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Teoria - caixas para PA
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De: "E. Venturieri" <venturieri§email.com>
03/07/00 14:58
Assunto: [Audio List] Menor e melhor caixa de graves?
Pode-se fazer um projeto para uma caixa acústica para graves, mas que seja do menor tamanho possível? Algo em torno de 50 cm de altura. E que soe muito bem, com volume alto. É um desafio que não me arrisco de planejar.
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
04/07/00 22:39
"E. Venturieri" escreveu:
>
> É um desafio que não me arrisco de planejar.
Nem eu. Isso ainda nao existe, a menos que voce seja tolerante. Uma caixa pequena fatalmente tera' poucos graves. Se quiser mais graves, perdera' eficiencia. Voce pode tentar corrigir com equalizacao, mas isso ira' limitar sua capacidade de manipular a potencia aplicada. Pode estudar a fundo um tipo de gabinete, como radiador passivo, por exemplo, mas isso podera' aumentar seu tamanho, e encarecer o projeto - e quem sabe se ira' soar bem?. Pode desenvolver um melhor falante, com novas tecnologias e materiais, mas...
Ajuda bastante definir seu objetivo: para que sera' usada a caixa? Subwoofer para seu estudio, computador ou home theather? Musica ou efeitos especiais? Se for para reproduzir terremotos e explosoes em filmes de acao, nao e' tao dificil, mas se quiser ouvir musica, a coisa pega...
Escreva de novo e explique direito o que pretende. Para ter uma base melhor, passe em nosso site (veja o endereco mais abaixo) e veja a pagina de eletronica, onde voce vai encontrar muitos sites (inclusive em portugues) sobre projeto e montagem de sonofletores. Nao desista (apesar de minhas aparentemente desanimadoras palavras) e conte os resultados das experiencias.
Um grave abraco
Edu Silva -- ES2 Audio
De: "Endicon Engenharia de Instalações e Construções Lt da."
<endicon§bel.sol.com.br>
05/07/00 09:19
Obrigado pelo seu comentário. A caixa a que me refiro, seria (veja o tempo verbal: SERIA) para músicas ao vivo, pois sou tecladista e minha esposa cantora, e estou atrás de algo menor, mas que não caia a qualidade. Não é volume muito alto o que tocamos hoje em dia, meu material é muito simples. Ainda estou começando a investir em som próprio, por isso estou pesquisando para gastar no lugar certo. Atualmente minha mesa tem 8 canais (só grave e agudo, não tem médio), não tenho ainda equalizador, uso uma força que não consigo visualizar o nome e duas caixas com falantes de grave e agudo juntos (não me pergunte o nome). Ao longo desses oito meses juntei uma grana pequena onde agora em julho irei investir toda em som.
Por isso meu interesse em caixas pequenas.
Minha idéia é ter duas de grave e duas com falantes de médio e agudo junto, ambas cada uma em cada lateral. A de grave tive o prazer e obrigado, de pegar no site o projeto da 4530. As de cima, um amigo meu têm duas da EV que ficam em tripé que não sei o modelo, irei passar três dias em Capanema-PA e vou trazer o projeto (e o modelo, claro).
Mas ainda sim, queria uma de grave pequena, por causa do transporte. Não aguento mais pedir emprestado a Pampa da mamãe.
E. Venturieri
venturieri§email.com
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
06/07/00 16:55
As caixas EV provavelmente so vao funcionar direito com os falantes originais, a menos que voce faca as alteracoes necessarias. Se for possivel, mostre-nos o projeto e quais os falantes utilizados.
De qualquer forma, se procura um sistema compacto, pense em sonofletores tipo bass-reflex (refletor de graves). Um par de caixas full-range com um falante 12" + driver 1", complementadas por um par de caixas para graves com um de 15", deve resolver, se voce escolher bem os falantes e o projeto. Lembre-se de que logo ira' sentir falta de uma caixa de monitor (retorno). Seria um sistema modular - dependendo do tamanho do local do evento (e do cachê...), voce levaria apenas as menores, ou elas e mais uma de graves, ou todas.
Voce pode projetar sonofletores bem compactos e compensar depois com uma equalizacao corretiva, mas veja que isso so' funciona ate' certo ponto. Nao adianta fazer uma minuscula caixa com um falante de 8" e jogar 20 dB de reforco abaixo de 100 Hz!! Em audio, milagres nao existem... Use os falantes mais potentes que puder comprar (pelo menos nas caixas de graves), assim terá a devida folga para equalizacao, desde que seu amp possa fornecer essa potencia.
O ideal seria usar biamplificacao (amps separados para graves e o restante da faixa), mas nao sei ate' que ponto voce pretende investir. Se quiser, pode usar um so' amp mais potente, sendo um canal para graves e o outro para as duas caixas menores. Precisara' de um crossover eletronico (ativo) para isso. Como alternativa, mande confeccionar um divisor passivo e instale dentro da caixa de graves. No futuro, quando comprar o crossover e outro amp, dispense-o.
As informacoes necessarias (artigos, formulas, tabelas, programas) para o projeto do sistema voce encontra nos links da pagina FALANTES & CIA em nosso site.
Edu Silva -- ES2 Audio
http://audiolist.cjb.net
De: Aquitê Moreno <aquitemoreno§terra.com.br>
24/10/2000 00:16
Assunto: [Audio List] Alto -falantes adequados.
Estava tentando desenvolver um projeto de PA para a banda de pagode que eu acompanho, quando me surgiu algumas dúvidas quanto às caixas acústicas. Tenho percebido duas configurações de caixas:
a) caixas para frequências médias e altas, em duas vias, com 2 X 12" + Driver, associadas a caixas para graves em 1 via com 2 X 15;
b) caixas 3 vias, com 1 X 15" + 1 X 10" + driver.
Nos dois casos, ainda possu associar caixas com falantes de 18".
Qual das duas configurações (A ou B), me daria o melhor resultado, por ser mais eficiente no espectro de frequências? É verdade que os falantes de 10" estão sendo utilizados por serem mais eficientes que os de 12" nas frequências médias? O uso de driver realmente garante cobrir até as frequências mais altas, assim como faziam os tweeters?
Aquitê Moreno
Dias D'Ávila - Bahia
aquitemoreno§terra.com.br
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
26/10/2000 07:52
Aquitê Moreno escreveu:
>
> a) caixas para frequências médias e altas, em
duas vias, com 2 X 12" +
> Driver, associadas a caixas para graves em 1 via
com 2 X 15;
Associacao mais comum em sistemas para som ao vivo de medio ou grande porte, em ambientes abertos ou fechados. Os falantes de 12" (medio-graves) devem ser montados em caixa fechada com corneta exponencial de carga frontal BEM PROJETADA.
A caixa de graves pode ser em corneta dobrada ou bass-reflex. Nesse ultimo caso, apenas em sistemas para locais fechados ou com uma grande quantidade de caixas, para obter a diretividade e eficiencia necessarias.
> b) caixas 3 vias, com 1 X 15" + 1 X 10" + driver.
Melhor em sistemas menores, ou em som mecanico. Pode ser usado com sucesso em locais fechados de maior tamanho.
> Nos dois casos, ainda possu associar caixas com falasntes de 18".
Apenas se houver mesmo graves profundos, como em determinados tipos de musica (pop). Ajuda a dar a sensacao de "mais som", algo muito solicitado pelo contratantes. E' interessante formar um sistema modular dessa forma (pricipalmente com a opcao b), ou seja, usando os subs (18") quando for sonorizar locais maiores (abertos), ou quando o pagamento compensar.
> É verdade que os falantes de 10" estão
sendo utilizados por serem mais
> eficientes que os de 12" nas frequências
médias?
Reproduzem melhor as frequencias mais altas (cones mais leves), e em alguns sistemas podem ate' ser usados como full-range (tenho experimentado com sucesso essa configuracao ha' anos). Gracas a sua melhor resposta em medios, permite que o driver trabalhe mais folgado, porem exige mais do woofer (15") em relacao aos medio-graves (extensao de resposta). O problema e' que nao existem ainda bons falantes de 10" em nosso mercado, e mesmo os importados sao dificeis de se encontrar.
> O uso de driver realmente garante cobrir até
as frequências mais
> altas, assim como faziam os tweeters?
Um bom driver com diafragma de titanio, acoplado a uma corneta de diretividade constante (bi-radial) corretamente projetada pode, com auxilio de pequena equalizacao corretiva, alcancar os agudos em nivel suficiente para uso em sistemas de PA. Hoje em dia praticamente nao se usam mais tweeters nessa aplicacao.
Mas veja que nao basta qualquer driver, adaptado para o novo diafragma, e uma corneta qualquer, copiada de modelo importado. Infelizmente, isso se ve (ou se ouve) com muita frequencia por ai'. Bons sistemas trandutor/corneta demandam muita pesquisa e investimento para serem desenvolvidos.
Edu Silva . ES2 Audio
Salvador BA Brazil
De: "Helder Daniel" <helder§csfx.org.br>
04/04/04 17:05
Assunto: [Audio List] AF DE CARRO EM PA
Amigos,
Estou precisando de uma luz da lista: Vejo por aí carros com 4 ou 6
altofalantes de 12" que tem um som muuuito mais alto que algumas caixas
para PA que eu conheço, inclusive de marca. Então pensei, como se
comportaria um woofer desses usados para carro em uma caixa WHorn ou
Tapezoidal, ou qualquer projeto desses conhecidos. Alguém já experimentou???
Outeriam considerações a fazer??? experiências boas ou ruins????
