua um alto
falante frontal
> e uma corneta tera os graves dispersos em praticamente
> todas as direcoes, porem os medios e agudos
tenderao
> a ser mais direcionais, acompanhando o angulo de dispersao
> da corneta.
Ou seja, em linguagem bem simples, caixas mais direcionais sao aquelas que "projetam" o som mais 'a frente. As menos direcionais dispersam mais o som, em todas as direcoes.
Usei essas ultimas proximas ao palco (sistema A), para emlhor cobrir a plateia, que estava logo ali' em frente. No sistema B, usei caixas mais direcionais, para atingir melhor o publico do fundo, apontando-as para la'. Assim, quem estava nas mesas mais proximas 'as caixas nao recebia uma pressao sonora muito intensa. A ideia foi manter o nivel (SPL) mais ou menos constante em toda a casa. Consegui', e ate' o artista principal (o dono da casa me avisou que era um chato), nao se cansou de elogiar !
> ... Ou seja, quanto mais distante da fonte
maior sera o
> tempo gasto pelo som para chegar neste ponto. Ao se colocar
> caixas acusticas para reforco sonoro no
ambiente, alem das
> caixas laterais ao palco, deve-se atentar para estes
> tempos para que o reforco sonoro nao seja um
gerador de
> echos no ambiente.
Revendo o desenho que enviei, vemos que o publico do fundo esta' mais proximo do sistema de caixas B (reforco) que do A (principal). A distancia entre esses dois sistemas era de pouco mais de 10 metros. Se fosse bem maior, o sinal do sistema B chegaria aos ouvidos do publico sensivelmente antes do sinal do sistema A, o que seria percebido como um eco desagradavel.
Para se evitar isso, usa-se um aparelho (delay) que atrasa o sinal enviado 'as caixas de reforco (B), para que ele chegue ao publico ali' perto, junto ao sinal principal. Numa distancia de, por exemplo, 30 metros, esse atraso seria de 88 ms (milissegundos). No meu caso isso nao foi necessario, pois a distancia era pequena demais para que se notasse algo, ainda mais porque o nivel do sistema reforco era maior que no principal (do ponto de vista de quem estava no fundo da casa, claro).
Edu Silva . ES2 Audio
Salvador BA Brazil
De: Dênio Costa <dgc§metalink.com.br>
28/09/2000 09:31
Assunto: Re: [Audio List] RT60?
> Eu poderia afirmar que quanto mais microfones
usados
> num coral melhor é o resultado após os sinais serem
> devidamente tratados?
Não necessariamente. Instalamos a poucos dias um sistema de sonorização em uma igreja católica onde se apresentam corais. Utilizamos seis microfones destes e um sistema de sonorização setorizado onde controlamos o volume em cada seção da igreja para diminuir a possibilidade de realimentação e aumentar a pressão sonora com o aumento da distancia do coral.
Dênio Costa
www.dgcaudio.com.br
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
29/09/2000 16:42
Interessante, Dênio. Um volume menor nas caixas próximas ao coral (primeiras filas) ajuda a evitar problemas de microfonia, inclusive, devido 'as características acústicas do ambiente, normalmente o publico sentado na frente já' recebe uma boa quantidade do som direto do palco, não precisando muito do PA. Seria pedir muito que falasse mais um pouco a respeito? Usou delay? Quantas caixas?
Edu Silva . ES2 Audio
Salvador BA Brazil
De: Dênio Costa <dgc§metalink.com.br>
02/10/2000 18:54
Não utilizamos sistema de delays em função dos custos. Reaproveitamos as caixas acústicas locais ( colunas com 8 falantes de 8 polegadas cada ). Estas colunas estão distribuídas sete de cada lado da igreja e ao centro montamos quatro módulos com quatro caixas cada contendo 2 alto falantes iguais aos das colunas, montadas abaixo dos lustres.
Com este "fly" controlávamos o nível de pressão sonora na região central da igreja para não termos de trabalhar muito alto nas laterais criando cancelamentos e repetições (ecos). como o objetivo era coral e voz do padre não foram necessários milhões de watts em subwoofers.
Utilizamos amplificadores ciclotron, sendo que um eles já possuíam, mudamos a mesa para uma que tem phantom power e filtros de graves por canal.
Foi tão bom e barato que já nos foram encomendados equipamentos para mais duas outras igrejas.
Dênio Costa
www.dgcaudio.com.br
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
02/10/2000 22:54
Meu caso não foi muito diferente. Era uma igreja menor, com orçamento apertado, que me chamou apenas para reparos no sistema de som. Sugeri' "uma geral", e acabaram topando, desde que eu não cobrasse muito...
O sistema destinava-se a vozes e som mecânico. A banda que tocava lá' ocasionalmente já' tinha seus monitores individuais, exceto para as vozes, que usariam o sistema da casa.
Reaproveitei as caixas e recuperei os falantes e tweeters. Haviam 6 caixas (3 de cada lado) com um falante Novik de 12", um mid D250 e um tweeter ST300 Selenium cada. Foi preciso trabalhar no divisor de freqüências interno para equilibrar os níveis entre os transdutores e tornar a resposta mais agradável (esse driver "grita" bastante).
Estavam dispostas nas laterais, uma em cada coluna, mas eu definitivamente não aprovo essa solução, embora possa dar resultados satisfatórios quando corretamente implementada. Preferi' montar um cluster central suspenso (o chamado fly P.A.), como na figura em anexo. 4 caixas superiores, alinhadas, apontando para o fundo da sala, e as duas embaixo, voltadas para as cadeiras mais a frente. Dessa forma, o publico no fundo da sala receberia aproximadamente o mesmo nível de pressão sonora que aqueles que estavam na frente. A disposição horizontal das 4 caixas superiores ajudava a fechar o angulo de dispersão (no sentido horizontal) numa certa faixa de freqüências, reduzindo o rebatimento nas laterais.
O conjunto foi armado e suspenso no teto pelo pessoal da congregação, que alias, cooperou bastante. Havia uma clarabóia no local, que permitiu o fácil acesso pelo terraço. A fixação foi superdimensionada, para evitar surpresas.
Os microfones e toda a cabeação (audio e AC) foram substituídos, e um rack fechado foi construído na marcenaria da comunidade. Os amplificadores e mesa existentes (ambos Staner) foram revisados e mantidos. Acrescentei um equalizador (Advance) para uma correção da resposta do sistema sala + equipamento (dentro do possível, já' que não haveria po$$ibilidade de caixas melhores e tratamento acústico no local), o qual foi depois escondido no móvel do equipamento, para evitar curiosos.
Ao final de tudo, o resultado foi tão bom, que os músicos passaram a usar o sistema também para amplificar os instrumentos, alem das vozes. Pena (para mim) que saiu quase de graça, e os serviços que consegui' a partir desse também não me deixaram rico, mas só' a satisfação do cliente, já' valeu o esforço.

De: Anderson Silveira <asilveirbr§yahoo.com.br>
15/08/03 16:10
Assunto: [Audio List] Posição de caixas
oi Edu, fiz o desenho de uma planta e estou com algumas dúvidas.

Vi na faq o seu texto sobre sonorização em igrejas, está muito parecido com
o que está lá. vc montou o cluster com 2 caixas apontadas para baixo e 4
apontadas para o fundo de forma que o publico lá recebe a mesma intensidade
de SPL.
Esse cluster superior é em forma de leque? Quero evitar as reflexões na
paredes.
A distancia entre as caixas até o fundo tem uns 25 metros. Há necessidade de
um reforço abaixo da galeria ou essas 4 caixas dá conta do recado?
Outra dúvida, estou pensando em colocar os SUB's embutido na parede po palco
parte lateral esquerda, tem algum problema?
Para a bateria vou colocar o biombo de acrílico com absorvedores atrás.
Abraços, Anderson
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
24/08/03 14:05
Anderson Silveira escreveu:
>
> Esse cluster superior é em forma de leque?
Não. Ali foi apenas para ilustrar um caso. O pessoal da igreja não queria
gastar muito (pra variar...) e pediu que eu aproveitasse as caixas já
existentes, mudando apenas a disposição conforme necessário (além da
reforma dos falantes e inclusão de atenuadores, como relatado no texto).
A solução não foi otimizada, poderia ter sido melhor se usasse dois
clusters e um delay, mas funcionou bem.
> A distancia entre as caixas até o fundo tem uns 25
> metros. Há necessidade de um reforço abaixo da galeria
> ou essas 4 caixas dá conta do recado.
Vai precisar, ou não terá a cobertura necessária sob o mezanino, com um
delay de acordo com a distância. Deve ter outro conjunto de sonofletores
sobre essa área também, logo acima da mesa (veja na figura abaixo, um
exemplo). Facilitará o trabalho do técnico e melhorará as condições de
recepção para o publico neste local.

E voce conhece a diretividade das caixas? É fundamental para um trabalho como
esse. O assunto é muito extenso para ser tratado em emails, sugiro que parta
para um estudo mais detido: voce pode ver alguma coisa no "JBL
Professional Sound System Design Manual", na seção de literatura do
site da JBL:
http://www.jblpro.com/pages/tech_lib.htm
Tembém existem livros que o ajudarão bastante na realização do trabalho, e
posso indicar "Audio Engenharia e Sistemas - A Blíblia do Som" de
Luis Fernando Cysne. Nele voce encontrará subsídios para desenvolver melhor
seu projeto, mas tenha tambem toda a documentação dos fabricantes dos
equipamentos que serão utilizados. Para saber onde encontrar a obra, veja a
página BIBLIOTECA no site da lista, seção de livros:
http://audiolist.cjb.net/biblioteca.htm#livros
> Outra dúvida, estou pensando em colocar os
SUB's
> embutido na parede po palco parte lateral esquerda,
> tem algum problema?
Se estão sob o palco, é um bom lugar (pelo menos foi o que pude entender,
analisando sua planta). Subs devem sempre ficar no chão, para maior
rendimento (ou presos no teto, dá no mesmo). Não dá para coloar no
centro por causa da escada, e se voce usar um sub de cada lado do palco, terá
menos graves que sendo os dois juntos num lado só.
As baixas frequencias são omnidirecionais, espalham-se por todo o ambiente,
então o publico não perceberá que estão vindo de um lado só da palco.
Aqueles mais próximos bos falantes notarão, mas não há problema uma vez
que a banda também estará nesse lado, conforme seu desenho.
Mas qual seria a frequencia de corte deles? É um ponto importante, não deve
estar acima de 120Hz, nesse caso. De preferência entre 80 e 100Hz, mais para
100Hz. Se a fc for muito alta, poderá ficar facil para os ouvintes perceberem
sua localização.
Outra: como estarão muito próximos à bateria (se foi isso que entendí pelo
desenho), é importante que use a técnica que expomos aqui na lista
recentemente, o sub pelo auxiliar (veja FAQ). Assim, haverá bem menos
riscos de realimentação de baixas frequencias entre os subs e os microfones
da bateria (excetuando o bumbo, todos os outros sairão apenas nas caixas
fly).
abraços,
Edu Silva
De: Anderson Silveira <asilveirbr§yahoo.com.br>
28/08/03 14:51
Olá Edu,
Redesenhei a planta colocando um reforço para a parte superior da galeria,
que estará a uns 10 metros a frente do PA. Vou usar um delay, talvez aplicar
o efeito Haas, seguindo as dicas da FAQ.

O forro do teto será em lã-de-vidro 60 Kg/m3 com 20 mm com uma camada em
PVC.
Na sua figura, o reforço do mezanino esta com o som na parte superior e não
frontal, tem algum motivo especial?
> Se estão sob o palco, é um bom lugar.
Sim, é sob o palco. Como posso saber se vou precisar de um ou mais Sub's,
levando-se em consideração que temos umas 500 pessoas na sala?
Sobre a diretividade das caixas, estou estudando os Papers da JBL e devo
comprar o livro citado acima. Porém gostaria de saber que parametros e
referência devemos nos guiar na escolha da caixa, sei que quanto maior for a
DI da caixa maior a diretividade dela.
Abraços,
Anderson
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
28/08/03 18:40
Anderson Silveira escreveu:
>
> Redesenhei a planta colocando um reforço para a parte superior da
> galeria, que estará a uns 10 metros a frente do PA.
Ponha mais próximo ao fundo, de 8 a 10m em vez de 12,4m. O som será melhor
dirigido para a área de interesse.
Se aquilo em frente a mesa é um difusor, desista: ponha absorção alí, e em
todo o fundo do auditório. Difusão só nas laterais, com polis recheados de
lã mineral. Atrás da bateria, absorção (graves na parte de baixo, agudos
na de cima).
Notei que voce manteve (no novo desenho) os dois grupos de caixas no conjunto
principal (P.A.). Não são necessárias nem desejáveis, agora que já
existem as caixas de delay. Use apenas um grupo central, cuidando para que
atinja toda a área não favorecida pelo sistema de reforço. Evite ao máximo
a sobreposição de cobertura entre os sistemas, assim você minimizará
problemas de comb-filter o outras irregularidades.
A caixa sob o mezanino me parece muito baixa, se possivel instale embutida
como no desenho que mandei antes. Com o correto ajuste do delay, ela mal será
percebida.
> Vou usar um delay, talvez aplicar efeito Haas,
seguindo as dicas da
> FAQ.
Lembre que praticamente para cada assento, seria preciso um tempo de delay
diferente. Claro que é inviável, por isso voce deve andar por toda a área
abrangida pelo reforço e escolher o tempo de atraso que represente uma média
aceitável para a maior parte dos ouvintes.
> O forro do teto será em lã-de-vidro 60 Kg/m3
com 20 mm
> com uma camada em PVC.
Porque?
> Porém gostaria de saber que parametros e
referência devemos nos guiar
> na escolha da caixa, sei que quanto maior for a DI da caixa maior a
> diretividade dela.
Considere também a potência, eficiência (ambos definindo o SPL máximo
atingível), peso, possibilidade de serem suspensas, preço, facilidade de
assistência técnica, possivel suporte da fábrica na instalação, etc...
> Na figura, o reforço do mezanino esta com o som
na parte superior e
> não frontal, tem algum motivo especial?
Foi só um desenho qualquer que encontrei já feito, não era especifico para
o seu caso, embora seja uma solução frequente. O motivo é estético: da
forma como mostrada na figura, as caixas podem ficar embutidas, não
atrapalhando a visão do palco. Veja se isso acontece em seu caso.
Pode por as caixas logo à frente (sob a mesa) se quiser, mas não se esqueça
do delay e realize o seguinte ajuste fino no "ouvidômetro", na
falta de um sistema de análise (Smaart ou similar):
- Regule inicialmente para uns 50ms (de acordo com as dimensões na planta).
- Faça sair pelo sistema principal um pulso curto e repetitivo (tipo um
metrônomo) e, estando sob o mezanino e um pouco atrás das caixas de delay,
ajuste o tempo de atraso para que ambos sinais (sistema principal e de delay)
sejam ouvidos simultaneamente (um só click de cada vez).
