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CD's de referência e sinais de teste
Qualidade do projeto de áudio
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Frequências dos instrumentos musicais
Equilíbio tonal
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Qualidade do projeto de audio
De: "Jorge Bernardino" <jorge.wa§terra.com.br>
21/03/2002 qui 09:49
Assunto: [Audio List] DILEMA - Qualidade do projeto de áudioGostaria da opinião de vocês sobre o seguinte assunto:
Eu, como iniciante na área de projetos de áudio, tenho estudado e chegado às seguintes conclusões...
Um bom sistema de áudio para auditórios e igrejas (meus objetos de estudo):
- Deve ter um RT60 adequado ao programa e à sala
- Deve ser capaz de manter um nível de pressão sonora adequado e com um mínimo de variação na altura dos ouvidos dos espectadores
- Deve ser capaz de reproduzir picos de programa sem distorção
- Deve levar em conta a intelegibilidade e seus índices, como o AlCons
- Deve ser capaz de reproduzir na sala a gama de frequências contida no programa
- Deve dar noção de direcionalidade ao som, que deve "aparentar" vir do palco.Acontece que é muito comum, principalmente aqui no interior, as pessoas não darem o valor necessário ao tratamento acústico e projeto de sonorização adequados, desconsiderando todos as suas boas características.
O caso mais comum é quando, numa igreja retangular, distribuem as caixas acústicas ao longo dos pilares fazendo com que os espectadores recebam o som lateralmente. A reverberação muito alta devido a falta de materiais absorventes e a dificuldade de pronúncia da maioria dos padres (que falam o português com um sotaque...) faz com que as caixas acústicas trabalhem com um SPL acima do que julgo confortável para aumentar a cobertura do campo direto e melhorar a intelegibilidade.
O sistema com fonte única suspenso seria uma solução, mas a sua aceitação pelo cliente é díficil, pois fica a parte mais alta e mais nobre do altar. No caso de auditórios, o que é mais comum, e logo mais aceitável pelo cliente, é a utilização de caixas acústicas nas laterais, ou distribuídas no teto.
O meu dilema é como convencer os clientes que os sistemas de áudio mais comuns vistos por aí estão concebidos incorretamente. E o que estão acostumados a ouvir não tem qualidade. Argumentos téoricos podem ajudar mas não convencem vindos de um principiante como eu. Alguns de vocês devem ter passado por experiências iguais as minhas. Se for possível compartilhá-las agradeço.
Jorge Bernardino.
De: "luifocy2002" <luifocy2002§yahoo.com.br>
22/03/2002 03:33Olá Jorge.
Suas idéias de especificação de performance estão muitíssimos atualizadas e corretas, com algumas poucas ressalvas. Na maioria das igrejas você precisa de valores diferentes de RT60. Por exemplo, muito baixo para leitura e elevado para o canto da congregação. Assim, ou se parte para a AVA (Acústica Variável Ativa) ou se trabalha eletroacusticamente. Você pode ter caixas laterais (ou em qualquer lugar) e ainda obter som frontal utilizando caixas de direcionamento e manipulando o efeito Haas a seu favor. Muitas vezes não se pode reduzir a reverberação com absorventes acústicos. Pense numa igreja tombada pelo CONDEPHAT. Nesses casos, sua alternativa é promover o campo direto sem excitar o reverberante. Assim, já conseguimos ALcons% de 7% em ginásio com RT60 superior a 5 segundos! SPL elevado para assegurar inteligibilidade só é necessário quando o noise floor é muito alto. Considere a fonte única sua 1ª opção. Mas lembre-se que às vezes ela pode ser uma péssima escolha. Não trate isso como receita de bolo. Quanto ao aspecto estético, procure trabalhar com o arquiteto ou arquiteta ou decorador ou decoradora.
Acrescente a sua lista: alta confiabilidade (MTBF & MTTR), a arquitetura mais simples possível, operação fácil e muitas vezes não assistida, capacidade de funções múltiplas, especialmente em auditórios, homogeneidade de sistema e, o mais importante na capital e no interior: preço baixo. Acredite, juntar tudo isso não é mole!
A aversão a projetos não é prerrogativa do interior. Nem do resto do Brasil. É algo que rola em todo o planeta, com mais realce no 3º mundo. Muitos alimentam a falsa idéia que evitar projetos traz economia. É fácil mostrar e demonstrar que o verdadeiro é o inverso.
Há também a ação deletéria dos "projetistas" despreparados e sem escrúpulos, que acabam plantando a mediocridade e fazendo com que profissionais que procuram agir com critério, como parece ser seu caso, colham tal reflexo da desconfiança. Para piorar, vender projetos é como vender fumaça. Afinal, projetos não tem volume. Nem forma. Nem cor. Nem peso. Nem cheiro. Enquanto você diz a seu futuro cliente que seu projeto garante bons resultados, o que imagina que seus concorrentes, competentes e incompetentes, dizem? Penso que você só vende seu projeto depois de "vender" confiança. Concordo que muitas vezes argumentos tecnicamente corretos e comercialmente inteligentes não são o bastante. Diante disso, a confiança só será conquistada com a prova nos 9. A visita a trabalhos já executados e, na opinião do cliente, bem sucedidos. Claro que isso é mais difícil para um principiante, mas não impossível. O caminho é íngreme para os que começam como foi para os que um dia começaram.
Não desista. Valerá a pena.
Luiz Fernando Cysne.
A cor do som
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Frequências dos instrumentos musicais
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