E caixas de médio-agudo????
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
07/04/04 11:59
Helder Daniel escreveu:
>
> Vejo por aí carros com 4 ou 6 altofalantes de 12" que tem um som
> muuuito mais alto que algumas caixas para PA que eu conheço, inclusive
> de marca.
Huummm... mais alto = melhor ???
Esses falantes e suas caixas são projetados para mostrarem um pico lá pelos
70 ou 80Hz, justamente onde está o peso dos graves nos gêneros musicais
preferidos dos donos desses sistemas. Também os sinais de teste nos
campeonatos de SPL estão nesse faixa.
E não são apenas os falantes que emitem som: a chaparia do carro vibra
junto, e tudo se transforma num imenso "transdutor de uma nota só".
Servem para fazer BUM BUM BUM...
> Então pensei, como se comportaria um woofer
desses usados para carro
> em uma caixa WHorn ou Tapezoidal, ou qualquer projeto desses
> conhecidos.
Para cada caixa, um falante. Quero dizer, cada tipo de caixa que voce citou (e
as outras) apresenta seu melhor desempenho quando utliza falantes específicos
para a aplicação.
Falantes automotivos dão o melhor de sí dentro dos carros, apenas. Em caixas
de P.A, perdem feio em comparação às mesmas caixas com falantes
específicos para a aplicação.
> E caixas de médio-agudo????
Os drivers e tweeters utilizados em automóveis, ou são de desempenho
mediocre ou são os mesmos de P.A, em suas variantes mais econômicas (por
exemplo, os Selenium MD250, que também são muito vistos naquelas cornetas de
carro de pamonha...).
Os falantes menores (mid-bass) podem até ser aproveitados em vias de
médio-graves em pequenos sistemas, na falta de unidades profissionais de
mesmo tamanho (6", por exemplo).
Edu Silva
ES2 Audio
Salvador-BA
jrmaceio§ig.com.br
04/06/03 15:07
[Audio List] Supertweeter
Pessoal, alguém pode me ajudar na escolha de supertweeter. Preciso comprar 2
para PA e no site da selenium tem várias opções e gostaria de saber qual a
melhor opção.
Os modelos da Selenium :
ST 300
ST 302
ST 304
ST 320
ST 322
ST 324
Vendo as especificações, fica díficil escolher. Alguém pode me indicar um
dos modelos.
Júnior
Maceió
eschoedler§yahoo.com.br
04/06/03 16:56
Procure pelos Snake:
http://www.snakepro.com.br
são muito bons.
Edu Silva edu.audiolist§terra.com.br
05/06/03 11:08
Junior,
Se existem diferentes tipos de tweeter, é porque cada um foi projetado para
uma aplicação específica: longas ou curtas distâncias, altas ou médias
potências, etc.
Voce precisa saber exatamente em que ele será usado ("PA" só não
basta), para dai poder definir o tipo mais adequado.
Nas próprias folhas de características de cada um, existe a indicação de
onde pode ser usado: por exemplo, na página do ST300 tem "Com um ângulo
de 40x40º, é adequado para atingir longas distâncias, como é desejado nos
sistemas de PA". E depois: "Pode ser utilizado em sistemas de PA,
caixas de retorno de palco e em sistemas de reforço de som".
Já na página do ST320 pode-se ler: "com um ângulo de 120x40º é
adequado para cobrir pontos próximos dispostos em um leque de grande
cobertura horizontal, como acontece nas audições near-field". E mais:
"Pode ser utilizado em sistemas de side fill, caixas monitoras de
estúdio e em sistemas de reforço de som".
E por aí vai. Os demais tweeters tem indicações semelhantes, o que muda é
a potência. Se voce sabe a potência de seu sistema, saberá qual escolher
qual modelo, depois de definido o alcance (como nos exemplos acima).
Mas não se limite a uma marca apenas, veja as indicações dos outros
colegas, por exemplo o Snake 4202: tem um ângulo de dispersão e potência
semelhantes ao ST300, portanto pode ser usado nas mesmas situações. A
vantagem é seu diafragma de alumínio, que no Selenium é fenólico (mais
pesado e lento na reprodução de altas frequencias).
Confira outras marcas seguindo os links na página EMPRESAS no site da lista:
http://audiolist.cjb.net/empresas.html
Edu Silva
ES2 Audio
De: "EduardoS" <eschoedler§yahoo.com.br>
13/07/04 10:07
Assunto: [Audio List] Corneta Dobrada & Snake ESX-185
| Olá Pessoal Há algum tempo estou procurando um projeto que substitua as minhas w-horn à altura, porém com uma cobertura maior na região de subgraves, continuando a mesma resposta nos graves. Eu já havia montado um projeto de SB1000 (uma cópia que tem no site da Snake), mas não gostei. |
|
Seria mais um complemento para as w-horn, do que um projeto que a
substituísse.
Foi então vi sites de cornetas dobradas ... fiquei impressionado com o
rendimento das caixas da Cerwin-Vega! 108dB 1W/1m ! E a resposta
então... 30Hz-300Hz! Seria realmente perfeito ter algo que responda próximo
a isso, utilizando meus Snakezinhos ... :-)/
![]() |
http://www.cerwinvega.com/products/professional/t36-750.html (108dB 1W/1m) http://www.cerwinvega.com/products/professional/ab36.html (108dB 1W/1m) http://www.cerwinvega.com/products/professional/el36.html (106dB 1W/1m) http://www.cerwinvega.com/products/professional/je36.html (106dB 1W/1m) |
Tem tambem uns projetos do site SpeakerPlans, que usam falantes Precision
Devices e RCF ...
http://www.speakerplans.com/page85.html
http://www.speakerplans.com/page11.html
Segundo o site, o melhor projeto seria a 186 Horn, pelo cálculo do Ebp e o BL
do Snake (segundo o autor)...
A pergunta é: VALE A PENA eu montar uma caixa dessas para meu falante? Algum
projeto melhor? Alguém já tentou montar algo parecido (de preferência
alguém que conheça o som de uma w-horn, hehehe) ???
Muito obrigado !!!
Abraços,
Eduardo Schoedler
Edu Overdance
www.overdance.com.br
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
13/07/04 22:34
Oi xará e lista
EduardoS escreveu:
>
> Há algum tempo estou procurando um projeto que substitua as minhas
> w-horn à altura, porém com uma cobertura maior na região de subgraves,
> continuando a mesma resposta nos graves.
As suas W respondem bem a partir de uns 40Hz, em grupos de 4 ou mais,
acopladas e no chão. Você quer uma corneta de graves eficiente abaixo disso
e que vá até a freq superior de corte que usa? Já pensou no tamanho? Nada
impossível, claro, mas seria viável em seu caso?
> Eu já havia montado um projeto de SB1000 (uma
cópia que tem no site da
> Snake), mas não gostei. Seria mais um complemento para as w-horn, do
> que um projeto que a substituísse.
Então procurou a caixa errada. A SB1000, conforme já foi amplamente
discutido aqui na lista tem resposta limitada, e dentro da área da W horn
tipo JBL que voce usa. Não serve como complemento nem substituta. Mas
funciona muito bem num sistema projetado para trabalhar com ela, e lembre que
para obter seu máximo desempenho, deve ser ouvida à distância e em número
de pelo menos 4 acopladas.
> fiquei impressionado com o rendimento das caixas
da Cerwin-Vega!
Se não gostou das SB1000, não gostará delas também. O modelo original foi
criado para uso em cinemas, durante os anos 70 - a B36, batizada
"Earthquake", foi utilizada na reprodução de efeitos especiais no
filme Terremoto (1974), dai o nome. Serve para isso: fazer barulho.
O projeto:
http://zmatek.jinak.cz/diy/pbaudio/earthquakeB36/Earthquake%20B36%20Baskast.doc
ou
http://www.pbaudio.nl/Images/luidsprekers/Earthquake%20B36%20Baskast.doc
Aqui tem mais projetos (esses e muitos outros links estão na pagina FALANTES
& CIA no site da lista):
http://zmatek.jinak.cz/diy/
http://www.mcsoundlight.com/horn.htm
> A pergunta é: VALE A PENA eu montar uma caixa
dessas para meu falante?
> Algum projeto melhor? Alguém já tentou montar algo parecido (de
> preferência alguém que conheça o som de uma w-horn, hehehe) ???
Como já disse, faz bastante barulho, ainda prefiro as W JBL. Mas gosto não
se discute, e se você gostar do som (é bastante apreciada pelo pessoal da
assim chamada "música eletrônica"), tudo bem.
Mas se a idéia é ter graves profundos, porque não faz o sub CCDB, projetado
especialmente para acompanhar as W? Estenderá a resposta até os 20Hz (se
houver algo lá para ser reproduzido). O artigo original tá na página de
projetos de caixas no site da lista:
http://audiolist.cjb.net/caixas.html
E aqui vai uma página muito interessante para quem trabalha com som mecânico
e procura graves:
http://www.unrec.com/sunsonic/sound2.htm
Ah, a propósito, seu sistema está equilibrado? Segue as proporções
recomendadas entre as vias? Aparentemente sim, pois existem 4 falantes de
graves para cada top com 2 de 12" e um driver. Mas e os amplificadores?
Aqueles Staner são suficientes? :-P Se não, de pouco ou nada adiantará
trocar as caixas ou acrescentar nova via.