- Ponha um sinal musical (CD) e, ouvindo no mesmo local, vá aumentando aos
poucos o atraso. A partir de uns 5ms adicionais, voce notará que a imagem se
desloca para a frente, e haverá um ponto ótimo onde o som parecerá sair
apenas do sistema central e não das caixas de delay.
- Ande por toda a área coberta por esse sistema auxiliar, e deixe o tempo de
atraso onde o efeito acima for melhor percebido, e com o minimo de
irregularidades na resposta.
Faça o mesmo com as caixas superiores.
Não se esqueça da equalização do sistema, individualmente para cada
conjunto de sonofletores. O cluster principal deve ser trabalhado para
prevenção de microfonia e "tone shaping" (contorno). Nos sistemas
complementares não há necessidade da primeira, mas é importante que use
unidades com a resposta mais uniforme possivel.
> Sim, é sob o palco. Como posso saber se vou
precisar de um ou mais
> Sub's, levando-se em consideração que temos umas 500 pessoas na sala.
Depende da potência e eficiência dos falantes e da necessidade de SPL no
local, mas posso adiantar que nessa aplcação (igreja, música leve),
2x15" (dos melhores) serão suficientes. Mas não use cornetas nos subs,
prefira sonofletores de radiação direta. Já tem algum modelo em vista?
--
Edu Silva
ES2 Audio
De: Anderson Silveira <asilveirbr§yahoo.com.br>
29/08/03 18:36
Oi Edu,
A princípio estou pensando em caixas ativas pelos muitos motivos que já
foram falados aqui na lista e de preferência nacional devido a manutenção.
Os modelos que estou pesquisando são:
- STUDIO R
SKY 300
SKY 500
- ATTACK
MP 300
MP 500
- ANTERA
TS500A
TS700A
Na ExpoMusic vou dar mais uma procurada. Faltou marca alguma que mereça ser
pesquisada? No meu caso a escolha de um falante de 15" é mais
apropriada? EStou na dúvida entre 12' e 15".
> A caixa sob o mezanino me parece muito baixa, se
possivel instale
> embutida como no desenho que mandei antes. Com o correto ajuste do
> delay, ela mal será percebida.
Nesse caso eu deveria colocar de 2 a 3 falantes em cada lado, que tipo de
falantes?
> > O forro do teto será em lã-de-vidro 60
Kg/m3 com 20mm
> > com uma camada em PVC.
>
> Porque?
Fiquei preocupado com esse "porque?" :-)
O teto é todo em laje batida, e o tempo de reverberação está alto, essa
especificação é do forro da Isover. Com a colocação de caixas com maoir
diretividade não terá necessidade de um forro?
Abraços,
Anderson
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
01/09/03 12:06
Anderson Silveira escreveu:
>
> No meu caso a escolha de um falante de 15" é mais
> apropriada? EStou na dúvida entre 12' e 15".
Se voce tem os subs, não precisa de 15" nas tops. Já discutimos tanto
isso aqui antes, não lembra? Consulte a FAQ. Falantes de 12" dão
melhor inteligibilidade à voz, algo primordial nos cultos.
> Nesse caso eu deveria colocar de 2 a 3 falantes
em
> cada lado, que tipo de falantes?
Essas caixas auxiliares não precisam ser grandes, o ambiente não é dos
maiores e a música não deve ser alta. Pequenas caixas amplificadas como a
Attack MP100 (ou similar) resolvem. O restante do grave virá dos subs, que
não sendo direcionais, chegarão fácil ao local.
Quanto às caixas de reforço na parte superior, use as mesmas tops do P.A.
(12"), mas deverão trabalhar com menor nivel.
> > O forro do teto será em lã-de-vidro 60
Kg/m3 com 20mm
> > com uma camada em PVC.
> O teto é todo em laje batida, e o tempo de reverberação
> está alto, essa especificação é do forro da Isover.
Haverá algum tratamento nas paredes?
> Com a colocação de caixas com maoir
diretividade não terá necessidade
> de um forro?
Algo sempre será refletido no teto, por mais direcionais que sejam as caixas.
Esse forro que voce escolheu não ajudaria muito (ou nada) nas baixas
frequências, onde voce terá mais problemas. Ja fez uma análise do tempo de
reverberação no local, em pelo menos 4 faixas de frequencia? Sob o mezanino
costuma haver concentração de graves (elevado tempo de reverberação nas
baixas frequencias devido ao excesso de ressonâncias), avalie com cuidado.
--
Edu Silva
ES2 Audio
De: Anderson Silveira <asilveirbr§yahoo.com.br>
02/09/03 14:00
> Haverá algum tratamento nas paredes?
Nas paredes laterais, entre o mezanino e o palco, existem muitas janelas,
estou tentando convencer o pastor a diminuir o número dessas janelas e
colocar os Policilindricos sobre elas. Sob o mezanino haverá tratamento nas
paredes laterais e dos fundos. Tambem estou pensando em tratar as paredes do
palco com absorvedores.
> Ja fez uma análise do tempo de reverberação
no local, em pelo
> menos 4 faixas de frequencia? Sob o mezanino pode haver
> concentração de graves (elevado tempo de reverberação nas
> baixas frequencias), avalie com cuidado.
Atualmente estou calculando através de uma planilha que o Sólon fez e eu
alterei para 6 frequencias (125Hz, 250Hz, 500Hz, 1KHz, 2KHz, 4KHz) e mais
outras informações.
http://br.groups.yahoo.com/group/audio_list/files/Diversos/RT60.xls
No caso de ter uma orquestra (é o nosso caso) não é necessário ter o tempo
de reverberação baixo.
Abraços,
Anderson
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
05/09/03 09:38
Anderson Silveira escreveu:
>
> Nas paredes laterais, entre o mezanino e o palco, existem muitas
> janelas, estou tentando convencer o pastor a diminuir o número
> dessas janelas e colocar os Policilindricos sobre elas.
Deixe elas lá. Janelas são boas para iluminar o ambiente (menos gasto de
energia com lâmpadas), reduzem o RT (quando abertas) e se o vidro for recuado
tambem ajudam a dispersar o som (fechadas).
> Sob o mezanino haverá tratamento nas paredes
laterais e dos fundos.
Apenas absorção. É uma região propensa a ressonancias, mas execute
medições antes.
E absorva tambem na frente dele (onde em seu desenho parecia haver um difusor
poli), cuidando das medias e altas. As baixas frequencias irão contornar esse
obstáculo, não é necessário absorvê-las aí.
> Tambem estou pensando em tratar as paredes do
palco com absorvedores.
Só ao redor da bateria, para evitar o excesso de relfexão conforme ilustrei
em outra mensagem.
> No caso de ter uma orquestra (é o nosso caso)
não é necessário ter o
> tempo de reverberação baixo.
Huumm... mais um motivo para não absorver em demasia no palco. Se há
orquestra, ela precisa de difusão atrás, reduzindo a necessidade de reforço
sonoro.
--
Edu Silva
ES2 Audio
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
18/06/02 09:43
Assunto: [Audio List] Projeto para igreja
Ingo von Ledebur escreveu:
>
> a uns dias mandei uma msg falando sobre a nossa igreja e o projeto de
> reforma acustica e do sistema de som.....ai vai o link das fotos do
> local...quem puder olhar e dar sua opiniao.....
>
> http://www.occaso.hpg.com.br/sede/index.html
Ingo,
Dar uma opinião como? Fale sobre o tal projeto, como vamos adivinhar? Pela
foto não dá pra deduzir muita coisa. Se pelo menos disser que equipamentos
tem lá, o que falta, o tratamento acustico que existe na sala e os problemas
que existem, seria ótimo!
Edu Silva
De: "Ingo von Ledebur" <mingo_som§hotmail.com>
19/06/02 12:48
edu....
tem 2 guitarras, baixo, teclado(s) (as vezes 2), +- 7 vozes, o pastor, bateria
com 3 tons, surdo, chimbal, prataria (vamos comprar pratos um dia!!!), e um
coral que esta em formação. o ambiente e meio gde, o forro e as cadeiras
estao sendo trocadas...
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
22/06/02 14:11
Alem dos monitores de instrumentos (dois p/ guitarra, um p/ baixo e
outro pros teclados), microfones para todos, precisa tambem de uma mesa
de pelo menos 24 canais e respectivo cabeamento.
Use retornos apenas com o sinal das vozes e instrumentos acusticos (sem
incluir a bateria). As caixas precisam ser direcionais e estar corretamente
posicionadas, apontando para a platéia, evitando reflexões nas paredes (não
da maneira como estão na foto).
Equalização é importante, um EQ para o palco e outro para a frente
(um um estéreo, usando um canal para cada). Outros perifericos, como
compressor e reverb voces irão comprando aos poucos. Não precisa ser tudo
novo, veja na página EMPRESAS, uns sites de
classificados, mas pesquise bastante antes de comprar.
Na FAQ voce vai encontrar muitas dicas de como usar
bem seu equipamento e sobre o que comprar. Tambem umas ideias sobre
instalação dos aparelhos e alinhamento do P.A e retorno, parte eletrica,
etc.
Edu Silva
De: "Ingo von Ledebur" <mingo_som§hotmail.com>
23/06/2002 dom 00:07
bom edu...ai vamos nos!!!
Queremos trocar as caixas de pq e suspende-las em fly, tudo montadinho como
manda o figurino. Essa montagem atual, sabemos q esta errada, mas nao temos
mto como mexer nisso agora. Os retornos, estamos pensando em adquirir in ear,
pelo menos pro pastor e backs, talvez para os musicos tb.
Mesa e periferico, temos todo o planejamento: console soundcraft series two de
40, eq dsp 8024, mics sennheiser no vocal e batera, eqs, comp, temos tudo
diagramado, e conforme o pastor for liberando grana, vamos comprando.
Ppensamos em 6 a 7 vias de monitor, afinal a banda e meio grandinha, temos
toda essa parte pronta.
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
25/06/2002 ter 13:27
Ingo von Ledebur escreveu:
>
> queremos trocar as caixas de pq e suspende-las em fly...
Pense num sistema LCR, ou seja, tres conjuntos de caixas: esquerda (L),
centro (C) e direita (R). O canal central (o maior e mais potente) será para
o pastor, todas as vozes (exceto o coral, que deverá sair nos canais laterais
L e R), e instrumentos solo. Os canais laterais servirão apenas para
complementar o cluster central - mais detalhes na FAQ,
em "PA mono". Cada agrupamento de caixas deverá cobrir toda a
audiência.
Use caixas bem direcionais e apontadas para baixo. As caixas de graves
precisam ficar sob o palco (ou logo à frente), juntas e no centro. Não ponha
nos lados do palco, como se faz em muitos lugares.
Pense no PA apenas para complementar o som de palco, uma vez que não é
necessario nem desejável um alto SPL.
Edu Silva
De: "Ingo von Ledebur" <mingo_som§hotmail.com>
26/06/2002 qua 08:05
nao tinha pensado no lcr.....boa ideia edu..brigado!! quais caixas vc indica
para isso?
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
27/06/2002 qui 23:21
Caixas pequenas, para não atrapalhar o visual. Bem direcionais e se possível
ativas. As caixas de graves devem ser bass-reflex de 15", uma vez
que 18" pediria corte numa frequencia mais baixa, provavelmente exigindo
muito das fly (que devem ser pequenas).
Outra opção, em vez de usar crossover separando a via de graves do restante:
endereçe apenas o bumbo e baixo às caixas de graves. O restante dos canais
vai somente nas fly, que devem ter as baixas frequencias cortadas (HPF em
torno de 100Hz). Costuma funcionar bem, mas será preciso experimentar as duas
maneiras para decidir qual aproveitar em definitivo. Não será dificil, o
setup não muda muito. Existem outras formas de se fazer isso, mas exigiria o
uso de processadores digitais ou dois crossovers analógicos. Para mais
detalhes, veja a fAQ sobre o sistema de sub pelo auxiliar.
Pode precisar de umas caixas de reforço (com delay) para o mezanino.
E lembre-se: o P.A. deve ser apenas um complemento do palco, em
especial quando da apresentação do coro. Não vi (nas fotos) um local
apropriado para a mesa do P.A. (house mix). Isso é da maior importância, se
mal escolhido todo o som ambiente irá sofrer.
São apenas linhas gerais, para orientar um projeto mais detalhado, que deve
ser encarregado a um profissional.
Edu Silva
De: "juninhosom" <juninhosom§netsitemail.com.br>
25/06/2002 ter 20:44
Saudações estimados companheiros de grupo:
Estou montando o sistema de som da igreja daqui da minha cidade, que passou
por reformas...
Temos 6 caixas de voz da marca Bertoni, que segundo especificações,
tem a resposta de 60hz a 20khz, e suporta 120 watts rms... Mas na igreja, os
reponsáveis pela operação do som durante as missas, costumam ligar esse
sistema junto com o equipamento dos musicos,e que acaba com o som, vindo até
a danificar os tweeters das caixas, que foram dificeis de conseguir para
resposiçaõ.
Como essas colunas se destinam praticamente só para a voz do padre, poderia
eu colocar um capacitor na entrada dessa caixa, para filtrar o som que chega a
ela, não deixando as frequencias mais baixas passarem? Caso afirmativo, qual
o valor do mesmo? O tweeter tem um capacitor de 3.3/ 250w, original da caixa,
não quero trocar, aliás esse capacitor que eu pergunto pretendo colocar
antes do borne, no proprio cabo...
Junior
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
26/06/2002 qua 13:52
juninhosom escreveu:
>
> Mas na igreja, os reponsáveis pela operação do som durante as
> missas, costumam ligar esse sistema junto com o equipamento dos
> musicos,e que acaba com o som, vindo até a danificar os tweeters
> das caixas, que foram dificeis de conseguir para resposiçaõ.
Não deixe que isso aconteça. O sistema dos músicos deve ser separado
daquela da voz. Explique a eles que não é porque se usam mais caixas que
o som será melhor.
Qual o equipamento existente? O que é usado para voz e o que vai para os
musicos? É realmente necessário interligar os dois?
> Como essas colunas se destinam praticamente só
para a voz do padre,
> poderia eu colocar um capacitor na entrada dessa caixa, para filtrar
> o som que chega a ela, não deixando as frequencias mais baixas passarem?
Nada a ver. Se os tweeters queimaram, o problema não é com as frequencias
baixas, isso não vai resolver nada.
Edu Silva
De: "Joel Rodrigues" <joel.rodrigues§fucapi.br>
27/06/2002 qui 12:14
Edu, então vc recomenda o uso de colunas só p/ voz e cubos e retornos p/
músicos(instrumentos)?? Ou vai depender do espaço, quantidades de
instrumentos e vozes??? Pois, para o Ingo vc sugeriu o LCR, penso que com
instrumento e vozes, deixando o centro p/ o preletor, certo??
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
27/06/2002 qui 23:21
Alem do som de palco, vai precisar de caixas para a plateia (PA). Em igrejas
pequenas, ou do tipo antigo (muito reverberantes), só precisará PA para
vozes e instrumentos acústicos (menos bateria).
No caso do Ingo, a igreja dele é grande, cabe um sistema maior (não sei
sobre a sua). Mas o canal central será usado tambem para os musicos, apenas
nas vozes (solistas e coro) e instrumentos acusticos solo.
Em igrejas pequenas (se for seu caso), pode deixar guitarra, baixo e
teclado apenas no palco (cubos), bateria sem nada e vozes, violão e demais
acusticos leves nas colunas e retorno. Tente fazer isso, é uma solução
econômica e não perfeita, mas dará melhor resultado que da maneira que
está.
Edu Silva
De: juninhosom§netsitemail.com.br
29/06/2002 00:33
o equipamento é o seguinte:
Uma mesa de 8 canais Cilcotron, um cabeçote Cilcotron CTPR 800, e oito
caixas tipo coluna de voz marca Bertoni, com 120 W rms, e resposta de
60 a 20.000 Hz.
Aqui não seria possível impedir o pessoal de ligar teclados e contra-baixos
nesse sistena, pois a teimosia é maior, vc sabe né.. Além do mais, não há
uma pessoa experiente que possa acompanhar todas as missas, nós aqui somos
voluntários, eu mesmo, sou PAzeiro, trabalho como voluntario na manutenção
do equipamento..
Pesei em colocar um Equalizador e atenuar as frequencias que prejudicariam as
caixas, mas não seria conveniente, porque com certeza alguem iria mexer nos
"botoezinhos", e aí, ia complicar tudo... Foi por isso que eu pesei
em colocar um capacitor para barrar as frequencias que não seriam
covenientes, tipo abaixo de 200, 250 hz...
Junior
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
29/06/2002 10:03
Faltam amps para baixo e teclados, e retorno para vozes e acústicos. É
material indispensável, para que não abusem das colunas de voz. Os proprios
musicos poderiam levar os seus, será que não dá?
> Além do mais, não há uma pessoa experiente
que possa acompanhar todas
> as missas, nós aqui somos voluntários, eu mesmo, sou PAzeiro, trabalho
> como voluntario> na manutenção do equipamento..
É preciso profissionalizar mais esse lado. Afinal, a música é muito
importante nos cultos atualmente, não pode ser tratada na base do improviso.
Basta definir uma pequena verba extra para aquisição dos amps citados acima
(nada muito sofisticado, basta que sejam adequados à função). Pode ser
equipamento usado, desde que os musicos participem da escolha, afinal, são
eles quem irão usar.
Depois, definir exatamente quem cuida do som (uma pequena equipe) e escolher
um representante para tomar um curso de operação de sistemas de áudio (pago
pela congregação). Ele trataria de repassar o que aprendeu aos demais, mas
teria de se responsabilizar em operar o som sempre que possivel.
Converse isso com os responsáveis. Não é gasto extra, mas investimento. Boa
música mantém os fiéis e atrai novos!
> Pesei em colocar um Equalizador e atenuar as
frequencias que
> prejudicariam as caixas, mas não seria conveniente, porque com certeza
> alguem iria mexer nos "botoezinhos", e aí, ia complicar
tudo...
> Foi por isso que eu pesei em colocar um capacitor para barrar as
> frequencias que não seriam covenientes, tipo abaixo de 200, 250 hz...
Equalização em PA sempre é necessária, mas nas mãos de curiosos, pode ser
uma arma fatal!!
Nesse caso, porem, não iria adiantar, e até atrapalhar: não haveriam
graves, então o baixo e teclado perderiam muito. O operador da mesa, então
aumentaria os graves no canal da mesa, o que faria distorcer o amplificador, e
acabaria queimando as caixas da mesma forma...
Edu Silva
De: "ricardoquati" <ricardoquati§yahoo.com.br>
24/08/02 sáb 22:40
Assunto: [Audio List] Como achar a posição ideal para os falantes?
Gente, existe alguma maneira de se achar a posição ideal para os falantes,
pois no meu caso tenho uma sala chata para caramba e pouco equipamento...
Observem: a sala mede 33 x 8 x 7 até mais ou menos a metade onde se encontra
uma espécie de mezanino que divide a sala ao meio deixando mais ou menos da
metade para trás cerca de um dois "pisos" com um pé direito de 2,3
a 2,5m. Não tenho sub woofers, somente caixas de mais ou menos 1,2 a 1,4m com
um tweeter mais um woofer de 15"...
O ambiente até que é bom, não reverbera muito, mas não sei como achar a
posição ideal e nem a quantidade ideal para o ambiente. Ao todo são seis
alto falantes, dois na frente do palco encostados com a parede, dois na metade
do local, mais especificamente no início da parte de baixo do mezanino e mais
dois na parte de cima...
O som embola, pois o pessoal acredita que som bom é com grave explodindo, mas
ninguém quer que embole...
Não sei se faz diferença, mas o público no local é de mais ou menos 400
pessoas, na verdade é uma igreja, que numa postura mais analítica da minha
parte o pessoal quer mesmo um setup de show entre paredes...
Ricardo
De: "luifocy2002" <luifocy2002§yahoo.com.br>
seg 18:46
Olá Ricardo.
A engenharia de áudio dita regras rígidas para auxiliar na localização
adequada dos falantes nas salas. Regras estas violadas em 99 em cada 100
casos. Ou mais. Bom para os técnicos e engenheiros de áudio.
A 1ª destas regras estabelece que, quando possível, devemos trabalhar com uma
única fonte de som no espaço. Se isso for tecnicamente possível em seu
caso, todas as caixas acústicas seriam agrupadas num só ponto, tipicamente
acima do centro frontal do palco. Eventualmente, com deslocamento para o fundo
do espaço.
Muita gente diz que essa opção é ruim pois elimina a estereofonia. Ora,
veja por você e pergunte a seus amigos que realmente "curtiu' estéreo
numa igreja média ou grande. Eu diria que a estereofonia é praticamente
impossível em grandes ambientes. E que, ao invés dela, temos os efeitos
perversos das interações destrutivas de fases que ocorrem entre os falantes.
Outros dizem que tal localização acaba decretando a microfonia. Também não
dê ouvidos a isso. Microfonia é algo que depende das relações entre GAP
(Ganho Acústico Potencial) e GAN (Ganho Acústico Necessário). Respeitados
tais preceitos, a microfonia torna-se carta fora do baralho.
Sua sala não me parece assim tão achatada a ponto de não poder ser testada
para a fonte única. Se isto não for mesmo possível o caminho é partir para
a 2ª regra. Que estabelece que podemos usar uma 2ª fonte de som para
promover a cobertura sônica adicional que a 1ª não consegue. Aí sim, a
2ª fonte fica tipicamente no centro da sala, voltada para o fundo e assistida
por atraso de sinal.
O importante nisso tudo é que as coberturas sejam adequadas (não mais do que
o necessário). Jogar som onde não se precisa dele é rezar para ocorrer o
pior.
Sugestão: leia mais a respeito. Há farto material nesta lista e também em
vários números atrasados das revistas especializadas, com artigos escritos
em português.
Luiz Fernando Otero Cysne.
De: "xavesthiago" <bit34§bol.com.br>
13/11/02 04:25
Assunto: [Audio List] Ajudem-me com as ondas estacionárias...
Como eu posso descobrir as ondas estacionárias no templo da minha igreja?
Qual seria o programa mais adequado?
Não tenho nenhum medidor, apenas o ouvido. O som às vezes fica muito
embolado (perda de inteligibilidade), a não ser quando a igreja está cheia e
temperatura amena (20º a 30º). Sabendo quais são as ondas que
DETESTOcionárias, procurarei construir alguns absorvedores acústicos.
Thiago Chaves.
De: "luifocy2002" <lcysne§digitaltecnologia.com.br>
qui 00:38
Penso que num caso como o seu, a adequação do sistema eletroacústico é
mais importante do que o comportamento acústico interno. A chave para a
obtenção de elevada inteligibilidade em ambientes muito vivos é não
excitar o campo reverberante com as caixas acústicas ou clusters.
Procedendo assim, e usando fonte única de desenhos especiais, já instalamos
um sem número de sistemas bem sucedidos em ginásios e igrejas com RT60s de
muitos segundos, nos quais não era possível alterar a acústica. Quando se
pode tratar acusticamente locais reverberantes, os custos caem muito e os
resultados tornam-se potencialmente superiores.
Também recomendo para as igrejas cujos cultos se valem de bandas que
experimentem substituir os monitores convencionais por "in-ear".
O remédio costuma ser eficaz contra o "som embolado",
principalmente o de baixas.
Luiz Fernando Cysne.
De: "xavesthiago" <bit34§bol.com.br>
15/11/02 03:29
Assunto: [Audio List] Como resolver esta fórmula?
As medidas do templo:
C=18,00m L=11,00m
Altura da parede atrás do púlpito= 3,00m
" " " da entrada = 4,30m
Com as medias dá para perceber que o teto (telha de amianto) faz uma
inclinação, ou seja, começa baixo (3,00) e termina alto (4,00). Uma linha
ascendente...
Sei que as medidas não são perfeitas, mas, pegamos o salão assim. Estaremos
construindo um novo templo, aí sim tentarei fazer uma projeto acústico
descente. Algo que não viesse a atrapalhar como: medias proporcionais,
paredes lisas parelas, etc.
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
11:23
chavesthiago§hotmail.com escreveu:
>
> Estou tentando encontrar as ondas que DETESTOcionárias.
> O problema é que quando o templo não está totalmente cheio, sinto
> o som embolado
Isso não tem a ver com ondas estacionarias, mas com o tempo de
reverberação no ambiente. E voce deve levar em conta o equipamento
utilizado e sua instalação, provavelmente aí a solução do problema.
Creio que seria mais produtivo trabalhar primeiro o lado do sistema de PA:
* Caixas mais direcionais cuidadosamente instaladas (e não como se vê em 99%
das igrejas), apontando diretamente para o público;
* Um sistema de retorno para os musicos mais eficiente e com menor SPL (dicas
na FAQ sobre estudios de ensaio);
* Um correto alinhamento do sistema (leia a FAQ / PA);
Edu Silva
ES2 Audio
De: "xavesthiago" <bit34§bol.com.br>
qua 13:11
Edu, estive pensando em refazer as caixas da igreja. Elas são de 3 vias. A
corneta (HC23-25 Selenium) tem um cobertura de 100º (H) e 40º (V). Vou tirar
o tweeter e colocar um drive de titânio com uma corneta bi-radial 60º(H) e
40º(V).
Com esta mudança resolve pelo menos 0,0000001%? Ajuda? Ou é melhor procurar
corneta com 45º(H) e 45º(V) tipo exponencial?
Em relação à posição das caixas, pretendo incliná-las um pouco para
baixo (em direção ao público). Assim o som não reflete totalmente na
parede do fundo (é claro que alguma coisa ainda vai refletir).
Obrigado Edu,
Thiago.
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
qua 22:32
Oi Thiago e lista
Qualquer tentativa de tornar o sistema mais direcional é válida, mas lembre
que essas providências apenas se reletem nas requencias mais altas. Aquelas
abaixo de 500Hz, mais problemáticas, são irradiadas em todas as direçoes ao
redor das caixas.
Para contornar esse problema, o alinhamento do PA seria a primeira
providência. Mas faltou em suas mensagens, um dado muito importante: que tipo
de material é reproduzido na igreja? Voz, musica gravada ou música ao vivo?
Que tipo de música? Sem essas informações não podemos ajudar muito.
> Em relação à posição das caixas, pretendo
incliná-las um pouco para
> baixo (em direção ao público). Assim o som não reflete totalmente na
> parede do fundo (é claro que alguma coisa ainda vai refletir).
Mas onde e como estão instaladas as caixas? Proximas ao pulpito, ou ao longo
das paredes laterais, como se costuma fazer? São dados de fundamental
importância.
Quanto ao tratamento acústico necessário, deve ser feito com a acessoria de
uma empresa especializada. Absorção no fundo do templo e o forro por mim
sugerido, são importantes. Bass traps no palco (se houver banda) e difusores
nas paredes laterais a seguir, se necessário.
Pelas suas mensagens, noto que voce foi "sorteado" para cuidar do
som da igreja.
(da mensagem anterior):
> Estaremos construindo um novo templo, aí sim
tentarei fazer uma
> projeto acústico descente. Algo que não viesse a atrapalhar como:
> medias proporcionais, paredes lisas parelas, etc.
Se quer um conselho, recomende que procurem um profissional experiente para
o projeto (que deve ser feito simultaneamente à elaboração do projeto
arquitetônico do templo, e não depois). Ofereça-se então apra acompanhar
de perto o trabalho dele, e assim voce aprenderá bem mais.
Enquanto isso, voce pode aprimorar o sistema de reprodução atual, com as
novas caixas, alinhamento, etc. Mas não vá cair na tentação de um grande
investimento em um novo PA ou tratamento acustico radical sem o devido
embasamento teórico - dando errado, adivinha quem será o
"culpado"?
abraços,
Edu Silva
ES2 Audio
De: "xavesthiago" <bit34§bol.com.br>
qui 04:41
Trabalho só com vozes, teclado (DI) e música gravada (CD-playback). O tipo
de música é POP, SOUL, CORAL... Nada de ROCK, SAMBA ou FORRÒ.
As caixas estão ao longo das paredes laterais, 1,5m à frente do palco.
> Mas não vá cair na tentação de um grande
investimento em um novo
> P.A. ou tratamento acustico radical sem o devido embasamento
> teórico - dando errado, adivinha quem será o "culpado"?
Não Edu, antes de fazer alguma coisa eu venho aqui na lista. Com certeza
procurarei um profissional decente. Por isso que eu participo da mesma: para
aprender com aqueles que sabem.
Thiago.
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
sex 23:20
Oi Thiago
xavesthiago escreveu:
>
> Trabalho só com vozes, teclado (DI) e música gravada (CD-playback).
> O tipo de música é POP, SOUL, CORAL... Nada de ROCK, SAMBA ou FORRÒ.
Bem simples, não terá muitos problemas com o som de palco. Cuide para que
não seja alto demais, apenas o suficiente para os musicos. Caixas de retorno
bem posicionadas e equalizadas (corte abaixo de 100Hz) bastarão.
Muito cuidado com a microfonação do coral. Leia a FAQ sobre o assunto e
pergunte mais, se necessário - é um dos tipos de serviço em PA que mais dá
dar dor de cabeça a quem não está calejado...
> As caixas estão ao longo das paredes laterais,
1,5m à frente do palco.
Pense na possibilidade de agrupar as caixas num cluster central, em lugar da
distribuição atual.
Como seu salão é muito baixo (max. 4m) em relação ao comprimento e
de acústica deficiente, seria interessante o uso de um segundo cluster a meio
caminho entre o primeiro e o fundo. (vide desenho)

Os clusters ficarão a cerca de 7m um do outro, o que significa os ouvintes no
fundo do salão os perceberão com 20mS de diferença. O uso de delay aqui,
embora não seja obrigatório dadas a distância envolvida e simplicidade do
sistema, deve ser considerado, para melhor inteligibilidade. As linhas
bãsicas já foram divulgadas aqui recentemente (vide FAQ).