Edu Silva
ES2 Audio
Salvador-BA
De: Caio Ferrari <caioferrari§yahoo.com.br>
13/07/04 23:32
Olá Edu (Silva). O problema do Edu (Overdance) é que as W dele são daquelas
montadas por não-sei-la-quem para não-sei-qual-altofalante. Uma coisa que me
chamou atenção na caixa que ele usa é que a camara do falante é bass
reflex, e as caixas cornetadas que vejo por aí usam camara fechada.
Você poderia comentar sobre isso? Ainda não consegui descobrir o porque.
Além do mais, os dutos estão fora da caixa (na parte traseira da camara, que
fica na frente da caixa). O certo não seria eles estaram no mesmo baffle que
o falante? Com isso, não aproveitariam o ganho das cornetas?
O interessante é que simulando uma caixa bass reflex e uma fechada para um
WPU1505 por exemplo, de mesma litragem, a bass reflex dará um SPL maior.
Então, novamente, porque a camara fechada ao inves da bass reflex?
> Se não gostou das SB1000, não gostará delas
[Cervin Vega] também.
Ué, mas o que faz dela uma caixa apenas para fazer barulho? Ela não é uma
corneta dobrada como várias outras que se vê pela internet?
> Mas se a idéia é ter graves profundos, porque
não
> faz o sub CCDB, projetado especialmente para acompanhar as W?
O lance do Edu (Overdance) é ter alto rendimento. Por isso a procura por
cornetas. Porem, as W dele, você pode subir o corte HiPass ate uns 60Hz se
não me engano sem perceber diferença no som. Por isso a procura por uma
caixa com um grave um pouco mais estendido que as W que ele possue.
Caio Ferrari
De: "KVG Audio" <kvgaudio§bn.com.br>
14/07/04 08:18
Edu Silva & Edu S:
Li meio por alto o artigo sobre DJ. Hehe, vai ter neguinho p* com o autor....
Me parece que tem muito conteúdo bom. Leitura muito indicada à muitos que
conheço....
Quanto às caixas, posso dizer o que (creio que) já comentei com o meu xará:
Caixas na linha da SB1000 são mais um complemento das SB850 do que cxs
stand alone. O rendimento das SB1000 em lugares fechados é
variável. A Top Som costuma colocar 8 delas (4 a 4) e dependendo do lugar há
um grave muito forte com aquela pancada certeira e em outros apenas a
sensação.
Note que o uso das SB1000 em shows ao ar livre e em locais fechados tem um
detalhe que passa despercebido à muitos. Se não me falha a memória, o Party
In The Park de 2000, Hyde Park em Londres, foi usado o sistema EAW e há um
espaço vazio entre o palco e a platéia. As SB1000 estavam lá. Em um outro
show que vi com sistema similar, mas em local fechado (creio que no Royal
Albert Hall), a mesma configuração foi utilizada.
O que parece acontecer, e tem lógica, é que se o público estiver em cima
das caixas e houver uma grande concentração, o rendimento delas despenca.
Isso deve estar estreitamente relacionado com o vestuário do pessoal. Seria
uma barreira acústica das boas. Fora que a lei da ação e reação se faz
presente. Vire uma caixa de graves para a parede e vá aproximando...
As whorn são muito boas, mas acabam sendo complicadas na hora de se aumentar
a resposta. Oito delas por lado é uma porrada só e eu já ouvi um sistema
com dezesseis por lado, é mais ou menos um soco do Tyson com UTI à tiracolo.
Uma vez em Viçosa-MG, houve um show com o 14 Bis e o pa era composto de oito
tobogã de cada lado e suas repectivas 4560. Outra pancada.
Outro show que marcou pela qualidade e equilíbrio foi o do Projeto Aquarius.
O PA da MAC Audio era um negócio (para a época), eles ainda usavam as tais
Philishave (apelido dado pela semelhança com o aparelho de barbear) se não
me engano. Cada vez que o típano tocava era como se eu estivesse dentro do
próprio.
Mas infelizmente são sistemas antigos e em alguns casos, impraticáveis. Eu
já tive também as Wbox com MB2x12, é um sistema muito bom, mas
problemático. Hoje, vc tem resultados muito bons com caixas na linha SB850,
não só pela resposta, mas pela praticidade. As Concert (ou seria SR) da JBL
falam muito, mas não me chame para transportar os graves, tenho amor à minha
surrada coluna.
Na minha humilde opinião, locais fechados com bass-reflex, locais abertos
com horn.
KVG
De: "EduardoS" <eschoedler§yahoo.com.br>
14/07/04 11:21
Diga lá, xará! hehehe
Edu Silva escreveu:
>
> As suas W respondem bem a partir de uns 40Hz, em grupos de 4 ou mais,
> acopladas e no chão. Você quer uma corneta de graves eficiente abaixo
> disso e que vá até a freq superior de corte que usa? Já pensou no
> tamanho? Nada impossível, claro, mas seria viável em seu caso?
Geralmente a gente acopla as W-horn em PA de 9 caixas, com 1 caixa vazia, no
chão. visto o PA de frente, a caixa vazia fica na coluna do meio, embaixo.
Desculpe, acho que me expressei mal... eu queria Substituir as w-horn, por uma
outra mais eficiente e que tenha uma resposta mais ampla que as minhas
w-horns... hoje, eu subo o hi-pass no xover para 50Hz e não noto mudança
nenhuma... em 60Hz, pouca coisa se nota ... o corte delas é em 120Hz,
24dB/8a.
É bem como o Caio disse: "para não-sei-qual-altofalante"... quem
montou eu sei, hehehe... mas o cara não manja naaaadaaa de som, tem uma loja
de equipamentos (como técnico em som, ele é um ótimo marceneiro) mas
simplesmente copia as w-horn de um modelo que ele comprou de
"não-sei-la-quem"...
Para você ter uma idéia, o melhor falante que falou com essas caixas malucas
é o Snake ESX-185. Tem gente usando e-x-a-t-a-m-e-n-t-e o mesmo projeto
(temos todos o mesmo fornecedor -- o marceneiro) com falantes Selenium,
Oversound...
> Se não gostou das SB1000, não gostará delas
também. O modelo original
> foi criado para uso em cinemas, durante os anos 70 - a B36, batizada
> "Earthquake", foi utilizada na reprodução de efeitos
especiais no filme
> Terremoto (1974), dai o nome. Serve para isso: fazer barulho.
Pq só fazer barulho? Vejo vários sistemas comerciais (até alguns grandes!)
usando cornetas dobradas... Seria um grave sem definição, sem qualidade?
Qual o problema?
> Como já disse, faz bastante barulho, ainda
prefiro as W JBL. Mas gosto
> não se discute, e se você gostar do som (é bastante apreciada pelo
> pessoal da assim chamada "música eletrônica"), tudo bem.
Adoro o som das W-horn também, porém acho que não rendem o suficiente, e
são gigantes e pesadas. Nós utilizamos elas com música eletrônica
(dance/techno/house/trance) sim! Não trabalhamos com bandas e shows ao
vivo...
> Mas se a idéia é ter graves profundos, porque
não faz o sub CCDB,
> projetado especialmente para acompanhar as W? Estenderá a resposta até
> os 20Hz (se houver algo lá para ser reproduzido). O artigo original tá
> na página de projetos de caixas no site da lista ...
É justamente isso que não queríamos... aumentar o PA, e sim substituir as
w-horns por outro projeto...
> Ah, a propósito, seu sistema está equilibrado?
Você está achando que eu uso aqueles Stanerzinhos para grave? Estou usando
um Advance Times-One RF-802, 4kW... sei que não é o adequado, estou
namorando um Z7 da Studio R há tempos ...
Abraço !!!!!
Eduardo Schoedler (Overdance)
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
14/07/04 20:13
Caio Ferrari escreveu:
>
> Uma coisa que me chamou atenção na caixa que ele usa é
> que a camara do falante é bass reflex, e as caixas
> cornetadas que vejo por aí usam camara fechada.
A W horn original do Keele é assim, com dutos. Se corretamente
sintonizados, estendem a resposta da caixa; se feitos "a olho",
prejudicam o desempenho e podem mandar os falantes pro espaço.

> Além do mais, os dutos estão fora
> da caixa (na parte traseira da camara, que fica na
> frente da caixa). O certo não seria eles estaram no
> mesmo baffle que o falante? Com isso, não
> aproveitariam o ganho das cornetas?
No mesmo painel? Para começar, não é preciso que dutos e falante estejam no
mesmo plano, conforme discutido aqui na lista há poucos dias. Onde você
estava que não viu? :-) No caso de uma corneta, nem haveria essa
possibilidade. A garganta, parte inicial da progressão é bem pequena (área
menor que o cone), sequer caberiam alí os dutos.
No projeto original, o falante fica no mesmo compartimento de formato
trapeziodal dos dutos, voltado para trás. O volume é de 140 litros, e quando
usada com o falante original (JBL K151, 18") os dutos são sintonizados
em 35Hz. Assim, quando você acopla 8 delas, a resposta útil chega a 32Hz
(sem os dutos, apenas 40Hz).
Claro que, com outros falantes, os dutos precisam ser recalculados.
> O interessante é que simulando uma caixa bass
reflex e
> uma fechada para um WPU1505 por exemplo, de mesma
> litragem, a bass reflex dará um SPL maior. Então,
> novamente, porque a camara fechada ao inves da bass
> reflex?
Em muitas caixas, se faz assim (câmara fechada) para limitar a excursão do
cone, evitando danos. Na prática, é mais seguro, pois um bass-reflex mal
sintonizado põe o falante em risco. Uma caixa fechada é "a prova de
barbeiragem" (ou quase).