O alinhamento deve ser feito de forma independente para cada cluster -
trabalhe cada um em separado. Vejo que voce está decidido a fazê-lo com
instrumentos:
(de outra mensagem):
> Tenho um notebook que uso no meu trabalho.
Pretendo comprar um
> microfone calibrado e uma interface de áudio para conectar (via USB)
> ao notebook e fazer alinhamento do sistema e análise acústica da
> igreja e do meu futuro estúdio.
OK, mas nao deixe que eles ditem as regras: seus ouvidos darão a palavra
final. Mesmo se as medidas parecerem correts, se o resultado auditivo não
agradar, algo está errado.
Edu Silva
De: "Leandro" <leandrods10§uol.com.br>
24/12/02 21:14
Assunto: [Audio List] Sugestão - Montagem de Sistema
Olá a todos !
Gostaria de contar com a ajuda de vocês no sentido de aprovarem ou não um
sistema que eu escolhi para o local onde me pediram ajuda para sonorizar.
O pessoal lá (APV, Acampamento Palavra da Vida) está contando com cerca de
18 mil reais a serem gastos unicamente com o som. Pode parecer mto dinheiro,
mas com o dólar a 3,50 (se Deus quiser vai cair) essa grana não é tanta
coisa qnto parece. Então montei para eles uma lista de equipamentos seguindo
algumas coisas que eles já tinham em mente em adquirir e seguindo um padrão
razoavelmente alto de qualidade, sem cometer grandes loucuras. Aí vai a
lista:
Yamaha 01V
2 Mackie Amplificadas SRM450
Dois equalizadores gráficos Behringer GEQ3102
Multicabo 20m plugs Neutrik
1 SM58 s/ fio (TV58D, VHF) e 3 SM58 c/ fio
2 direct boxes DI100
Fora isso tem a parte de hardware (case, pedestais, etc) que não vêm mto ao
caso, pelo menos por enquanto, e o essencial está detalhado acima.
Vale ressaltar que teremos lá 3 cantores, 4 no máximo, baixo, bateria
programada, teclado e violão. Os retornos serão abastecidos por um amp
Wattsom e apenas 2 caixas feitas que já estavam por lá qndo eu cheguei, e
eram usados no PA (acreditem, fiz milagres qndo estive lá... todos nós já
fizemos).
Tenham em mente que isso vai ficar em um salão (200 m2, 10 largura e 20
comprimento, rodapé 4 metros, piso e paredes de concreto e teto de
madeira)... e que também algumas vezes por semana (durante a temporada de
acampamento) esse material seria deslocado para o ginásio (que é do tamanho
de uma quadra de salão, com as laterais sendo abertas, piso de concreto). O
preço total do equipamento acima ficará em torno de 15 mil reais.
Gostaria de suas sugestões ou críticas, baseadas nas especificações acima.
Abraços, e Feliz Natal a todos !
Leandro =D
De: Ricardo/Hi-Tec
26/12/02 09:57
Olá Leandro,
É dificil montar um sistema que tenha uma desempenho satisfatório em todos
os locais e situações.Só não entendi porque da mesa 01V, não usaria uma
mesa destas na situação que você mencionou.
Tem coisa melhor e mais barata (sem falar nos "pepinos" de
manutenção das Yamahas). Mackie ou Spirit, por exemplo, daria conta do
trabalho. O resto esta Ok. Apenas para baratear, o EQ do P.A. poderia ter
menos bandas (15 talvez);
Ricardo Pires
Hi-Tec audio service
De: "Leandro" <leandrods10§uol.com.br>
26/12/02 12:06
Ricardo, o motivo pelo qual estamos escolhendo a 01V é por eu estar
acostumado com a plataforma dos modelos 0 das Yamaha (especificamente 02R),
por ela não ser tão cara (aliás é mais barata que uma 1604 da mackie por
exemplo, q está saindo 5000, qndo vamos pagar 4800 na 01V), e também pela
versatilidade da mesa (compressor, gate, ducking, compander e expander, eq
param., e ainda 2 efeitos, reverb, delay, amp simulator, entre outros, tudo
isso por canais individuais). Comprar tudo isso em efeitos iria acabar
dificultando muito mais do que iria simplificar, só por estar no rack.
Leandro =D
De: Cedric
27/12/02 08:34
Concordo com vc Leandro, tenho uma O1V em meu estúdio e a acho bem eficiente.
Nunca a vi numa situação ao vivo mas me parece não haver nenhum
incoveniente. Aliás, a facilidade de se salvar ce buscar a mix como preset é
literalmente "uma mão na roda".
Abraço
Cedric Marinho
De: Ricardo/Hi-Tec
27/12/02 11:20
Leandro escreveu:
>
> Ricardo, o motivo pelo qual estamos escolhendo a 01V é por eu estar
> acostumado com a plataforma dos modelos 0 das Yamaha (especificamente
> 02R)
Me desculpe, Não sabia que sera você quem vai operar este equipamento,
Imaginei que seria o pessoal do APV, pois dificilmente operadores eventuais
usariam este mixer 100%.
Que bom que você esta acostumado com os modelos 0 da Yamaha, Você usa elas
onde ? Em que ?
> por ela não ser tão cara (aliás é mais
barata que uma 1604 da
> mackie por exemplo, q está saindo a 5000, qndo vamos pagar 4800 na
> 01V), Vale ressaltar que teremos lá 3 cantores, 4 no máximo, baixo,
> bateria programada, teclado e violão.
Bem, são cerca de 9 canais e com uma mesa de 12 já da pra fazer um bom
trabalho. Pra mim a CFX12 da Mackie (c/ efeito e eq. no master) estaria de bom
tamanho e custa R$ 3.000,00. Ou a 1642 VLZ Pro que custa R$ 4.100,00 ou melhor
ainda uma Allen&Heat WZ 12:2DX por R$ 3.500,00
> também pela versatilidade da mesa (compressor,
gate, ducking, compander
> e expander, eq param., e ainda 2 efeitos, reverb, delay, amp simulator,
> entre outros, tudo isso por canais individuais).
Bem, ai complica... Voce pediu a opinião da lista e eu dei a minha. Concordo
com o a quantidade de recursos (não versatilidade) e se você (ou outra
pessoa que domine) for operar é provavél que quem pagou pelo sistema tenha o
retorno em qualidade e desempenho.
Por outro lado esta lista de versatilidade não me convence, prefiro o
"arroz com feijão" bem temperadinho doque um churrascão indigesto,
mesmo se for feito por um gaucho expert.
Muitos dos recursos da Yamaha, pra mim, não são essenciais e com a Mackie
(Allen&Heat ou outra boa mesa) você tem maior robustez e ainda usa um
pré que (na minha opinião) é muito melhor.
> Comprar tudo isso em efeitos iria acabar
dificultando muito mais do
> que iria simplificar, só por estar no rack.
Concordo. Por essa razão que nunca recomendaria que alguém comprasse tudo
isso de efeitos/periféricos. A menos que realmente fosse necessario. Seria um
desperdicio comprar tudo e não usar.
É como morar na Bahia ou Recife e comprar um carro com ar quente/aquecedor,
depois ficar torcendo pra esfriar pra poder usar... É mais facil mudar para
Porto Alegre, ai sim voce cria a necessidade de usar o acessório.
Mas, tudo bem, se esta seguro va em frente. É só minha opinião, seria bom
mais alguem se manifestar...
O legal da lista é isso, essa troca de experiencias e se no final acabar em
pizza italiana, melhor ainda pois detesto churrasco gaucho, sou vegetariano
:-)
Boa sorte,
Ricardo Pires
Hi-Tec audio service
De: "Leandro" <leandrods10§uol.com.br>
27/12/02 12:56
> Me desculpe, Não sabia que sera você quem vai
operar este
> equipamento, Imaginei que seria o pessoal do APV, pois dificilmente
> operadores eventuais usariam este mixer 100%.
> Que bom que você esta acostumado com os modelos 0 da Yamaha, Você usa
> elas onde ? Em que ?
Operadores eventuais nem chegarão perto dela =D Serão ensinados
primeiro. Usamos uma 02R no nosso estúdio aki em SP.
> Concordo. Por essa razão que nunca recomendaria
que alguém comprasse
> tudo isso de efeitos/periféricos. A menos que realmente fosse
> necessario. Seria um desperdicio comprar tudo e não usar.
> É como morar na Bahia ou Recife e comprar um carro com ar
> quente/aquecedor, depois ficar torcendo pra esfriar pra poder usar...
> É mais facil mudar para Porto Alegre, ai sim voce cria a necessidade
> de usar o acessório.
Hmm, eu talvez usaria outra ilustração. Seria como comprar um carro com ar
condicionado em Porto Alegre (ar quente não presta nem em lugar frio hehehe).
=D Só que no Sul vc tem além de dias de muito calor o fator poluição e
todas essas coisas de grande cidade, onde não faz mal nenhum fechar os vidros
e ligar o ar numa temperatura de digamos 22 graus =D
Acho que, no caso em que estamos conversando vai bem de cada um. Tendo
"expertise" pra eventualmente usar os recursos da 01V, não vejo pq
não adquirí-la. Vc ganha em um lado e perde em outro, da mesma forma que
comprando uma Allen vc ganharia no outro lado que perdeu na 01V e perderia no
lado que ganhou na 01V. É claro que tudo isso levando em conta as situações
em que a mesa será usada. Se fosse algo maior seria uma grande besteira usar
uma mesa digital, a não ser que fosse uma PM1D.
Ei, adorei a sua ilustração do churrasco =D
Abraços,
Leandro =D
De: Daniel Augusto
26/12/02 12:07
Se puder optar pelo sem fio UHF, eu recomendo... recebe menos
interferencias.
Daniel Augusto
Portal Ministério de Louvor
www.ministeriodelouvor.org
ICQ 15926242
De: Edu Silva
27/12/02 11:59
Leandro escreveu:
>
> Gostaria de contar com a ajuda de vocês no sentido de aprovarem ou
> não um sistema que eu escolhi para o local onde me pediram ajuda para
> sonorizar...
> Yamaha 01V
O(s) operador(es) terão de fazer um pequeno curso de operação ou estudar
bastante o manual, se quiser aproveitar bem o investimento. Um equipamento
tão cheio de recursos em mãos desabilitadas será um desastre!!
> 2 Mackie Amplificadas SRM450
Se o dólar assusta, veja as opções nacionais - Attack, Studio
R...
http://audiolist.cjb.net/empresas.html
> Dois equalizadores gráficos Behringer GEQ3102
Onde pretende usar eles? Palco ou P.A.? Lembre que a 01V tem eq's parametricos
de 4 bandas.
> Multicabo 20m plugs Neutrik
> 1 SM58 s/ fio (TV58D, VHF) e 3 SM58 c/ fio
> 2 direct boxes DI100
Leia as dicas sobre mics que passei a uma colega aqui na lista.
http://audiolist.cjb.net/faq.htm#microfone
> Fora isso tem a parte de hardware (case,
pedestais, etc) que não vêm
> mto ao caso, pelo menos por enquanto, e o essencial está detalhado
> acima.
Cuide bem da instalação eletrica, ou irá tudo por agua abaixo.
> Vale ressaltar que teremos lá 3 cantores, 4 no
máximo, baixo, bateria
> programada, teclado e violão.
Já pensou nos monitores para instrumentos? Os musicos vão chiar, se
não tiver.
> Os retornos serão abastecidos por um amp
Wattsom e apenas 2 caixas
> feitas que já estavam por lá qndo eu cheguei, e eram usados no PA
Use um EQ 31 bandas aqui, se precisar. É mais fácil de usar que os
paramétricos da 01V, principalmente na hora do aperto, quando o mic do cantor
começa a "piar"...
> Tenham em mente que isso vai ficar em um salão
(200 m2, 10 largura e
> 20 comprimento, rodapé 4 metros, piso e paredes de concreto e teto de
> madeira)...
Atente para o bom posicionamento das caixas, é essencial. Se puder
colocar sobre a linha de frente do palco, suspenso no centro, podera ser
melhor que usar uma em cada lado - tenho obtido melhores resultados assim.
Veja o que existe na FAQ sobre som em igrejas (seção PA)
> ... e que também algumas vezes por semana (durante a temporada de
> acampamento) esse material seria deslocado para o ginásio (que é do
> tamanho de uma quadra de salão, com as laterais sendo abertas, piso
> de concreto).
Providencie cases para todo o equipamento, cabeamento com
multipinos e um bom sistema de distribuição de AC, com estabilizador
para a mesa.
Veja que as caixas ativas são pesadas, dará um bom trabalho retirá-las do
local com tanta frequência. Pense nisso.
Leia atentamente a FAQ sobre PA, la tem muitas dicas uteis para voce,
explicando melhor o que passei aqui.
http://audiolist.cjb.net/faq.htm#pa
Edu Silva
ES2 Audio
De: "Leandro" <leandrods10§uol.com.br>
27/12/02 16:51
> Onde pretende usar eles? Palco ou P.A.? Lembre
que a 01V tem eq's
> parametricos de 4 bandas.
Palco e PA. As caixas do palco precisarão de correção por serem caixas
feitas, e as do PA precisarão também de correção especialmente qndo forem
levadas para o ginásio. 4 bandas de eq, mesmo que de livre escolha como na
01V, e não fixas como em outras mesas, não serão suficientes para nenhum
dos dois.
> Use um EQ 31 bandas aqui, se precisar. É mais
fácil de usar que os
> paramétricos da 01V, principalmente na hora do aperto, quando o mic
> do cantor começa a "piar"...
Temos lá duas caixas que serão usadas uma pra cada aux send da 01V, e para
isso teremos um equalizador de 31 bandas para cada os sends, um canal para
cada send, que serão dividos em instrumentos e vozes. A intenção era ter 4
caixas para monitor, mas pelo menos por enquanto teremos apenas 2. Para quem
não tinha nenhuma, acho q 2 já um grande avanço.
> Atente para o bom posicionamento das caixas, é
essencial. Se puder
> colocar sobre a linha de frente do palco, suspenso no centro, podera
> ser melhor que usar uma em cada lado - tenho obtido melhores
> resultados assim. Veja o que existe na FAQ sobre som em igrejas
> (seção P.A.)
É Edu, minha intenção era essa, mas existe o fator de ter que levar o som
para o ginásio periodicamente. Vou ter que ceder em um lado para ganhar do
outro, infelizmente. Para tal compraremos pedestais de alumínio. Vamos tentar
comprar também o ECM8000 da Behringer para análises no Smaart Live em
notebook.
> Providencie cases para todo o equipamento,
cabeamento com multipinos
> e um bom sistema de distribuição de AC, com estabilizador para a
> mesa.
Queremos também adquirir os cases, e estabelecemos a seguinte lista,
decrescente em prioridade: periféricos, mesa e caixas. Está correto ?
Akeles condicionadores de energia de rack (Furman, por exemplo) fazem um bom
trabalho como distribuidores de AC e/ou estabilizadores ?
> Veja que as caixas ativas são pesadas, dará um
bom trabalho
> retirá-las do local com tanta frequência. Pense nisso.
É, já pensamos nisso, mas teremos que nos sacrificar um pouco nesse lado
para ganhar na praticidade das ativas (por exemplo, cantar o hino nacional em
um local aberto levando apenas o aparelho de CD e plugando direto nela, sem
precisar tirar o amplificador do rack, ou até mesmo levar o rack).
Bom, acho que é isso.
Abraços,
Leandro =D
De: Edu Silva
31/12/02 08:01
Oi Leandro e lista
Leandro escreveu:
>
> Palco e PA. As caixas do palco precisarão de correção por serem
> caixas feitas, e as do PA precisarão também de correção especialmente
> qndo forem levadas para o ginásio. 4 bandas de eq, mesmo que de livre
> escolha como na 01V, e não fixas como em outras mesas, não serão
> suficientes para nenhum dos dois.
As Mackie (ou outras semelhantes) já são suficientemente planas, dispensam
equalização corretiva. Para trabalhar o som das caixas em função do
ambiente (no PA) ou contorno, basta a eq interna da mesa, não adianta um 31
bandas aí. Nunca conseguirá um resultado perfeito em todos os pontos do
ambiente, independente do numero de bandas de seu equalizador.
> Temos lá duas caixas que serão usadas uma pra
cada aux send da 01V, e
> para isso teremos um equalizador de 31 bandas para cada os sends, um
> canal para cada send, que serão dividos em instrumentos e vozes. A
> intenção era ter 4 caixas para monitor, mas pelo menos por enquanto
> teremos apenas 2. Para quem não tinha nenhuma, acho q 2 já um grande
> avanço.
Falo em amps individuais para os musicos. Precisa de um para o baixo, pelo
menos. O ideal é que teclado e violão tambem tenham seus amps (pequenos
combos de 12"), para se ouvir melhor, sem sobrecarregar os monitores de
voz. Cuide para que fiquem na posição correta, montados em suportes e com os
falantes e apontados para os ouvidos dos músicos (e não para suas pernas ou
para a plateia, como costuma acontecer).
> Vamos tentar comprar também o ECM8000 da
Behringer para
> análises no Smaart Live em notebook.
Sugiro uma leitura da FAQ sobre o tema (provavelmente já o fez, mas vale a
dica para quem está acompanhando).
> Queremos também adquirir os cases, e
estabelecemos a seguinte lista,
> decrescente em prioridade: periféricos, mesa e caixas. Está correto ?
Faça um rack que reuna mesa e periféricos. A 01V tem (se não me falha a
memória) 43cm de largura, contra 48cm dos demais aparelhos, dá
certinho. Assim é mais prático, e ainda será um rack pequeno.
> Akeles condicionadores de energia de rack
(Furman, por exemplo) fazem
> um bom trabalho como distribuidores de AC e/ou estabilizadores ?
Depende - veja que nem todos estabilizam, são apenas filtros. Mesmo com um
desses, ainda precisará de um sistema de AC decente, como o sugerido na
FAQ/AC.
Edu Silva
ES2 Audio
De: "Leandro" <leandrods10§uol.com.br>
31/12/02 13:33
> As Mackie (ou outras semelhantes) já são
suficientemente planas,
> dispensam equalização corretiva. Para trabalhar o som das caixas em
> função do ambiente (no P.A.) ou contorno, basta a eq interna da mesa,
> não adianta um 31 bandas aí. Nunca conseguirá um resultado perfeito
> em todos os pontos do ambiente, independente do numero de bandas de
> seu equalizador.
Bom, vc deve estar certo. Vou fazer um teste primeiro. Se a paramétrica da
01V aguentar o tranco, a gente arranja um uso para o equalizador, na rádio do
acampamento ou no refeitório, ou então podemos trocar por mais uma caixa de
retorno. Vc tem sugestões em termos de marca ? Uma dakelas Antera ou Attack
amplificadas, nesse caso equalizadas, cuidariam bem do serviço ? Pq aí nós
usaríamos um canal do equalizador para os dois retornos de voz (usando as
duas saidas paralelas de 8ohms de um dos canais do amp para cada uma das
caixas, já que as caixas q estão lá não têm saídas paralelas) e o outro
canal do equalizador para os instrumentos em uma outra caixa, podendo ser essa
uma amplificada ou não, já que sobraria um canal no amplificador. Seria até
uma solução melhor para os músicos, penso eu. O que vc sugere nesse caso ?
> Falo em amps individuais para os musicos.
Precisa de um para o baixo...
Os músicos levarão seus próprios combos.
Valeu pela ajuda !
Abraços,
Leandro =D
De: Edu Silva
02/01/03 16:48
Leandro escreveu:
>
> ...uma caixa de retorno. Vc tem sugestões em termos de marca ? Uma
> dakelas Antera ou Attack amplificadas, nesse caso equalizadas...
Falamos sobre caixas ativas ha pouco tempo. As Attack são boas.
../faq.htm
> Pq aí nós usaríamos um canal do equalizador
para os dois retornos...
> Seria até uma solução melhor para os músicos, penso eu. O que vc
> sugere nesse caso ?
Tenha duas vias de retorno, cada uma com seu EQ. Uma terá mais voz e um
instrumento harmônico (para os vocalistas), a outra terá mais base (par aos
demais musicos).
Se puder, venda os retornos atuais e seus amps, e compre monitores ativos, com
resposta já corrigida. Assim, os EQ's servirão apenas para eliminar
microfonia, facilitando seu trabalho.
Edu Silva
ES2 Audio
De: "Luiz Francisco" <luizfran@...>
Data: Qui, 10 de Jun de 2004 1:02 am
Assunto: Problemas aústicos numa igreja.
Olá, lista!
Toco em uma igreja católica cuja construção tem 104 anos. Granito por todos
os lados, pé direito altíssimo (aproximadamente 20m)... em fim, tudo de bom
p'ra corais, canto gregoriano... Mas atualmente... não precisa nem dizer o
que acontece com a bateria, né? Felizmente, nosso baterista pega super leve,
reduzindo as reflexões (embora dificultando a microfonação). Como a
basílica é tombada pelo patrimônio histórico, não dá p'ra fazer
praticamente nada, pois qualquer alteração na arquitetura é sinônimo de
MUITO barulho por parte da prefeitura.
O principal motivo deste e-mail é o seguinte: Alguns padres mais
"antigos" adoram um maldito microfoninho de lapela da LeSon que
provavelmente foi usado por Pilatos durante a condenação de Cristo :-)
Capsula de eletreto alimentado por 1 pilha de 1,5V. P'ra piorar, o altar tem o
fundo em pedra (semelhante a uma gruta) com as laterais em mármore e granito.
Nosso equipamento é clássico: 12 colunas DS-316 e amplificador M-750, ambos
da Di-Som. Utilizamos um outro sistema, mas apenas para as bandas e
ministérios. A pergunta é: como posso reduzir as microfonias num ambiente
como? Creio que um equalizador seria o ideal. Qual tipo seria mais
recomendado? Passei pela FAQ, mas esse caso parece ser muito específico.
Agradeço desde já,
Luiz Francisco
De: haroldo@...
Data: Qui, 10 de Jun de 2004 10:00 am
Bom dia Luiz Francisco e Lista!
Caro Luiz, antes de aplicar qq tipo de aparelho vc precisa pensar em outras
coisas.
Como estão posicionadas as caixas em relaçãos aos microfones (e
vice-versa)?
Quais os tipos de mic´s estão sendo usados ?
enfim, vc precisa analizar a coisa pelo lado acústico primeiro (conhece sobre
acústica?).
Um eq. vai te ajudar sim, mas não adianta equalizador com um sistema mal
direcionado ou mal alinhado, por ex.
Vc já usa painel de acrílico na bateria ? no teu caso vai ajudar...
Bem, espero ter ajudado em algo...continue escrevendo.
um abraço a todos,
Haroldo
De: "walter_ullmann_00" <walter_ullmann@...>
Data: Qui, 10 de Jun de 2004 1:27 pm
Citando Luiz Francisco <luizfran@i...>:
>
> Toco em uma igreja católica cuja construção tem 104 anos.
Já tem um problema maior : CONDEPHAT / IPHAN ...
Medida simples e basica, reposicione todas as caixas (*) em direção apenas a
area ocupada pelo publico. Faça com que elas _olhem_ para o publico e para o
piso. Não lembro do modelo das caixas, mas alguns tem suportes que permitem
gira-las na horizontal e na vertical.
O correto, antes de trocas microfones e comprar mais eqpto, seria estudar um
novo posicionamento das caixas e eventualmente a troca, em um primeiro
momento, das mesmas e do(s) amp(s).
Mas infelizmente o processo vai ser complicado sem mexer muito no resto das
coisas, como você mesmo disse.
Walter
(*) Faça o "_serviço_" quando ninguem estiver olhando, senão um
monte de gente vai reclamar ... eh, eh, eh ...
De: "Luiz Francisco" <luizfran@...>
Data: Sex, 11 de Jun de 2004 12:09 am
Walter:
> Já tem um problema maior : CONDEPHAT / IPHAN
...
- R: Hein? Não entendi...
> Medida simples e basica, reposicione todas as
caixas (*) em direção
> apenas a area ocupada pelo publico.
> Faça com que elas _olhem_ para o publico e para o piso.
> Não lembro do modelo das caixas, mas alguns tem suportes que permitem
> gira-las na horizontal e na vertical.
- R: Infelizmente, essas caixas só giram horizontalmente, mas vou dar uma
olhada nesse fim de semana (num horário em que o templo estiver vazio :-) e
fazer os ajustes, pois se não me enganam, todas estão a 45º em relação à
parede. Tentei reproduzir o "esboço de um esboço" abaixo:
------------------------ | | Altar | | | | @ | | | # |\____________/| # | | | | | |/ <--- Caixas ---> \| | | | | |/ \| | |30m | | |/ \| | | | | |/ \| | | | | |/ \| ------------------------ 18m
De: "walter_ullmann_00" <walter_ullmann@...>
Data: Sex, 11 de Jun de 2004 10:38 am
"Luiz Francisco" <luizfran@i...> escreveu
>
> >Já tem um problema maior : CONDEPHAT / IPHAN ...
> - R: Hein? Não entendi...
Não sei qual o nome do orgão em seu estado / cidade, mas Condephat ->
Conselho do Patrimonio Historico ou algo assim IPHAN : Instituto do Patrimonio
Historico Nacional
Quer dizer se a Igreja já esta _tombada_ vocês não tem condições de mexer
em praticamente coisa alguma. Era esse o problema a que me referi. E vai ser
muito dificil conseguir melhorar qualquer coisa que seja sem mexer no interior
da Igreja.
> R: Infelizmente, essas caixas só giram
horizontalmente, mas vou dar
> uma olhada nesse fim de semana (num horário em que o templo estiver
> vazio :-) e fazer os ajustes, pois se não me enganam, todas estão a
45º
> em relação à parede. Tentei reproduzir ....
> / e \ = caixas a 45º. Note que existem 2 caixas no altar que fazem do
> mesmo uma "caixa acústica", só p'ra complicar mais a
situação.
Cara, você esta com uma batata bem quente nas mãos, não ?
Não sei como voce pode fazer, mas tente desligar ou atenuar ao maximo o sinal
das duas caixas do altar. Ou então aponta-las diretamente para o publico. Mas
creio que a primeira solução seja melhor, se não alguem vai achar que
mexeram em alguma coisa.
> ... quem projetou um troço desses ???
'Ce ta brincando. Projeto ? Para que ? É só uma instalação de som ! :x
> conhece algum software indicado p'ra cálculos
de reflexões ou algum
> plugin p'ra AutoCad que me permita estudar o comportamento de ondas
> sonoras num ambiente fechado ?
Plug-in para o AutoCad ? Não creio que exista, mas a maioria desses programas
importa formato DXF, mas é um processo bastante chato, por uma serie de
motivos, alguns dos galhos são :
* Alguns softs só _enxergam_ arquivos DXF se o conteudo do desenho for do
tipo FACES 3 D, (cadp2 / acoustaquick)
* Outros, somente se as entidades do desenho forem POLYLINE 3D (EASE 2/3)
* Outros, ainda, apenas se as entidades forem retas, pontos e curvas, nada de
FACES, MESH, POLYLINES etc.
_DI_GRATIS_ não creio que exista muita coisa, mas alguns demos permitem um
grau razoavel de liberdade para se modelar um ambiente, voce pode tentar
baixar um programa chamado CATT, mas lembre-se de pedir as DLL para o
fabricante. Não lembro por quanto tempo dá pára usar a licença demo.
Qto ao resto das caixas, tente fazer com que elas _enxerguem_ apenas o publico
e um minimo de paredes.
Um lembrete util que vale na maior parte das vezes :
Paredes não pagam ingresso, logo não precisam receber som nenhum.
Antes que esqueça :
Lembre-se de levar um saquinho com poeira de aspirador e de carvão, pois
acredito que voce vai ter que _sujar_ as caixas de novo ... senão fica aquela
impressão de limpeza, de que alguem mexeu ... :-))
> - R: Ué? Você conhece a Basílica de Nossa
Senhora de Lourdes? hehehe...
> é isso mesmo. Este tipo de coisa deve ser feito "na moita",
senão...
Não, não conheço, mas é assim que a coisa funciona na maioria das igrejas,
templos, etc ... Tombadas ou não. O povo não gosta muito de mudanças, sabe
como é ...
Abraços
Walter
De: "Nestor Natividade" <somperfeito@...>
Data: Sáb, 12 de Jun de 2004 5:01 pm
Prezados Francisco e Walter
Incrível como mesmo após mais de duas décadas de amizade você continua me
surpreendendo: "Lembre-se de levar um saquinho com poeira de aspirador e
de carvão, pois...", Walter, onde você "arrumou" isso?
Sobre os links que citou... infelizmente nada de útil por lá. Aquilo somente
serve para habitáculos de pequenas dimensões. Ambientes grandes ou imensos
devem se valer do software ODEON (a última vez que pesquisei seu preço junto
ao desenvolvedor ele começava em 30 mil dólares marcianos F.O.B. antes de se
acrescentar os custos dos 'acessórios absolutamente indispensáveis' mais os
custos de translado e estadia para treinamento in loco). O ODEON é superior
uma ordem de magnitude ao CATT (que todavia é excelente para sonorizar coisas
virtuais, como games e filmes de ficção, por exemplo. Aliás o Luís
Fernando O. Cysne ficou com o meu CD do demo do CATT e não devolve de jeito
nenhum... mas que coisa feia !) que por sua vez é superior ao auralizador do
E.A.S.E. Full. Pior que os custos envolvidos é o fato de que todos esses
softwares --e outros mais que não citei-- são produtos evolucionários, isto
é, de longe não são produtos prontos. Sempre, de tempos em tempos, você
será convidado a contribuir com mais uma algum.