> Ué, mas o que faz dela [B36] uma caixa apenas
para fazer
> barulho? Ela não é uma corneta dobrada como várias
> outras que se vê pela internet?
Sim, mas cada corneta tem um "som". Existem cornetas de
progressão exponencial, cônica, hiperbólica, tractrix... Existem as de
carregamento frontal, traseiro, dobradas... Não são todas iguais.
Essas Cerwin-Vega forma projetadas com a mesma função de alguns subs para HT
de hoje em dia: reproduzir efeitos especiais. Muito legal quando as naves
inimigas sobrevoam nosso planeta, mas em música, deixam a desejar. É o tal
"grave de uma nota só", e com alta distorção.
> O lance do Edu (Overdance) é ter alto
rendimento. Por
> isso a procura por cornetas. Porem, as W dele, você
> pode subir o corte HiPass ate uns 60Hz se não me
> engano sem perceber diferença no som. Por isso a
> procura por uma caixa com um grave um pouco mais
> estendido que as W que ele possue.
Sei, mas o caso seria mesmo a extensão nos graves (resposta mais
ampla, em direção às frequências mais baixas), ou pressão sonora
(volume)?
http://br.photos.groups.yahoo.com/group/audio_list/lst?.dir=/P.A./Edu+Overdance&.src=gr&.view=t
O cara usa oito W horns e ainda sente falta de graves... Isso só pode
acontecer por dois motivos: caixas mal feitas ou amplificação
insuficiente. Aqueles Staner sozinhos nem fazem cóçegas nos oito Snakes
18". Precisa de algo maior, e chaveado (no fim do mail explico melhor).
KVG Audio escreveu:
>
> O rendimento das SB1000 em lugares fechados é variável. A Top Som
> costuma colocar 8 delas (4 a 4) e dependendo do lugar há um grave
> muito forte com aquela pancada certeira e em outros apenas a sensação.
Sempre acontece, nos locais fechados. A intensidade dos cancelamentos varia de
acordo com o tipo de caixas, mas nunca estamos livres deles. Mesmo em áreas
abertas, os cancelamentos existem, mas podem ser tratados com mais faciidade.
Agrupando todas no mesmo ponto, o problema é menor, pois assim o sinal de
cada caixa chega mais ou menos ao mesmo tempo a cada ouvinte. Se as caixas
estão agrupadas em dois blocos separados, o sinal de cada um deles chegará
em momentos diferentes, causando o famigerado efeito comb-filter.
A Electro-Voice tem um programinha interessante, o Array Show que demonstra
bem esse caso:
http://www.electrovoice.com/Electrovoice/EVFiles.nsf/speakweb?Openview&Restricttocategory=arrayshow
Nesse site, simulações do posicionamento de subs, afastados e agrupados:
http://www.thisplace.com/charliehughes/Articles/Articles-Fr.html
(vejam os links "Subwoofer Experimentation" e "Subwoofer
Spacing")
Algo não mostrado nesse site, mas melhora ainda mais o desempenho dos subs
centrais: façam um arco com as caixas, dispondo-as em 180º, como uma
"barriga" em frente ao palco:
PALCO
_______________________
\ /
\ __ __ / SUBS
No desenho (vista superior) não dá pra ver bem, mas cada caixa (precisa de
pelo menos 8) fica apontando para uma direção, compondo uma
curva. O sinal das caixas das extremidades chegará ligeiramente
depois das centrais, formando uma frente de onda mais uniforme. Nada a ver com
a dispersão dos graves, como pode parecer.
Não sendo possível ter os subs todos juntos, reduzir o nivel de um dos
lados em 6dB ajuda, experimentem. O grave melhora em todos os pontos do
ambiente, menos para aqueles que ficam bem em frente aos subs mais baixos, mas
são uma minoria. Vale a pena.
Outra solução seria colocar todos os subs em um só lado. Pode
parecer meio estranho, mas quando o corte está em 80/120Hz ou menos
(verdadeiros subs, não simples caixas de graves), não se nota nenhum
desequilibiro (desde que não haja muita distorção). Pelo contrário, o
grave é mais uniforme em todo o ambiente.
Em ambientes abertos, o pessoal dos grandes PA's se vira usando duas torres
de subs bem longe uma da outra, nas pontas das asas do palco (uns 30 a 40m de
separação). A interferência mútua é pequena, assim. E se agrupar os
subs na vertical, um sobre o outro, ótimo, pois a dispersão vertical se
reduz - o grave fica onde queremos, próximo ao chão, e não se perde em
direção às nuvens... :-)
> Fora que a lei da ação e reação se faz
presente.
> Vire uma caixa de graves para a parede e vá aproximando....
E aquela história dos cancelamentos por reflexão em superfícies próximas.
Criei uma nova pagina na FAQ sobre problemas com graves em PA's, onde isso tá
explicado:
http://planeta.terra.com.br/educacao/audiolist/faq/faq_pa_proj_3.htm
> As whorn são muito boas, mas acabam sendo
complicadas na hora de se
> aumentar a resposta.
A melhor maneira é com o sub CCDB (air coupler), com falante de 18".
Mesmo sem ser corneta, é super-eficiente, já que trabalha numa faixa
bem estreita - apenas uma oitava. Uma corneta que responda na mesma faixa
seria enorme e pouco prática.
http://audiolist.cjb.net/caixas/sub_ccdb_parte1.zip
Mas ainda acredito que o caso dele não é atingir frequências mais baixas,
mas reproduzir melhor as que já tem.
> Na minha humilde opinião, locais fechados com
bass-reflex, locais
> abertos Band-pass ou horn.
Concordo, e o Edu Overdance trabalha mais em locais fechados. Mas, porém,
contudo, todavia, entretanto... ele aparentemente não se livrou das quedas de
tensão na rede, e usar bass-reflex só vai piorar as coisas.
Para obter o mesmo SPL das W, com umas tipo SB850, ele precisará do dobro
de falantes e obviamente do dobro de amplificadores. O consumo de energia
subirá na mesma proporção, o que fará a tensão no AC cair ainda mais.
Consequência: menos potência e menos graves... :-P
E depois, as SB850 não são subs verdadeiros, nunca darão a resposta
estendida que ele quer, mesmo as originais. Por isso vemos tantas vezes
trabalhando com as SB1000.
Eduardo "Overdance" escreveu:
>
> Desculpe, acho que me expressei mal... eu queria Substituir as w-horn,
> por uma outra mais eficiente e que tenha uma resposta mais ampla que
> as minhas w-horns...
Uma idéia seria usar outro tipo de W horn, com 2x18". Há projetos que
podem ser úteis naqueles links que mandei. Mas só daria certo se usadas em
conjunto com amplificadores com potência suficiente (o dobro da pot RMS dos
falantes) e chaveados, para menor consumo de energia.
> hoje, eu subo o hi-pass no xover para 50Hz e
não noto mudança
> nenhuma... em 60Hz, pouca coisa se nota ...
Sintoma claro de dutos com sintonia incorreta. Experimente traçar a curva de
impedância de uma delas, de acordo com as instruções na FAQ, para avaliar.
> o corte delas é em 120Hz, 24 dB/8a.
Elas não são subs, para cortar em 120Hz. E suas tops estão trabalhando
pesado, desse jeito. As W horn funcionam melhor cortadas em 250Hz, e as tops
agradecerão - mas para isso você precisará de amplificadores parrudos, na
via de graves.
> Para você ter uma idéia, o melhor falante que
falou com essas caixas
> malucas é o Snake ESX-185. Tem gente usando e-x-a-t-a-m-e-n-t-e o
> mesmo projeto (temos todos o mesmo fornecedor -- o marceneiro) com
> falantes Selenium, Oversound...
Pois antes de se livrar delas, sintonize os dutos para o Snake. Os
procedimentos já foram passados aqui, veja FAQ e links na página FALANTES
& CIA. Lembre, a câmara interna tem 140 litros (pelo menos no projeto
original). Mantenha o diãmetro dos dutos já existentes e altere apenas o
comprimento, de acordo com as caractarísticas do falante. Faça isso em
metade das caixas e compare com a outra metade sem alterar os dutos.
Edu Silva
ES2 Audio
Salvador-BA
De: "KVG Audio" <kvgaudio§bn.com.br>
14/07/04 22:52
Ó Edu Silva, guru do Sub mundo:
Uma coisa que creio já ter sido comentada aqui é a colocação das MTL 2 e
4. Não sei se isso aplica-se às originais, mais aos diversos clones, quando
são colocadas uma ao lado da outra realmente encostadas, há uma perda
sensível nos graves. Ao se deixar uma pequena diferença entre elas a
perda é reduzida. Às vezes um pequeno leque gera uma grande diferença no
final.
> Mas ainda acredito que o caso dele não é
atingir frequências mais
> baixas, mas reproduzir melhor as que já tem.
Também, dependendo de ser sempre o mesmo local, não seria excesso de
caixas? Vai que o tamanho do local não seja adequado para tanto... Pô,
oito wHorn mesmo sem ter uma sintonia era para ter um grave no mínimo
razoável. Eu cansei de ver PA da época com tubaína de falantes (Snake com
Gambin com Novik e Bravox) e não era fraco. Tá, eu sei... cada caso um
caso...
Mas também tem outro detalhe que podemos estar deixando passar: Será que a
constante exposição a altos níveis não esteja afetando a percepção
auditiva? Sempre que estou trabalhando procuro dar um tempo de uns 10 min.
fora do local para não viciar o ouvido...