Para quem ainda não conhece, vale bem o tempo despendido em ouvir/fazer o
download dos arquivos demo de auralização do ODEON que, casualmente, tratam
em sua maioria da acústica (melhor dizendo, de 'takes' da coisa real e das
comparações destes com a auralização produzida com os algoritmos atuais e
da nova versão do software ainda por ser lançado) de mesquitas que, caso
alguém não saiba, são volumes acústicos infernalmente difíceis de
projetar, muito, mas muito mais difíceis que salões de recepção/espera de
aeroportos, por exemplo. Em todos esses casos o nome do jogo chama-se
'Inteligibilidade'. Recomendo ao Francisco uma leitura aprofundada sobre o que
é e como obter/medir inteligibilidade, ao lado da audição via
fones-de-ouvido (de alta qualidade) dos arquivos binaurais do ODEON.
Antiqüíssimos provérbios nestorianos:
"Não há substituto para a experiência e o conhecimento
acumulados."
"A Prática nunca difere da Teoria quando a primeira corretamente entende
e aplica a segunda."
Abraços a ambos
Nestor
SOMPERFEITO
- ODEON
ODEON - http://www.dat.dtu.dk/%7Eodeon/index.html
CHARISMA Project - http://www.dat.dtu.dk/%7Eodeon/nam_p.htm
In situ recordings vs. Auralization:
http://www.dat.dtu.dk/%7Eodeon/cahrisma.htm
Sound Samples -
http://www.dat.dtu.dk/~odeon/Sounds.htm#A%20Cathedral,%20Grundvigs%20Kirken%20in\
%20Denmark
- ULYSSES (uma alternativa séria de custo bastante moderado) --
www.ifbsoft.de
- Um pouco de teoria e prática sobre a interação entre
difusidade-reverberação-inteligibilidade:
- http://www.bkla.com/problems.htm
- http://www.mcsquared.com/y-reverb.htm
- http://www.acousticalsolutions.com/sounds.asp
-
http://www.prosoundweb.com/install/synaudcon/news29/linealcon/linealcon_1.shtml
-
http://www.prosoundweb.com/install/synaudcon/news29/linealcon/linealcon_2.shtml
- Neste link, clique em ART & ARCHITECTURE:
http://www.wels.net/cgi-bin/site.pl?2601&collectionID=765
- Literatura fundamental para o entendimento do que ocorre antes e depois do
reposicionamento dos sonofletores. Igrejas e mesquitas formam um caso
específico daquilo que está explicado aqui:
http://www.acoustics.salford.ac.uk/student_area/bsc3/room_acoustics/
http://www.acoustics.salford.ac.uk/student_area/bsc3/room_acoustics/DiffuseField\%20&%20Parameters%202003.pdf
- Livros 'práticos' para lhe dar uma idéia de conjunto da interação entre
as
difusidade-reverberação-inteligibilidade (como tudo mais, também escritos
em falar marciano):
Acoustics for Liturgy -
http://www.thehymnsociety.org/books/index.cgi?ID=EI8J01&task=show&cat=Hymnology
Acoustics in the Worship Space -
http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/0570013364/qid=1087060345/sr=1-1/r\ef=sr_1_1/102-9308278-1197754?v=glance&s=books
Guide to Sound Systems for Worship -
http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/079350029X/qid=1087060345/sr=1-4/r\ef=sr_1_4/102-9308278-1197754?v=glance&s=books
- Calculadora simplificada para avaliação inicial de parâmetros:
http://www.mcsquared.com/ssdesgnm.htm
- Para as medições, quem não tiver um TEF20 ou um SIA SMAART Full, pode se
valer de um PRAXIS, da Liberty Instruments, ou então do WinMLS
http://www.winmls.com
http://www.libinst.com/PRAXIS.htm
De: "walter_ullmann_00" <walter_ullmann@...>
Data: Dom, 13 de Jun de 2004 2:01 pm
Eu mencionei o CATT pois pelo que lembro é um dos poucos que oferece uma
certa flexibilidade para gravar / analisar os resultados. Os outros sempre tem
algum tipo de trava que acaba torrando a paciencia. E tb porque o CATT é
relativamente pequeno para se baixar. O que não se pode dizer dos demais,
especialmente para quem não tem conexão de banda larga.
> Incrível como mesmo após mais de duas décadas
de amizade você
> continua me surpreendendo: "Lembre-se de levar um saquinho com
> poeira de aspirador e de carvão, pois...",
Sera que iria adiantar explicar ? Os caras são meio avessos a mudanças como
voce bem o sabe. Então primeiro se mata a cobra e depois se mostra o pau (no
bom sentido, claro) Se anunciar que vai matar a dita, vão chamar Ibama, ONGs,
e sei la quem mais e depois de horas de reunião ... Vai ser decidido que é
melhor deixar como esta...
Abraços
Walter
De: "caozinho_dos_teclados" <lucasmendes§mailbr.com.br>
16/05/2002 qui 14:03
Nossa intenção é eliminar os retornor de chão e deixar no palco só os
cubos dos instrumentos e o side-fill na parede.
A igreja acabou de adquirir um sistema JBL EON Power 15, as caixas falam
muuuuito! Têm uma resposta excelente, pelo menos do meu ponto de vista de
instrumentista... Agora, estamos usando nosso equalizador entre a mesa e as
JBL, e o retorno está cru, sem equalização. Seria melhor manter o
equalizador para o PA ou colocá-lo no retorno? Alguém já usou JBL? Elas
vão bem sem equalizador?
Lucas
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
17/05/2002 sex 18:35
Vai precisar de retornos para voz, no chão, proximo aos vocais, ou vai ter
problemas com microfonia e SPL insuficiente.
Quanto ao equalizador, o certo seria ter dois. Na falta, pode-se improvisar,
usando um canal do EQ no P.A (mono) e outro no palco. As JBL são
relativamente equilibradas, mas o EQ é necessário para adequar sua resposta
à sala, procurando reduzir ressonâncias indesejáveis (veja na FAQ o que há
sobre alinhamento de sistemas).
EQ no palco é essencial, cortando frequencias que se sobressaem,
"limpando" o audio (em especial nos graves e medio-graves) e
reduzindo a possibilidade de microfonia. Leia na FAQ sobre som de palco.
Edu Silva
De: "Audiodsystem" <audiodsystem§yahoo.com.br>
06/05/03 00:34
Caro Rodrigo,
Um dos maiores benefícios de um Fly PA é a melhor uniformidade no nível
de pressão sonora.
Imagine uma pista. Nesta pista existem duas pessoas e uma caixa de som. Agora
imagine que todos os três componentes estão no solo. O sonofletor está
virado para as duas pessoas,sendo que a primeira está a 1 metro de distância
da fonte sonora (caixa de som) e a segunda pessoa está distante 30 metros.
Para que o som gerado pelo sonofletor, na altura do solo chegue com uma boa
pressão sonora até o último ouvinte, neste caso a segunda pessoa distante
30 metros, a fonte sonora deverá produzir som suficiente para vencer sua
atenuação intrínseca, em relação a distância. Segunda a lei dos inversos
do quadrados podemos enunciar o seguinte postulado:
- Para UMA fonte de som PUNTUAL emitindo som para TODOS os lados, de maneira
UNIFORME, então teremos uma atenuação de 6dB de pressão sonora, para cada
vez que for dobrada a distância.
Até ai imagino que está tudo OK.
Acontece que nesta condição a primeira pessoa, a 1 metro de distância,
ficará exposta a uma pressão no mínimo desconfortável. Como driblar este
efeito?
Levantando sua fonte de som, esta segunda condição é nosso Fly PA. Apesar
da distância "absoluta" entre ouvintes e caixa de som aumentar, a
distância relativa entre os ouvintes diminui. Se minha afirmação te parece
estranha, veja os números:
primeira condição/fonte sonora no solo
sonofletor/primeiro ouvinte - 1 metro
sonofletor/segundo ouvinte - 30 metros
primeiro ouvinte/segundo ouvinte - 29 metros
segunda condição/fonte sonora elevada 14 metros
sonofletor/primeiro ouvinte - 14,03 metros
sonofletor/segundo ouvinte - 33,10 metros
primeiro ouvinte/segundo ouvinte - 19,07 metros
Ainda temos a primeira pessoa recebendo mais pressão sonora do que a segunda,
mas pelo mesmo conseguimos diminuir esta diferença.

Espero ter ajudado.
Cordialmente,
Doo Sung.
De: rodrigo_sousa§praxair.com
06/05/03 16:39
Bao tarde Doo e lista
Não tinha pensado e visualizado dessa forma. Outra pegunta, pode parecer
besta pra vc, mas as caixas de graves ou subs são colocadas em fly também?
Por quê? Sei que elas no chão conseguimos alguns dbs a mais.
Valeu pela explicação!!!
Aquele abraço
Rodrigo Maggu-MG
De: "Audiodsystem" <audiodsystem§yahoo.com.br>
07/05/03 14:25
Prezado Rodrigo,
Certamente, caixas de Sub Woofer, são na esmagadora maioria das vezes,
dispostas no chão.
Vc está certo ao dizer que no chão temos alguns decibéis a mais. De fato,
isso ocorre, e não é novidade. Os principais benefícios de ter SUB's no
"chão", já foram comentados aqui na Lista. Dê uma vasculhada nas
mensagens anteriores.
No entanto, nada impede do projetista especificar caixas de Graves e ou Sub's
dispostos em Fly. "CADA CASO É UM CASO". Tudo é uma questão de
avaliar os Prós e Contras. Com as vias de Sub Woofer em Fly, normalmente
perdemos o ganho acústico que o solo oferece (de graça).
Sinceramente, não consigo imaginar muitas vantagens em ter Sub Woofers em
Fly.
Cordialmente,
Doo Sung.
De: Fabrizio Pinna <fabrizio_pinna§yahoo.com>
07/05/03 20:18
Posso entrar no assunto ?
Tem mais um probleminha de colocar as subwoofers no fly, o peso, normalmente
as subs são mais pesadas e você vai precisar sustentar um peso maior na
estrutura. Isso já foi comentado aqui, inclusive com o valor do coeficiente
de segurança para cargas (pesos) suspensas.
Abraços
Fabrizio
De: "castor" <castor_transa§uol.com.br>
07/05/03 22:10
Entrando no assunnto,
As caixas SB850 pesam quase 40 Kg à menos que as KF850
abraços castor§transasom.com.br
Nextel I.D. - 55*50736*30
I.C.Q. - 112.858.320
De: Adriano Holanda <holandaap§yahoo.com.br>
07/02/03 23:37
Assunto: [Audio List] fly PA / Estrutura/QUESTIONÁRIO 01
o problema:
como dimensionar corretamente uma estrutura para suportar um fly convencional
de 9 ou 12 caixas por lateral ? (arranjos de 3 colunas)
(*) cada caixa com aproximadamente 111kg, própria para fly.
a) podemos utilizar andaimes comuns ? se não, como proceder ?
b) que tipo de base devemos utilizar ?
c) qual procedimento mais adequado para içar as caixas (estrutura apoiada no
solo) ?
d) aterramento para as torres ? usar técnica convencional ? evitar unir com o
aterramento de rack main power ?
e) como dimensionar correntamente os guinchos ? (indicações fabricantes, se
possível)
f) onde encontrar na net br informação sobre os guinchos e ancoramento?
g) alguma dica forte ... ?
agradeço muito as informações sobre esse tema.grande abraço e muitíssimo
obrigado.
=====
Adriano Holanda,
Fortaleza - CE
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
11/02/03 08:06
> g) alguma dica forte ... ?
Veja se encontra alguma informação util aqui:
http://www.jblpro.com/pub/technote/tn_v1n14.pdf
http://www.atmflyware.com/flyhome.html
abraços,
Edu Silva
ES2 Audio
De: "caozinho_dos_teclados"
<caozinho_dos_teclados§yahoo.com.br>
04/07/02 16:43
Assunto: [Audio List] Fly PA... será q dá?
Caros,
Uma dúvida: queremos mudar a posição do nosso PA, q eh um par de JBL modelo
EON15. Atualmente elas estão em duas pequenas plataformas na parede lateral,
à meia altura, logo à frente do palco e voltadas para frente. A igreja tem o
pé-direito de uns 5m. Queremos colocá-las bem altas, perto do forro e
inclinadas para baixo (apontando para o canto oposto a cada uma). Essa é a
melhor solução para usar um PA de duas caixas? Pelo menos para mim a idéia
parece boa...
Mas a principal questão é como fixá-las. Como o teto é daquelas placas q
parece espuma (deve ser lã de vicro), a fixação por cabos teria q ser feita
direto no madeiramento do telhado e passando por furos no forro, certo?
| Alguém lá cogitou usar suportes de TV,
daqueles q agarram por cima e por baixo do aparelho? Aguentar eles aguentam (até 40kg), mas como as caixas vibram não sei se é aconselhável. A vantagem seria poder direcionar pra onde quiser... Ou ainda dá pra usar as pequenas plataformas que já existem, só mudá-las de lugar e dar um jeito de inclinar a base lá em cima. |
|
| Alguém já montou fly PA definitivo com
cabos de aço? Ao meu ver parece ser a melhor opção, já q as EON têm
um kit pronto pra pendurar. É comum usar o madeiramento pra ancorar? Cada caixa tem 21 Kg, segundo o fabricante... |
|
Lucas
De: "Ricardo/Hitec" <hitecaudio§hitecaudio.com.br>
05/07/02 09:26
| Sem problemas, capriche nas fixações. Ja
fiz muito isso e tem dado certo. A maioria dos suportes p/ TV são fixados na parede. Se puder usar a parede prefira suportes que encaixam na caixa pelo furo da parte inferior (as EON tem um furo embaixo para tripé, etc.). Desta forma voce tera varis possibilidades de ajustes sem problemas. Se preferir peça ajuda a um bom serralheiro e faça o suporte que precisar, pela experiencia eles tem boas ideias. |
|
Ricardo
Hi-tec audio service
De: "caozinho_dos_teclados"
<caozinho_dos_teclados§yahoo.com.br>
05/07/02 15:00
Ricardo,
Obrigado pela opinião... Mas será q um suporte tubular pra encaixar só no
furo inferior da EON não ficaria fraco? Eu penso isso pq o ideal é inclinar
a caixa para frente, ae o torque na parede e no cotovelo do suporte seria bem
grande, entendeu?... Só se além do suporte inferior a gente ancorasse a
caixa com um cabo na parede pela parte de cima pra segurar esse
"giro" no eixo horizontal.
Lucas
De: "Ricardo/Hitec" <hitecaudio§hitecaudio.com.br>
05/07/02 18:34
Ola Lucas,
Recentemente eu utilizei este suporte em uma igreja onde a caixa (EON G2)
ficou +-10 metros do chão sem problemas. É claro que coloquei um cabo de
segurança (para o caso da caixa soltar) preso a estrutura do telhado mas a
inclinação foi feita apenas com o suporte e ficou perfeito. Logico que
depende da parede e das buchas que é fundamental.
Não sei o nome do fabricante mas comprei o suporte na Colky's em SP, este
suporte que estou falando é bem reforçado e foi feito pra isso mesmo
(suporte de caixa) diferente dos suportes p/ TV. Me informaram que sua
capacidade é para cerca de 100Kg. Não é barato mas achei muito bom o
material e não precisa de adaptações apenas de boa fixação, etc.
Ricardo
Hi-Tec audio service
De: "lucianoallgayer" <estudioa§zaz.com.br>
06/07/02 01:22
Suspenso Canino
Uso duas T52 (+/- 30 Kg cada) da eletrovoice penduradas no vigamento do teto
do meu estúdio de ensaios. Com R$10 reais vc pode fazer o seguinte:
1 - Compre aqueles ganchos grandes de metal com rosca q vendem em qualquer
ferragem, de preferencia para bucha 8 ou 10.
2 - Rosqueie diretamente no madeirame (eu rosqueio numa guia de 15cm x 2,5 cm
de espessura)
3 - Lembre-se para cada caixa vc precisara de uns 6 ganchos, 2 para cada alça
e mais 2 para angulação.
4 - Compre tambem umas correntes ou cabo de aço.
5 - Compre mangueira de nível dágua para envolver a corrente (passe a
corrente por dentro para não arranhar as caixas)
6 - Trespasse a corrente por entre as alças laterais das caixas angulando-as,
use cada ponta da corrente para um gancho.
7 - Lembre-se de olhar se as guias estão em bom estado.
As minhas caixas já completaram 5 anos no "pendura".
Luciano Allgayer
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
06/07/02 13:55
Lucas,
Consulte um revendedor JBL e procure o kit específico para suas caixas. Mais
seguro assim, evite "armaçoes".

Não se pendura caixas pelas alças, estas não são fortes o bastante
para suportar o peso por tanto tempo. Na verdade, as caixas fly ficam dentro
de uma estrutura externa, como uma gaiola. Essa gaiola é que vai pendurada,
não as caixas.
| Armação externa, com a caixa presa por 3 ganchos no topo. | ![]() |
![]() |
![]() Peça metálica que forma a gaiola |
![]() Gancho e acessório para fixação da caixa na estrutura |
![]() Fixação da caixa dentro da gaiola |
![]() Detalhe do cabo de aço que une as peças superior e inferior da gaiola. |

Edu Silva
ES2 Audio
![]()
Artigo em construção
Quando precisamos suspender um número pequeno de caixas, podemos simplificar
o sistema como podemos ver nas figuras abaixo. O material utilizado pode ser
encontrado em boas lojas de ferragens ou de equipamento industrial e náutico.
São os seguintes:
Cabo de aço
É composto de fios (arames) trançados formando cordões (ou pernas), que por
sua vez formam o cabo.
< cabo >
Para nosso caso, poderemos usar três diferentes bitolas, a depender da carga:
polegadas | mm | capacidade
-----------|--------|-----------
1/8" -7x19 | 3,2 mm | 90 kg
3/16"-7x19 | 4,8 mm | 190 kg
1/4" -7x19 | 6,4 mm | 320 kg
Um cabo de 3/16-7x19, por exemplo, tem 3/16" de diâmetro (cerca de 4,8
mm) e 7 cordões de 19 fios cada um. Não encontrando o 7x19, podemos usar
outro tipo, desde que o diâmetro total seja o mesmo. A capacidade de carga
não muda - 190 kg.
Em nosso sistema, temos 3 tipos de cabos, de acordo com o uso: cabos fixos,
de ajuste e de suspensão. Mais detalhes ao longo do texto. Os
comprimentos mais usados nesse simples sistema fly são: 25, 35, 45 e 55 cm
para os cabos fixos. O tamanho das caixas e seus ângulos de inclinação
irão definir o comprimento exato. Os cabos de suspensão (nem sempre
utilizados) terão seu tamanho definido caso a caso.
Acessórios p/ os cabos
De preferência, devemos comprar os cabos já prontos para ao uso, cortado no
tamanho correto e com os devidos acessõrios: lacre (também chamada de
presilha ou luva oval) e sapatilho (ou sapatilha). Esse cabo é chamado
de "laço". Algumas lojas podem confeccionar o laço para
você, no tamanho pedido, mediante uma pequena taxa.
< lacre e sapatilho >

Preferindo, o laço pode ser confeccionado pelo instalador (você), mas para
isso precisará de ferramentas adequadas: o corta-cabo e a prensa.
![]() |
![]() |
Os cabos de ajuste (um em cada caixa) terá lacre prensado em apenas
uma de suas extremidades. A outra precisará ser livre para o ajuste de
inclinação da caixa, após o qual será travado por meio de 3 clips
(grampos) de aço galvanizado, com 3 cm de espaçamento entre cada um. As
bitolas poderão ser 1/8" (3,2 mm), 3/16" (4,8 mm) ou 1/4" (6,4
mm), de acordo com o cabo.
|
|
![]() |
Acessórios para suspensão das caixas
| Não podemos pendurar as caixas pelas alças, nem basta
parafusar ganchos na madeira. Devemos usar cantoneiras internas de aço
galvanizado de 2,5 ou 3 mm de espessura, com porcas M10-1.5
(3/8"-16) soldadas. Deve haver também 4 furos para passagem de
parafusos menores, para fixar a cantoneira à caixa. Podem ser confeccionadas em qualquer serralheria e se bem feitas resistem a pelo menos 100 kg. |
|
Cada caixa precisa de 2, 3 ou 4 delas (a depender do ângulo de
inclinação, e por conseguinte, dos pontos de suspensão). No caso de
sistemas móveis (PA para locação), ponha em todos os pontos possíveis
(normalmente 6) e use apenas aqueles necessários em cada caso.
< pontos >
Em cada cantoneira acoplamos um dispositivo de suspensão chamado parafuso
olhal.
< parafuso olhal >
As medidas são: M10-1.5 x 35 mm (ou 3/8-16 x 1.25"). Meio grande, mas é
necessário porque sua resistência depende do ângulo pelo qual o cabo exerce
força. Quanto maior for este, menor a resistência ao esforço: com o cabo a
45º, sua resistência é 4 vezes menor que na vertical (0º).
< ângulos no olhal >
Obs: use sempre parafusos de aço forjado, e atente para que as bitolas do
parafuso e da porca na cantoneira sejam do mesmo sistema (métrico ou
imperial).

Para o acoplamento entre o parafuso olhal e o cabo, usamos outro acessório
chamado manilha. A tipo adequado é a manilha ferradura de 1/4"
(6 mm) com pino rosqueavel. Sua capacidade de carga depende também do
material de que é feita, e costuma vir estampada em seu corpo.
< manilha >
A primeira providência a se tomar consiste em elaborar um desenho do ambiente
a ser sonorizado. As caixas devem ser desenhadas na mesma escala, para que
sejam definidos seus ângulos de inclinação. Estes podem ser divididos em
três categorias: pequenos (0º a 15º), médios (15º a 45º) e
grandes (45º a 90º) e são medidos entre a base da caixa e uma linha
horizontal imaginária (em vermelho, na figura).

No primeiro caso, os pontos de suspensão estarão localizados na parte
superior da caixa). No segudo, na superior e posterior (atrás). No terceiro
caso, todos os pontos de suspensão estarão situados atrás da caixa.
Uma vez definidos o ângulo e pontos de suspensão, colocamos os cabos e
acessórios numa caixa no chão, simulando sua posição quando suspensa.
Podemos assim, decidir facilmente os comprimentos dos cabos a serem utilizados
e proceder aos cortes e prensagem / clipagem.
AGUARDE ATUALIZAÇÁO PARA BREVE
De: Silas Moura <silaovoz§yahoo.com.br>
17/10/03 01:03
Assunto: [Audio List] SUB EMBUTIDO!!!
Há um tempo atrás o Edu me deu algumas dicas sobre "embutir" as
caixas de retorno no chão me informando as vantagens e desvantagens (foram
mais desvantagens pelo q vi...) em embutir os retornos!
Bem, como não tenho experiência, volto com o assunto mais uma vez...
E se eu resolvesse "embutir" também os Subs, por questões de
espaço na frente do palco, pois é preciso q e frente esteja livre, teria
problemas mais sérios em embutir???
Uso caixas da Studio R (Sky 1000) em Fly, pelo q imagino, nesse sistema os
subs, ficariam no centro certo??? Porque não no mesmo nível (embaixo) das
Sky???
Poderia ter problemas em "superaquecimento" das caixas por elas já
serem amplificadas, uma vez q elas ficariam no chão e só teria paredes em
todos os lados??? Menos na frente claro!!!
Ps: Ah mais uma observação o "palco" já é em piso mesmo, no
interior não existe nenhum vão, sendo ele como a letra D. Assim:
|
|
\
Palco |
/
|
|
Bem, prometo q é só!!! Muito obrigado!!!!
Silas Moura
De: "Studio R" <studior§studior.com.br>
17/10/03 16:56
Caro Silas,
Se as suas caixas forem do novo modelo SKY Sound Bass (quadradas e com rodas),
não há problema algum em embuti-las por conta de aquecimento. Se forem do
modelo antigo (semi-trapezoidal, sem rodas e com dissipador externo) é bom
que exista pelo menos um vão de saída e entrada de ar de sua traseira para a
frente, de modo que seu dissipador "respire". Para isso, basta não
selar hermeticamente o topo e as laterais da caixa, deixando um vão de pelo
menos uns três dedos ao seu redor.
Grande abraço,
Samuel
STUDIO R Eletrônica LTDA.
Tel.: (11) 5041-0658 / 5533-0823 / 5531-6736
FAX: (11) 5533-0613 / e-mail: studior§studior.com.br
Visite nosso Site: www.studior.com.br
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
19/10/03 14:58
Silas Moura escreveu:
>
> E se eu resolvesse "embutir" também os Subs, por questões de
espaço na
> frente do palco, pois é preciso q e frente esteja livre, teria
> problemas mais sérios em embutir???
Costuma ser boa, mas não pode haver espaço vazio ao redor dos subs (sob o
palco), que poderiam causar ressonâncias.
Uma caixa de graves embutida ganha um belo reforço nas baixas frequencias
devido ao efeito de acoplamento com a superficie plana, desde que
suficientemente grande.
> Uso caixas da Studio R (Sky 1000) em Fly, pelo q
imagino, nesse
> sistema os subs, ficariam no centro certo??? Porque não no mesmo nível
> (embaixo) das Sky???
Subs pendurados? Não faça isso. Além de representarem uma carga extra e
desnecessária (são pesados), voce perde muito grave assim. Subs precisam
estar próximos a pelo menos uma superfície lisa e grande (chão ou parede),
o que lhes confere um reforço notável nos graves. Já discutimos bastante
esse fenômeno aqui antes, procure na FAQ/PA.
Se não houver outra alternativa que não seja subs suspensos, faça de forma
que fiquem junto ao teto, ou seja, acima dos full. Teto e chão não
fazem diferença para eles...
Mas para isso precisam estar encostados no teto - no máximo a 40cm: se
for mais que isso, o tiro pode sair pela culatra e em vez de ganhar voce perde
graves. E veja que o teto precisa ser rígido, isto é, de laje. Telhas ou
forro de material termo-acústico vibram com os graves, e o resultado será
deprimente... :-P
Tambem já expomos o problema aqui, consulte a FAQ.
> Poderia ter problemas em
"superaquecimento" das caixas por elas já
> serem amplificadas, uma vez q elas ficariam no chão e só teria paredes
> em todos os lados??? Menos na frente claro!!!
Depende de como é feito o sistema de refrigeração dos subs, mas é
possivel. Voce pode prever um duto de ventilação por trás deles, use a
cachola, mas é preciso ter cuidado com espaços vazios ao redor das caixas,
que podem criar ressonâncias dificeis de se livrar depois.
> Ps: Ah mais uma observação o "palco"
já é em piso mesmo,
> no interior não > existe nenhum vão, sendo ele como a
> letra D. Assim:
Um palco convexo? (o publico vê uma "barriga"). Pode ser bom ou
ruim. Num palco plano, o sub embutido gera uma frente de onda plana e
"sólida", o que ajuda bastante na reprodução de bons graves.
Num palco curvo como esse, as ondas de pressão criadas pelo cone em movimento
seriam refletidas de forma gradual, à medida em que se deslocam para os lados
(é dificil explicar com palavras, sem uma animação para ilustrar melhor). O
efeito certamente não seria o mesmo, porem mais uma vez, muito dificil de
prever sem partir para uma análise profunda por meio de um software adequado.
Mais uma vez, vale a dica acima: experimente antes de quebrar tudo e se ficar
bom assim, vá em frente.
Não esqueça de escrever contando como ficou.
--
Edu Silva
ES2 Audio
Salvador-BA
De: Silas Moura <silaovoz§yahoo.com.br>
19/10/03 18:43
Edu Silva escreveu:
>
> Subs pendurados? Não faça isso. Além de representarem uma carga extra
e
> desnecessária (são pesados), voce perde muito grave assim.
Meu Pai do Céu!!!! Edu me perdoe... me expressei totalmente errado!!! Quando
disse no mesmo nível seria exatamente "embaixo" das caixas em Fly,
mas com certeza com os subs no chão claro!
> Num palco curvo, as ondas de pressão criadas
pelo cone em movimento
> seriam refletidas de forma gradual, à medida em que se deslocam para os
> lados...
Já previa isso q vc disse. Justamente por essa razão, do palco ser curvo,
não seria quase q obrigatório usar os dois subs bem no meio? Pois é bem no
meio q eu tenho alguns metros planos p/ esquerda e p/ direita. Mas também
não poderia soar bem se eles estivessem "no mesmo nível" mas no
chão!!! das caixas em Fly, ou seja exatamente embaixo de cada uma delas??? Ou
poderia ter problemas de atrasos por essa posição dos subs?? Ex: ondas
estacionárias.., talvez??
Mais uma vez me desculpe pelos erros!! Aguardo respostas!!!
Silas Moura!!!
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
21/10/03 14:50
Silas Moura escreveu:
>
> Meu Pai do Céu!!!! Edu me perdoe... me expressei totalmente errado!!!
> Quando disse no mesmo nível seria exatamente "embaixo" das
caixas em
> Fly, mas com certeza com os subs no chão claro!
Ah, bom. Então seria "abaixo", e não "embaixo".
Subs no chão sempre soam melhor, mas não precisam estar na mesma linha
vertical das fly (tops). Eles ganham mais quando trabalham juntos, acoplados
lado a lado ou (ainda melhor) um sobre o outro.
> Já previa isso q vc disse. Justamente por essa
razão, do palco ser
> curvo, não seria quase q obrigatório usar os dois subs bem no meio?
> Pois é bem no meio q eu tenho alguns metros planos p/ esquerda e p/
> direita.
OK. É um bom lugar, então. Mas poderia ser num dos lados (apenas um),
próximo a uma parede lateral, o que lhe daria mais algum grave "de
graça". Depende da construção, se há espaço para isso.
> Mas também não poderia soar bem se eles
estivessem "no mesmo nível"
> mas no chão!!! das caixas em Fly, ou seja exatamente embaixo de cada
> uma delas??? Ou poderia ter problemas de atrasos por essa posição dos
> subs?? Ex: ondas estacionárias.., talvez??