E como ele comentou em e-mail posterior: uma RF802 é uma patada boa nas
caixas. Tem muito PA rodando com estas por aqui e duas SB850 por lado e o
grave está considerável, mesmo sendo com pot. abaixo do recomendável.
KVG
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
15/07/04 12:22
Eduardo Schoedler escreveu:
>
> Você está achando que eu uso aqueles Stanerzinhos para grave? Estou
> usando um Advance Times-One RF-802, 4kW... sei que não é o adequado,
> estou namorando um Z7 da Studio R há tempos ...
Edu III, seu problema já está equacionado: se mesmo com as oito W você
não sente bem o grave, só podem estar subnutridas e/ou malfeitas.
Siga o que recomendei: experimente mais um amplificador semelhante ao que já
tem, deixando um para cada 4 caixas (ou compre logo outro maior), e revise a
sintonia dos dutos. Compare também as medidas das suas com a W JBL original,
para ver se não houve alguma barbeiragem. Há um artigo na página de
projetos no site da lista, com essas medidas:
http://audiolist.cjb.net/caixas.html
Ah, e observe bem a vista explodida (em 3D) da caixa:

Note que, em frente ao cone do falante há um painel com uma abertura
quadrada, e entre ele e o fundo da caixa, umas peças menores, que juntos
formam a garganta da corneta, o inicio da progressão. Abra uma de suas
caixas, tire o falante e veja se essas peças existem mesmo, ou se o cara se
"esqueceu" de incluir. Sem elas, o desempenho da caixa não será o
mesmo, são peças pequenas mas importantes.
Ah, e suba o corte superior para 250Hz. O alinhamento com as tops que
você usa será melhor (desde que estejam uma em cima da outra), bastará
inverter a polaridade delas (tops) para não haver cancelamento na freq de
corte. Se seu crossover permitir, varie continuamente a fc entre esses dois
limites e deixe onde o som nesse ponto seja mais nítido (faça reproduzir um
ruido branco filtrado por meio de um eq entre 200 e 300Hz durante o ajuste).
Isso também influi no "punch", não é frescura. Muitas vezes ja
encontrei sistemas onde a falta de impacto nos graves se devia justamente ao
mau alinhamento na freq de corte entre subs e a via seguinte.
KVG escreveu:
>
> Uma coisa que creio já ter sido comentada aqui é a colocação das MTL
2
> e 4. Não sei se isso aplica-se às originais, mais aos diversos clones,
> quando são colocadas uma ao lado da outra realmente encostadas, há uma
> perda sensível nos graves. Ao se deixar uma pequena diferença entre
> elas a perda é reduzida. Às vezes um pequeno leque gera uma grande
> diferença no final.
Engraçado, mas um arranjo que costuma dar certo nesses casos é dispor os
subs em tres grupos: esquerdo (L), centro (C) e direito (R). O grupo C recebe
o sinal direto, e os L e R o mesmo sinal, mas com um pequeno atraso.
Isso cria uma frente de onda mais coerente, e o grave melhora. O atraso varia
de acordo com o numero de caixas, distância, ambiente, etc.
> Será que a constante exposição a altos
níveis não esteja afetando a
> percepção auditiva?
A perda acontece nas médias e altas frequências, mesmo surdos sentem os
graves.
Edu Silva
ES2 Audio
Salvador-BA
De: "Eduardo Schoedler" <eschoedler§yahoo.com.br>
15/07/04 15:11
Edu Silva escreveu:
>
> Abra uma de suas caixas, tire o
falante e veja se essas peças
> existem mesmo, ou se o cara se "esqueceu" de incluir.
Tenho umas fotos das minhas w-horns (não sou eu quem aparece nas fotos), em
meu site na época da montagem das SB1000... tirei fotos da abertura dos
alto-falantes também.
http://www.overdance.com.br/fotos/2004-03-06/
O que vc quis dizer com "desde que estejam uma em cima da outra" ???
Devo colocar uma em cima da outra ?????? Ou mantenho o PA existente?
De: Ivo José deA. Costa <ivojoseaug§hotmail.com>
15/07/04 18:45
Edu Over, uma coisa, tava olhando suas fotos, vc usa divisão
passiva e ativa nos drives? porque?
http://www.overdance.com.br/fotos/2004-02-18/
De: "Listas" <es_listas§overdance.com.br>
16/07/04 16:44
Seria mais como segurança ... todas as caixas possuem o mesmo tipo de
conector, e ninguém está livre de ligar os graves nas cornetas... :-) No
mais, aqueles cortes passivos não são próximos dos que utilizo no
crossover, senão eles iriam se somar ... estão um pouco mais abaixo.
Edu Silva escreveu:
>
> Edu III, seu problema já está equacionado: se mesmo com as oito
> W você não sente bem o grave, só podem estar subnutridas e/ou
> malfeitas.
Talvez até estejam mal alimentadas ... elas parecem que tocam mais qdo ligo
somente 6 caixas, 3 por canal do Advance Times-One RF-802...
Edu Overdance
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
19/07/04 18:59
Eduardo Schoedler escreveu:
>
> Talvez até estejam mal alimentadas ... elas parecem que tocam mais
> qdo ligo somente 6 caixas, 3 por canal do Advance Times-One RF-802...
Huummm... Ou é queda braba de tensão na rede ou... Não fiz essa pergunta
antes por achar meio óbvia, mas aí vai. Voce ja verificou se todos os
falantes estão ligados direito, isto é, na polaridade certa?
As vezes acontece de ligarmos errado, e isso vai gerar falta de graves. Já
vi falantes sairem de fábrica invertidos!! Pegue uma pilha e faça o
teste: com os polos (+) e (-) da pilha ligados aos mesmos polos do falante, o
cone devera saltar para frente. se algum estiver invertido, pode estar ai a
raiz de seu grave problema.
> Tenho umas fotos das minhas w-horns (não sou eu
quem aparece nas
> fotos), em meu site na época da montagem das SB1000 ... tirei fotos
> da abertura dos alto-falantes também ...
Pelo jeito as W foram montadas direito, aparece o lance que falei nas fotos.

> O que vc quis dizer com "desde que estejam
uma em cima da outra" ???
> Devo colocar uma em cima da outra ?????? Ou mantenho o PA existente?
Falei da top sobre a W. Se voce medir, verá que a diferença entre as
distâncias dos cones dos falantes de cada uma delas a suas respectivas bocas
é tal que elas estarão defasadas em 180º a aproximadamente 250Hz.
Ora, então basta inverter uma delas (faça isto na top) e estarão com
a fase devidamente alinhada no ponto de corte, sem precisar de delay - mas
só se estivrem top sobre W, com as bocas rentes. Para saber mais,
consulte a FAQ/PA, onde falamos de alinhamento de fase.
"Ivo José deA. Costa" escreveu:
>
> uma coisa, tava olhando suas fotos, vc usa divisão passiva e ativa
> nos drives?porque?
Proteções, capacitores de alto valor em série com drivers e
tweeters, evitando que baixas frequências vindas dos amps (depois do
crossover) os atinjam. Acontece quando alguem liga a caixa na saida errada ,
ou amp joga DC na saida, ou algum zumbido de 60Hz devido a um cabo ruim, etc.
Bos, mas se eu fosse o outro Edu, nem usaria tweeters. Se o driver que
ele usa (sei que é Snake mas esqueci o modelo) for de Titânio (pelo manos a
corneta é CD), então não haveria necessidade alguma. E se for fenolico,
usar uma corneta de diretividade constante (CD) como ele faz só pioraria a
resposta.
E tinha um capacitor de 2,2uF no tweeter... pelo jeito ele comprou o PA usdo,
e o antigo dono usava em tres vias, sendo a divisão medio/agudo passiva, com
driver fenolico. Em pequenos sistemas como esse, costuma funcionar
melhor assim, com a via de tweeters passiva, desde que o driver seja de
diafragama fenólico (não responde a alts frequencias).
Sobre a sintonia dos dutos:
Bem, voce pode pegar um soft de simulação e após certificar-se de que o
compartinento tem mesmo os 140 litros da original, colocar os dados do falante
lá, o diâmetro dos dutos já existentes e ver o novo comprimento.
Ou traçar a curva de impedância, como falei. Trace experimentalmente
a curva de impedância como já indiquei, e vá alterando o comprimento dos
dutos (os 2 ao mesmo tempo) até igualar os picos:
Voce pega um PC com um soft gerador de audio e manda tons de teste nas
frequencias ISO entre 10 e 200Hz para um amplificador. Esta terá um resistor
em série com a saida para manter a corrente de saida mais ou menos constante.
Ali voce ligará a caixa e um milivoltimetro AC. Na falta deste, um multiteste
comum servirá, na faixa de tansões AC (não muito preciso, mas o bastante).
Vá anotando as tensões medidas em cada frequencia e depois passe para um
papel milimetrado (não precisa ser log) ou uma planilha tipo Excel, e desenhe
um gráfico.
Ele mostrará dois picos, que quando a sintonia está correta, são iguais, ou
bem próximos.
Na FAQ tem mais detalhes, o esquema de ligações, frequencias, etc.
http://audiolist.cjb.net/faq.htm#falantes
Edu Silva
ES2 Audio
Salvador-BA
De: "Edu Overdance" <es_listas§overdance.com.br>
20/07/04 08:37
Edu Silva escreveu:
>
> Bom, mas se eu fosse o outro Edu, nem usaria tweeters. Se o driver
> que ele usa (sei que é Snake mas esqueci o modelo) for de Titânio
> (pelo menos a corneta é CD), então não haveria necessidade alguma.