Não fará muita diferença os subs estarem no centro ou nos lados, dada a
distância que estarão das fly. Desalinhamentos no tempo
("atrasos") sempre existirão, não importa onde você ponha os
subs, mesmo com as tops apoiados neles.
Você precisa atrasar a via de graves (*) a fim de que coincida com os
clusters superiores (pois estão mais distante dos ouvintes), mas saiba que
esse alinhamento nunca será perfeito quando temos a via de graves fisicamente
distante das demais (seu caso). A rigor, para cada ponto da platéia
precisaríamos de um atraso diferente, o que é obviamente impossível.
Mas isso não é o fim do mundo: ajuste o tempo de atraso (as tops devem ser
atrasadas em relação aos subs) para uma posição central na platéia, onde
exista a maior concentração de público. Devido aos grandes comprimentos de
onda envolvidos, o "sweet spot" será amplo o bastante.
O atraso entre as vias superiores (medio-graves com médios) é mais
importante, pois aqui falamos de comprimentos de onda bem menores, mas como as
caixas são "full", com todos os falantes e drivers agrupados num
só gabinete, torna-se fácil. Mas se forem caixas ativas, não há muito o
que fazer.
(*) Nota: no sistema alvo dessa mensagem, com tops suspensos e subs na
chão, devemos atrasar os subs, pois seu sinal chega aos ouvintes antes das
caixas superiores (tops).
Mas quando as caixas estão apoiadas umas sobre as outras, a situação pode
ser a oposta: no caso de graves em cornetas dobradas com tops (sejam de
radiação direta ou cornetadas) apoiadas nelas, precisaremos atrasar as
tops, para que nos cheguem ao mesmo tempo que os graves (estes precisam
passar por um verdadeiro "labirinto" antes de sair pela boca da
caixa).
É preciso estudar cada caso em particular. Na FAQ/PA temos um exemplo
ilustrado:
http://audiolist.cjb.net/faq.htm#pa
Vejam algo sobre "alinhamento de fase".
--
Edu Silva
ES2 Audio
Salvador-BA
De: "Adriano Sanchez Cordeiro" <adrianocordeiro§ieee.org>
21/10/03 17:30
Edu Silva [mailto:bahi0387§terra.com.br] escreveu:
>
> Subs no chão sempre soam melhor, mas não precisam
> estar na mesma linha vertical das fly (tops). Eles
> ganham mais quando trabalham juntos, acoplados lado
> a lado ou (ainda melhor) um sobre o outro.
Se temos um ganho nos graves que estão próximos a uma superfície, neste
caso o chão, porque colocá-los um sobre o outro e não um ao lado do outro
no chão? Será que consegui explicar minha dúvida?
Grato,
Adriano
De: "Luiz Reis IG" <luiz.ac.reis§ig.com.br>
21/10/03 20:02
Adriano
Subs no chão se beneficiam da limitação do espaço para aumentar a
eficiência, pois sendo as baixas frequencias omnidirecionais, a energia que
seria dispersada em todas as direções é agora emitida em menos direções,
quando limitamos a 180 graus, no chão, 90 graus, canto de chão mais parede e
até 1/3 de espaço, canto de duas paredes mais chão.
Ralph Heinz (Handbook for Sound Engineers, Cap. 18: Loudspeaker Cluster
Design) diz que, quando duas fontes pontuais são sobrepostas - colocadas
verticalmente uma sobre a outra - há uma soma das emissões em todas as
direções.
Muitos sistemas comerciais utilizam-se desse fenomeno - diretividade pela
atenuação fora do eixo - colocando woofers em arranjos verticais.
John Eargle e Chris Foreman (Audio Engineering for Sound Reinforcement, Cap.
9: Direct Radiating Loudspeakers) dizem, simplificando, que o acoplamento
mútuo em baixas frequencias, entre dois alto-falantes adjacentes, ocorre
porque os falantes interagem um com o outro, essencialmente se comportanto
como um único falante com o dobro da área de diafragma, ou cone, de cada
falante. Como a força motriz também foi dobrada, podemos relacionar
matematicamente ao dobro da eficiencia.
Há muito mais o que falar, mas por ora é suficiente.
Abraços,
Luizinho Referencia (a.k.a. Klein Ludwig Referenz von Mauritzstadt)
De: Adriano <holandaap§yahoo.com.br>
22/10/03 10:20
Adriano Sanchez Cordeiro adrianocordeiro§ieee.org> escreveu:
>
> Se temos um ganho nos graves que estão próximos a uma
> superfície, neste caso chão, porque colocá-los um
> sobre o outro e não um ao lado do outro no chão?
oi Sanchez,
O fato em questão é o acoplamento entre as caixas de grave. Nao basta apenas
alinha-las com o superfície plana (mesmo assim é melhor do que
'dependuradas').
Dessa forma, para um acoplamento próximo ao ideal, as caixas devem permanecer
num bloco, formando uma conjunto proporcional em largura e altura. exemplo: um
arranjo de 8 SB (*) torna-se mais eficiente numa formação 2x4 (2 linhas
sobrepostas de 4 caixas).
(*) de acordo com seu modelo de caixas para as baixas frequencias.
Á grosso modo, o acoplamento significa transformar várias caixas
separadas em uma só, muito mais intensa em pressão e de melhor
definição em resposta. Fato já bem comprovado com as cornetas, onde uma é
pouco, 2 é razoável, 8 é fantástico! :-)
um abraço,
Adriano Holanda,
Fortaleza - CE
De: daniel freitas <danieldefreitas2003§yahoo.com.br>
03/11/03 14:40
Assunto: [Audio List] Sistema de som quadrifonico
Olá listeiros!!! Tudo bom?!?!?
Estou desenvonlvendo um projeto no qual o P.A, será posicionado em forma
quadrifônica, com as caixas de cima, pendurado a cerca de 5m de altura, vindo
das pontas para baixo, sendo utilizado apenas para som mecanico. Alguém tem
uma sugestão de como posso posicionar o sub? Pensei em colocar em forma
quadrifonica, embaixo de cada ponto do P.A. Isso resultaria um cancelamento de
frequencia?
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
04/11/03 17:22
daniel freitas escreveu:
>
> Estou desenvonlvendo um projeto no qual o P.A, será posicionado em
> forma quadrifônica...
Tem certeza que é quadrifônico? Acho que voce quer dizer "uma caixa em
cada canto", correto? Isso nada tem a ver com quadrifonia, que é (era)
coisa muito diferente. Para mais detalhes:
http://audiolist.cjb.net/faq/faq_hifi_2.htm#7
A disposição de caixas que voce pretende adotar é comum em sistemas de
DJ's, mas é estéreo, claro. Sugiro que disponha os canais de forma
alternada, assim, em qualquer ponto da pista de dança voce terá a imagem
formada. (veja o desenho mais abaixo):
> Alguém tem uma sugestão de como posso
posicionar o sub? Pensei em
> colocar em forma quadrifonica, embaixo de cada ponto do P.A. Isso
> resultaria um cancelamento de frequencia?
Muita gente faz assim, mas o que se consegue é perder graves, como
voce já suspeitava.
Se voce puder agrupar todo num ponto só, é melhor. Poderia instalar
próximo à posição do DJ, e mataria dois coelhos com uma porrada só: além
de reforçar os graves para o pessoal na festa, o DJ reclamaria menos da
"falta de peso"...
Faça assim:

Os subs ficam todos no mesmo canto, onde o DJ montará seu set. O canto
é o melhor local do ponto de vista acústico, pois tende a reforçar os
graves em até 9dB. Pode tambem ficar no meio de uma das paredes, se ai
você armar o set, mas o reforço nos graves será menor (6dB).
As frequências abaixo de 100Hz se espalham de maneira uniforme pelo ambiente,
não vai haver sensação de desequilíbrio.
Se tiver problemas com realimentação nas pickups por causa da proximidade
com as caixas de graves, terá de mudá-las de posição, para o outro lado da
pista (longe do DJ), mas sempre juntas.
--
Edu Silva
ES2 Audio
Salvador-BA
De: Rodrigo Lício Ortolan <ortolan§sel.eesc.usp.br>
17/02/03 seg 17:13
Assunto: [Audio List] Projeto de PA e Som Ambiente
Faço parte de um grupo de estudantes na cidade de São Carlos responsável
pela sonorização de algumas festas realizadas na cidade com bandas ao vivo.
Fomos incumbidos de projetar um sistema de áudio para um galpão construído
pela universidade, com o propósito de serem realizadas festas estudantis,
formaturas, jantares, etc...
A principio pensamos em um sistema de PA com 2 torres, crossover ativo com 3
ou 4 vias e um sistema de som ambiente para situações como jantares. Estamos
com algumas dúvidas que talvez possam nos esclarecer:
# Gostaríamos de saber como calcular a potência necessária para preencher
toda a área do salão, deixando o som inteligível. Área do galpão:
- O piso térreo, de frente para o palco, é comprido (30m) e com largura de
20m.
- Em torno desta área existe um mezanino em forma de U com largura de 4m nas
laterais e 8m no fundo.
- O teto é em forma de arco sendo a menor altura nas laterais sobre o
mezanino de 3m e a altura do mezanino ao térreo é de 2.8m.
- Reverberação não deve ser problema pois o teto tem cerca de 8m altura com
referência ao térreo no centro do salão, uma das laterais do salão é
preenchida com vidraça e a outra lateral com grade
# Um amigo deu a idéia de colocarmos 4 torres de PA, 2 no palco e 2 no meio
do salão com delay, este sistema funciona bem?
# O sistema de som ambiente realmente é necessário?
# Vale a pena comprar caixas prontas de outras marcas ou montar caixas de
fabricantes conceituados seguindo os esquemas que estes oferecem (como por
exemplo da Selenium ou JBL)? Qual a possibilidade da montagem não ficar boa?
# Sugestões e comentários sobre modelos e marcas de caixas acústicas e
amplificadores também são bem vindas.
Rodrigo Lício Ortolan
Lab. de Biocibernética e Eng. de Reabilitação
Depto. Engenharia Elétrica
EESC - USP
São Carlos - S.P.
http://www.sel.eesc.sc.usp.br/labciber/ortolan/
De: "lfcysne" <lcysne§digitaltecnologia.com.br>
seg 23:37
Caro Rodrigo e amigos,
Inicialmente, calculem o RT60 para algumas condições de uso, entre o
totalmente vazio e o totalmente cheio.
Determinem o(s) local(is) para o sistema de falantes, considerando uma das
mais respeitadas regras da engenharia de áudio, que estabelece que devemos
começar o projeto escolhendo um só ponto (até porque a inteligibilidade
degrada com o aumento desses pontos). Ora, tente se lembrar quantas vezes
você foi a um grande ginásio e realmente ouviu estéreo ??!!
Determinem os ângulos de cobertura que o conjunto de falantes deve ter, e
derivem a Relação de Diretividade (Q).
Comparem o GAP (Ganho Acústico Potencial) com o GAN (Ganho Acústico
Necessário) para ter certeza que a microfonia não será problema. Calculem a
inteligibilidade (nesta conta entram o tempo de reverberação, o Q, etc.).
Estabeleçam que níveis de SPL vocês querem. Calculem a perda interna de
energia para a maior distância possível entre os falantes e as pessoas no
espaço.
Escolhidos os falantes, vocês terão as sensibilidades axiais. E estarão
aptos a calcular a potência necessária.
Façam dimensionamentos separados para dois sistemas: reforço de voz e
reforço de música ao vivo. Se possível, eles poderão ser fundidos em parte
ou até no todo.
A idéia de seu amigo (sobre as 4 caixas) é boa, mas não diria que é sua
primeira opção. Nem mesmo a segunda.
Com a desvantagem de não conhecer o local, me arrisco a discordar de você
quanto à reverberação. Penso que ela pode ser uma pedra em seu sapato. E
das bem pontiagudas para platéias mirradas.
Em áudio profissional, não se escolhe produtos por marcas ou modelos, mas
por especificações de projeto.
Exemplo, suas caixas deverão ter o Q e os ângulos de cobertura H e V
determinados em projeto. Idem para a sensibilidade. A potência de trabalho
deverá ser consistente com o valor calculado. Esta também é a hora certa
para pensar na qualidade da Assitência Técnica dos produtos que se têm em
mente. Os preços certamente contam. Etc.
Sem um dimensionamento consciente, pé no chão, as chances do sistema ficar
bom são as mesma do camelo passar pelo buraco da agulha. Prefiro que você
saiba disso agora e não depois.
Se tudo isto parecer muito difícil, procurem ajuda profissional. É uma das
boas formas de se economizar. Mas independente do caminho escolhido, contem os
resultados.
Abraços, Luiz Fernando Cysne.
De: "Daniel Sobreira" <dsobreira§hotmail.com>
24/04/03 20:30
Assunto: [Audio List] sonorização complicada
Amigos da lista, um amigo (da onça) me pediu um favor; ele trabalha em uma
prefeitura de uma cidade aqui proxima à Brasília e estão construindo um
centro cultural lá, como ninguém da prefeitura entende de som ele me pediu
que sugerisse a ele quais equipamentos comprar para o centro cultural (as
obras já começaram).
O primeiro problema surgiu ao pedir a ele as plantas do tal centro cultural,
é um quadrado medindo 15,71 x 15,71m com o palco no canto como 1/4 de
círculo com raio de 5,78m e fileiras circulares de arquibancadas distando
entre si 1,10m. Para piorar o piso do palco é de granitina e o piso das
arquibancadas é de cimento não está previsto nenhum revestimento nas
paredes além de não possuir nenhum espaço apropiado para a técnica. Estou
sem saber o que dizer a ele além de manda-lo bater no arquiteto que assinou
esse projeto. Peço a quem puder que me dê uma luz.
Antecipadamente agradecido Daniel Sobreira
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
28/04/03 22:43
Daniel Sobreira escreveu:
>
> ... como ninguém da prefeitura entende de som ele me pediu que
> sugerisse a ele quais equipamentos comprar para o centro cultural
É como costuma acontecer: primeiro fazem o projeto, iniciam a construção, e
só depois se lembram desses "detalhes" - quando já não se pode
mudar quase nada. E o sistema de som terá de se adaptar a um projeto
totalmente inadequado.
> O primeiro problema surgiu ao pedir a ele as
plantas do tal centro
> cultural, é um quadrado medindo 15,71 x 15,71m com o palco no canto...
Aparentemente simples, mas dará problema quanto ao posicionamento das caixas,
que devem ficar suspensas e cobrir a platéia sem vazar muito para o palco nem
refletir demais nas paredes.
> ... Estou sem saber o que dizer a ele além de
manda-lo bater no
> arquiteto que assinou esse projeto. Peço a quem puder que me dê uma
luz.
Creio que a melhor opção seria mesmo essa... :-)
Falando sério, melhor contratar uma empresa especializada. Nem todas são de
confiança e o sucesso não será garantido - mas há uma chance, e se não
funcionar 100%, não será voce o culpado (sempre arranjam um bode expiatorio
nessas horas, e é aquele que se dispôs a ajudar...).
abraços,
Edu Silva
ES2 Audio