> E se for fenolico, usar uma corneta de diretividade constante (CD)
> como ele faz só pioraria a resposta.
O driver é fenólico. Nem consta mais no site da Snake, é o modelo
3085. ... não notei, mas até pode ser que a corneta CD que eu uso esteja
atrapalhando. Não sei qual corneta usar, sem precisar mexer na
"corneteira" ...
http://www.overdance.com.br/fotos/2004-02-18/DSC01598.jpg
http://www.overdance.com.br/fotos/2004-02-18/DSC01597.jpg
> E tinha um capacitor de 2,2uF no tweeter... pelo
jeito ele comprou
> o PA usado, e o antigo dono usava em tres vias, sendo a divisão
> medio/agudo passiva, com driver fenolico.
Não, comprei o PA todo novo e remontei a parte elétrica, pq o marceneiro
técnico de som que fez as caixas conseguiu fazer pior ainda ... eu coloquei
capacitores de 2,2 uF nos tweeters pq eles estão associados em 4ohms, segundo
uma tabela que eu achei na internet.
Estou ainda inclinado a montar uma corneta dobrada, no estilo das Cerwin Vega.
Teria alguma, que não seria uma "caixa de uma nota só" com SPL
maior do que essas W ?
Ah !!! Só para confirmar ... estou cortando os graves em 250Hz.
Abraços,
Edu Overdance.
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
21/07/04 21:37
Edu Overdance escreveu:
>
> O driver é fenólico ... não notei, mas até pode ser que a corneta CD
> que eu uso esteja atrapalhando.
Se é fenólico, use a corneta certa para ele. Veja o modelo que o fabricante
indica.
> ... eu coloquei capacitores de 2,2 uF nos
tweeters
> pq eles estão associados em 4ohms, segundo uma tabela
> que eu achei na internet.
Mas isso é apenas para quem usa divisão passiva entre médios e agudos. Se
vocâ usa divisão ativa, não precisa dele. Use apenas a proteção, se
necessário.
Veja a FAQ / Caixas e falantes / componentes e acessórios / divisores.
Leia tambem (na mesma página) sobre proteções e atenuadores. Há alguns
meses falei bastante sobre esses itens, e mandei muitas formulas, esquemas,
tabelas e exemplos.
Mas em sistemas pequenos como o seu, sempre é mais interessante o uso de
divisão passiva entre as 2 vias superiores (para quem não usa driver Ti).
> Estou ainda inclinado
> a montar uma corneta dobrada, no estilo das Cerwin Vega.
> Teria alguma, que não seria uma "caixa de uma nota só"
> com SPL maior do que essas W ?
Por que acha que as C-V ou outra no mesmo estilo são melhores que as suas? Lembre
que aquelas indicações de SPL dependem do falante alí dentro. Se não usar
os falantes originais, o resultado será outro.
Caixas com muito grande rendimento costumam ter um efeito colateral: o tal
"grave de uma nota só". Veja os tubos bandpass, por exemplo
(bazucas & cia). Falam muito, mas numa faixa estreita de frequências.
Quanto mais estreita, maior o rendimento, porém mais "entubado" o
som. Ganhamos de um lado, perdemos de outro...
Muitas cornetas dobradas são boas, como por exemplo as suas W horn. A L36 e
similares não são melhores que a W JBL, pode crer. Para não ter esse
"grave de uma nota só", basta ser bem projetada. A Cerwin-Vega não
errou, fez assim porque quis.
Existem ótimas cornetas por aí, mas _não é esse seu problema_. As W horn
JBL são boas o bastante, não é à toa que foi (e ainda é) uma das cornetas
de grave mais usadas em toda a história, se não A mais usada (as A7, 4520/30
e 4560 não são específicas p/ graves). Mais informações nesse
texto:
http://www.studior.com.br/semea.pdf
Como já disse, não é mudando de caixa que você vai resolver seu problema
(se é que há algum, você disse que as melhores W da sua cidade são as
suas...). Revendo o que já foi falado nas outras mensagens: dobre a
potência entregue às caixas (mais um amp) e resolva seu problema com queda
de tensão na rede. Ainda usa aqueles grampos para máquina de solda? :-P
Edu Silva
ES2 Audio
Salvador-BA
De: "Edu Overdance" <es_listas§overdance.com.br>
22/07/04 11:58
Edu Silva escreveu:
>
> Por que acha que as C-V ou outra no mesmo estilo são
> melhores que as suas? Lembre que aquelas indicações
> de SPL dependem do falante alí dentro. Se não usar os
> originais, o resultado será outro.
Achei isso pq o rendimento delas é maior... Usar um original JBL seria meio
caro demais, não? hehehe Qual seria um alto-falante nacional melhor para meu
caso, nessas W ? As dimensões da minha W horn são as origiais: (A) 61 cm x (P) 76,5 cm x (C) 122 cm
http://www.cmkcentromusical.com.br/produtos/fotos/caixawhornjbl.htm
Quanto de ganho dá a corneta? como calculo isso?
Oq eu queria era justamente ter essa caixa bem projetada, para render para os
meus falantes algo parecido com o rendimento dessas caixas da C-V, e com uma
resposta mais estendida, e não esse "grave de uma nota só"
> Ainda usa aqueles grampos máquina de solda? :-P
Ainda uso ... mas te garanto que o problema não é neles ... o AC na caixa de
distro do local é uma §#$§$ mesmo... e isso é uma regra geral por aki...
Ainda estou à procura de uns grampos melhores, que possamos ligar sem
precisar desligar nada (manusear com eletricidade).
Edu Overdance
Eduardo Schoedler
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
23/07/04 19:45
Edu Overdance escreveu:
>
> O meu driver nem consta mais no site da Snake ...
> é o modelo 3085 ...
E um fenólico brabo, para cornetas de tiro longo (long throw), em grandes
ambientes. Usa uma radial meio grande, não cabe na sua
"corneteira". Pode usar por enquanto, mas o certo seria assim que
puder, trocar por um Ti e dispensar os tweeters.
Talvez com a venda deles e dos tweeters você possa comprar um par de Ti
novos. O amp que sobrar pode ficar como reserva p/ emergência, ou venda para
ajudar na compra do novo amp p/ graves.
> Quanto de ganho dá a corneta? como calculo
isso?
O ganho da corneta varia a depender da frequencia e do projeto em sí, mas
podemos aceitar como até 6dB na faixa util para a qual foi projetada. No
caso da W horn JBL, entre 55Hz e 400Hz.
> Usar um original JBL seria meio caro demais,
não? hehehe
> Qual seria um alto-falante nacional melhor para meu caso,
> nessas W ?
O mais potente e cujo EPB seja adequado ao uso (cornetas em baixas
frequências).
EPB = Fs/Qes
Para cornetas de graves em PA, um EPB de pelo menos 130 ou 140 é desejado.
Um Xmax elevado também é necessário.
Mas veja que usar um falante caro, pode sair mais barato, no fim das contas.
Sendo ele mais eficiente, você não precisará tantas caixas e
amplificadores, pois ele "fala" mais. Voce gasta mais em _cada_
falante, mas economiza no número deles, em caixas, amps, racks, transporte,
instalação, etc. Sem falar no menor consumo de energia, menor queda de
tensão, etc... Aqui, o caro sai barato!!
> Oq eu queria era justamente ter essa
> caixa bem projetada, para render para os meus falantes algo
> parecido com o rendimento dessas caixas da C-V, e com
> uma resposta mais estendida, e não esse "grave de uma nota
só"
A sua W horn é um excelente exemplo de corneta dobrada de graves bem
projetada e de alto rendimento. Basta que use um falante bom, seja bem
construida, corretamente sintonizada e alimentada.
Edu Silva
ES2 Audio
Salvador-BA
De: Elienay Carvalho Macedo <ecmacedo§sama.com.br>
24/07/04 10:50
Assunto: [Audio List] W Horn
Olá lista...
Tenho notado em algumas mensagens o interesse pelas WHorn. Seria a melhor
opção, olhando pelo desempenho? Haja visto o citado ganho em SPL...
Seria interessante a construção de WHorn com ESX155? Seria para
substituir as Staner DSW2K que uso para graves.

Dentre os vários livros citados na FAQ, poderia me sugerir um que tratasse do
tema "Caixas & Falantes"?
Elienay C. Macêdo
Operador de som
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
27/07/04 11:05
Assunto: Re: [Audio List] Corneta Dobrada & Snake ESX-185
Elienay Carvalho Macedo escreveu:
>
> Tenho notado em algumas mensagens o interesse pelas WHorn. Seria a
> melhor opção, olhando pelo desempenho? Haja visto o citado ganho em
> SPL...
Cornetas em W existem desde a década de 30, mas essa que falamos foi criada
nos anos 70 por Don Keele para a JBL, a mais famosa corneta de graves de todos
os tempos. Foi provavelmente a primeira calculada cientificamente, dai o seu
sucesso. E como as leis da acústica não costumam mudar, elas continuam tão
boas como sempre foram.
Na verdade, estão melhores hoje, pois os falantes da época (mais exatamente
os K151 ou 2240H, que eram usados pela JBL) só resistiam a 150W RMS.
Hoje temos falantes muito mais potentes, que fazem as W falar bem mais.
Acrescente a isso os modernos processadores de PA, com divisão, EQ, time
alignment, etc, por DSP e a conclusão é que uma caixa "antiga"
ainda pode derrotar muita "novidade" que anda por aí.
Sobre a "melhor opção", isso depende do uso que você pretende
dar. São caixas-corneta mais adequadas a médios e grandes ambientes. Se
pretende sonorizar um barzinho, existem melhores opções (radiadores
diretos), mas para shows ao ar livre são ótimas.
Mesmo em ambientes fechados maiores, elas levam vantagem pela eficiência.
Por exemplo, o outro Edu pretendia há algum tempo atrás, substituir suas W
por algumas tipo SB850 (creio). Ora, para igualar o desempenho de uma W
horn, uma SB (radiador direto) precisa de dois falantes de 18" iguais (no
caso, Snake), consumindo o dobro da potência. Além do maior custo (na
fabricação e transporte), gasta-se o dobro em amplificadores e o consumo de
energia é maior. Graças a esse consumo, a tensão na rede cai ainda mais
(nos locais onde ele trabalha, "gatos" são prática costumeira), o
que leva a uma queda na potência entregue pelo sistema.
Em outras palavras: muito esforço para pouco resultado.
Claro que as W não são perfeitas. Elas (e cornetas em geral, para graves)
perdem desempenho em graves profundos, abaixo de sua freq de corte natural,
tornando-se semelhantes aos radiadores diretos.
Para atingirem graves realmente profundos (abaixo de 40Hz) com grande SPL
precisam ter grande área de boca ou serem agrupadas. Uma W horn JBL sozinha
tem seu limite inferior em torno de 45Hz, devido ao seu comprimento, mas pode
atingir 32Hz em grupos de oito.
Muita gente reclama de sentir pouco grave quando logo em frente a uma corneta,
e preferem um radiador direto (a chamada "caixa plana"). O erro
está na avaliação: quando ouvidas de perto, uma caixa bass-reflex comum
(radiador direto) parece "falar mais" qua a corneta, mas isso se
deve a uma simples questão de área de radiação.
Suponha uma corneta de graves (falante de 15") com uma área de boca de
0,5m2 emitindo 10W acústicos. Isso repensenta uma densidade de potência de
20W/m2. O mesmo falante numa caixa BR direta, emitindo os mesmos 10W
acústicos, terá uma densidade de potência de 120W/m2, pois sua área de
irradiação (Sd) é 6 vezes menor.
Em outras palavras, a mesma "quantidade de som" é emitida por
uma superfície bem menor. Se compararmos as duas a curta distância (campo
próximo) a BR impressionará mais, mesmo estando ambas emitindo as mesmos
10W. Precisamos nos afastar alguns metros para avaliar melhor.
(ah, mas vejam que para emitir os mesmos 10W acústicos, a BR precisará de
pelo menos 2,5 vezes mais potência elétrica que a W horn...)
Mesmo empresas e engenheiros experientes caem nesse erro ao efetuar medições
a 1m de distância. Também não levam em consideração o próprio tamanho da
caixa-corneta em sí, que pode ocupar um volume de ar considerável dentro do
raio de 1m onde está localizado o mic de medição.
Por isso alguns entrerram a caixa no chão com a boca para cima. Na
impossibilidade, deve-se afastar o mic e compensar o SPL. Por exemplo,
aumentamos a distância em 4 vezes (de 1m para 4m), e aplicamos mais potência
na caixa - no caso, precisamos de 12dB a mais, ou seja, 16W/4m contra 1W/1m.
> Dentre os vários livros citados na
> FAQ, poderia me sugerir um que tratasse do tema "Caixas &
Falantes"?
Veja na página "Falantes & Cia" no site da lista, tem umas
sugestões lá.
http://audiolist.cjb.net/caixafal.htm#livros
Comprando através do site, tenho direito a uma miserável comissão sobre o
valor da venda, para ajudar a manter a lista funcionando.
> Seria interessante a construção de WHorn com
ESX155?
A W horn JBL que estamos discutimdo foi criada originalmente para falantes de
18", mas é possivel adaptar para 15" - já montei várias assim,
com sucesso. Não tinhamos falantes nacionais de 18" realmente bons na
época, a saida era trabalhar com 15". No mesmo artigo que
recomendei ao Edu III (Overdance), há uma planta da W para 15", veja:
ftp://e-lectronic.net/audiolist/ccdb/ccdb_whorn.pdf
Existem versões da W para 2x15":
http://members.aol.com/xxbase80a/w2.15.bin/box.html

Voce não disse exatamente que tipo de serviço (programa musical e ambiente)
costuma realizar, mas aparentemente é pop/rock em local aberto, certo? E usa
nos graves, as Staner DSW2K (2x18").
Pode substituir as duas DSW2K por duas W horn, mantendo aproximadamente o
mesmo SPL com metade da potência aplicada. Ou usar quatro W, e com a
mesma potência aplicada às atuais, chegar a mais do dobro do SPL (ganho
extra pelo acoplamento, que também vale para cornetas).
A eficiência especificada pela Staner para a DSW é de 104dB, mas esse valor
exagerado já foi posto em xeque em outra mensagem minha. Chegou-se à
conclusão (analisando o gráfico do próprio fabricante) de que um valor de
no máximo 100dB seria mais realista - e mesmo assim, só acima dos 70Hz,
praticamente fora da faixa mais útil num sub.

Uma W horn dá um ganho em sensibilidade de pelo menos 4dB sobre uma bass
reflex com o mesmo falante, a partir de 40Hz, chegando então aos 104dB
SPL, com apenas 1W aplicado (usando os mesmos Eros da Staner).
Obs: são dados teóricos, extraidos de informações dos próprios
fabricantes, não realizei medidas comparativas. Mas já ví experiências
práticas onde uma W horn superou uma bass-reflex 2x18" com os mesmos
falantes em 5 ou 6dB, na faixa entre 50 e 100hz.
Custo: Uma DSW está custando mais de R$2200. Um bom falante de 18", por
volta de R$450. Sobram uns R$1750 para montar cada W horn em sí (madeira,
conectores, etc). Por mais bem feita que seja, não chegará a custar tanto.
Muita gente (geralmente os fabricantes de caixas de radiação direta, como a
DSW2K) falam que as caixas-corneta para graves são grandes e pesadas demais,
enquanto que os radiadores diretos (as tais "caixas planas",
bass-reflex como as DSW2K que estamos discutindo) são compactas e potentes.
Ora, basta fazer umas contas e verificar:
* DSW2K: 1080 x 650 x 750 = 526 litros
* W horn: 1200 x 762 x 610 = 557 litros
O peso é aproximadamente o mesmo (85kg).
A W horn é ligeiramente maior (cerca de 6%), enquanto o rendimento é pelo
menos 4dB superior - isso se acreditarmos em 100dB 1W/1m pra DSW...
E veja que a W sozinha e com um falante decente, tem boa resposta desde os
45Hz tranquilo, e a DSW cai abaixo dos 70 ou 90Hz, justo quando mais se
precisa de grave.
Mas isso não quer dizer que as caixas de radiação direta (erradamente
chamadas "frontais") sejam inúteis. Como já vimos, elas
"falam" mais a curta distância, então, para sistemas de pequeno
porte em ambientes fechados são melhor opção.
Não recomendo a ninguém, usar W horns num barzinho. Um par de
"pirulitos" (caixas 12" + driver em pedestais) espetados em
seus respectivos subs de 15", de preferência ativos, são o indicado na
maioria desses casos. Mesmo casas maiores, igrejas, etc, podem usar
caixas comuns sem problemas. Com os falantes e amps de alta potência de hoje,
podemos atingir o SPL desejado sem cornetas.
As grandes empresas de sonorização também as utilizam em grandes eventos ao
ar livre, mas elas tem seus motivos. Quando acopladas em grande quantidade
(dezenas) as diferenças entre cornetas (nos graves) diminuem, devido ao
efeito do acoplamento.
Também essas empresas precisam estar "na moda", acompanhando as
ultimas tendências do mercado. Os contratantes exigem que elas tenham caixas
"modernas e atuais", caso queiram o serviço. Então...
Muitas dessas empresas (especialmente no exterior, mas aqui também) vendem
caixas com a sua "griffe", então elas mesmas tem de usar, para
fazer a devida propaganda.
Por último, muitos vão simplesmente na onda das outras, achando que precisam
mudar de caixas, como se as cornetas "antigas" estivessem obsoletas
e ultrapassadas. :-P As leis da acústica não mudam.
Voltando à sua questão inicial:
> ... seria interessante a construção de WHorn
com ESX155?
Sim, e você poderia até dar um acabamento mais moderno, como nessa:

Veja que ela tem duas arestas traseiras em ângulo: na inferior existem rodízios
pesados, e na superior uma alça, facilitando o transporte. Pode usar
uma tela também, como nas BR. Todo mundo vai pensar que é uma
SB850...
Mas não seria a única opção. Existem outras caixas-corneta para graves,
umas mais antigas outras mais modernas, que também poderiam dar grandes
resultados. Alguns sites com projetos (muitos outros links estão na página FALANTES & CIA no site da lista):
http://members.aol.com/xxbase80a/menu.html
http://wanderkolonie.org/speakers.htm
http://www.egbeck.de/speaker.htm
http://www.geocities.com/loudspeakerguru/
http://zmatek.jinak.cz/diy/
http://www.mcsoundlight.com/horn.htm
http://mitglied.lycos.de/crusher844/
http://www.dancetech.com/aa_dt_new/pa/pa-index.cfm
Em nosso pais, temos as da Selenium, projetadas pelo nosso desaparecido
listeiro Carlos Correia:
http://www.selenium.com.br
| São mais ou menos do mesmo tamanho da W
horn JBL, mas o desenho interno é do tipo "J horn", lembrando
bastante as Cerwin-Vega L60. O som também lembra as caixas dessa marca:
foram feitas tendo em vista basicamente (mas não exclusivamente, claro)
a reprodução de axé em trios elétricos, gênero musical com ênfase
nos graves - quem mora aqui na Bahia já percebeu como gostamos de um
bumbo... Não muito boas para gêneros mais "musicais", porém são bastante eficientes. Um problema é que devem ser cortadas bem antes dos 200Hz, para evitar colorações nessa faixa, o que exige um esforço extra das tops. A resposta unitária cai abaixo dos 50Hz, mas também se beneficiam do acoplamento de diversas unidades. Com várias acopladas, é possível descer abaixo dos 40Hz. Outro problema é seu peso elevado, pois além da quantidade de madeira, usam dois falantes. Mas se você tem pessoal suficiente para carregar, ou a instalação é fixa, tudo bem. |
|
E falando em Cerwin-Vega, quero lembrar aqui que, quando discorri sobre
elas ao outro Edu, pareceu que não gosto delas, ou que são ruins. Bem, as
C-V tem seu som caracteristico, mas por isso mesmo, muito apreciadas por DJ's
de todo o mundo. Podem agradar, depende do gosto pessoal.
http://www.cerwinvega.com/products/newpro/index.html
![]() |
![]() |
Os graves não são profundos, apenas fortes. Apesar do fabricante indicar
a resposta como sendo de 30 a 300Hz, a faixa útil dessas caixas está na
verdade entre 60 e 150Hz. Acima disso não soam bem, e só chegam a menos
de 60Hz se agrupadas, nunca sozinhas. Em grupos de 4 e com processamento
adequado, até que falam, e "atiram" longe.
Ah, e um problema sério com essas CV, pouco lembrado: os primeiros modelos
queimavam muitos falantes por sobreaquecimento, quando foram dotadas de
falantes mais potentes. Resolveram substituindo o painel frontal por uma chapa
e aluminio grosso (em branco, com o logo do fabricante), mas criaram outro
- a placa vibra em altas potências, introduzindo ruidos e
distorções.
Mas não seriam elas a solução dos problemas do Edu Over, novas caixas
não resolverão nada enquando ele não dobrar a potência na via de graves e
melhorar seu AC.
Edu Silva
ES2 Audio
Salvador-BA
De: "walter ullmann" <walter_ullmann§hotmail.com>
Data: Sex Jun 15, 2001 10:36 am
Assunto: Re: [Audio List] Srª W HORN e Foto do EDU
Com essas medidas não tenho certeza, mas tudo indica que seja uma das muitas
variações / adaptações que estas caixas sofreram ao longo do tempo, por
exemplo, a JBL 4560, já deve estar na sua adaptação
MK 10.892, utilizando cornetas desde exponenciais até tractrix, e de
suspensão acustica até labirinto ... De qualquer forma, sendo uma
corneta dobrada e de grandes dimensões ela fatalmente fala muito !
Uma pequena correção, se a caixa tem dois dutos, provavelmente ela seja a
W-BOX.
No site da Selenium, existem os desenhos das mesmas, mas para um falante de
18", é o projeto HB1805A1. Como alternativa estou enviando os desenhos
da W-HORN no formato *.dwg para o EDU, logo mais deverao estar na HP.
Eventualmente, nosso amigo Carlos Correia tenha maiores detalhes a respeito
delas.
Abraços,
Walter Ullmann
SP SP
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
Data: Dom Jun 17, 2001 6:53 pm
Assunto: Re: [Audio List] Srª W HORN
Senhores, nao teria sido essa?
http://members.aol.com/xxbase80a/w2.15.bin/box.html

--
Edu Silva / ES2 Audio
Salvador / BA / Brazil
De: "carlos correia" <horny§terra.com.br>
Data: Seg Jun 18, 2001 2:09 am
Assunto: Re: [Audio List] Srª W HORN
Pelos dados da mensagem (dois wpu 1807), os falantes não caberiam na altura
da caixa que está no desenho, que é para dois falantes de quinze
polegadas. Provávelmente seja outra caixa Edu .
Um abraço . carlos correia.
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
Data: Seg Jun 18, 2001 12:41 pm
Assunto: Re: [Audio List] Srª W HORN
Hórnicos colegas,
"carlos correia" <horny§terra.com.br> escreveu:
>
> Pelos dados da mensagem ( dois wpu 1807 ), os falantes não caberiam na
> altura da caixa que está no desenho, que é para dois falantes de
> quinze polegadas. Provávelmente seja outra caixa Edu.
Mas nada impede (infelizmente) que alguem "estique" as medidas da
caixa ate' caber os dois de 18" dentro. Muita gente se preocupa mais
com a aparencia externa da caixa que com seu interior. :-(
Tenho o projeto original da W-Horn JBL (a verdadeira), o qual passei para o
CAD, e posso publicar no site. Na verdade, ja' esta' prometido ha' muito
tempo (ver pagina sobre projetos da caixas para PA). Ainda
tenho que conferir as medidas, e ver se nao falta nada, mas enquanto isso,
podem ir se deliciando com esse desenho em 3D que fiz (abaixo), baseado no
original JBL (feito 'a mao nos anos 70).

Cabe lembrar que, ainda nos anos 60, o CCDB projetou e construiu (bem antes
da JBL) as primeiras cornetas em W vistas aqui no Brasil (com mais de 3
metros de altura):

Alem disso, o Walter enviou mais um projeto de corneta W, que devera' is ao
ar em breve.
--
Edu Silva / ES2 Audio
Salvador / BA / Brazil
De: Walter Ullmann <walter_ullmann§hotmail.com>
Data: Ter Jun 19, 2001 10:10 am
Assunto: Sra W-Horn ou seria Sra W-Box ??
Crianças, eu confesso :
==> Estou perdido !!!! <==
Qual é o nome das caixas ?
Em um catalogo a W-BOX tem dois dutos frontais, sendo corneta dobrada, por
sua vez a W-HORN tem as "asas" e é semelhante à Martin 15. Em
outro catalogo, o inverso! Depois em um outro a W-BOX é a Martin 15.

E agora já não sei mais qual o nome do modelo que mandei para o EDU, seria
W-BOX ou W-HORN, ou Martin 2x18 ?????? De qualquer jeito, para
resolver minhas duvidas pessoais e quem sabe as de voces, estou enviando um
sumario de caixas cornetadas,
Abraços
Walter Ullmann
SP SP
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
Data: Ter Jun 19, 2001 12:41 pm
Assunto: Re: Sra W-Horn ou seria Sra W-Box ??
Vamos ver se acerto:
A maioria dos nomes me parecem corretos, mas aquela marcada como W-box, e'
uma Martin 2x18. A W-box que conheco e' quase um tubo, pequena de com dutos.
Existem modelos para falantes de 15 ou 12", e de W so' tem o nome. Nao
e' uma caixa para graves, mas para graves e medio-graves, devendo ser
seguida por cornetas de medios.
A M-12 na foto parece uma SH/2-12 (nome dado pela Stylus, aqui no Brasil)
malfeita. As 4520, 4530, 4550 e 4560 ja' foram discutidas aqui. A
W-horn na figura e' a original JBL, com apenas dois dutos. Outros
modelos identicos, porem feitos para falantes de outras marcas tem as vezes
3 dutos, para uma melhor sintonia (como no desenho em nossa pagina sobre
projetos de caixas).
Alguns simplesmente fazem as W-horns sem dutos, para nao ter o trabalho de
sintonizar. A desculpa e' de que isso protege o falante contra deslocamento
excessivo do cone. Ideia falsa, pois o espaco interno da
camara do woofer e' bastante grande, e nao amortece suficientemente bem o
falante. Precisa de correta sintonia para funcionar direito.
> Em um catalogo a W-BOX tem dois dutos
frontais, sendo corneta dobrada,
> por sua vez a W-HORN tem as "asas" e é semelhante à Martin
15.
A Martin original tem um falante de 15", uma boca enorme e um formato
hi-tech aparentemente interessante, mas que da' uma bela dor da cabeca na
hora de carregar o caminhao... Mas seu maior problema e' que precisa
obrigatoriamente de delay para correcao de fase, pois seu formato nao
"casa" bem com nenhuma caixa de medio-grave conhecida. Apresenta
resonancias em certas frequencias, mais tipicas de um tubo ressonante que de
uma verdadeira corneta, o que impressiona 'a primeira audicao.
O projeto foi publicado no Brasil em meados dos anos 80 pela Novik, para
serem usadas com seus NPA-15. Tenho o desenho (na figura aparece sem alcas,
mas era mais comum o modelo com alcas laterais em madeira, identico nas
demais dimensoes). O desenho nao e' o da Novik, que usava alcas.

> E agora já não sei mais qual o nome do
modelo que mandei para o EDU,
> seria W-BOX ou W-HORN, ou Martin 2x18 ??????
O nome do arquivo era W-box, mas identifico como uma Martin para 2 falantes
de 18" (Martin 2x18). Seu perfil interno e' identico ao da Martin
original para 15", mas foi "esticada" verticalmente para
acomodar dois falantes de 18".
O nome W-horn, embora seja hoje usado genericamente para designar qualquer
corneta dobrada em forma de "W" (mas nao foram inventadas pelo
Walter...), e' mais frequentemente relacionada a corneta da JBL, e deveria
ser usada apenas para se referir 'a tal caixa, para eivtar confusoes. As
outras com esse desenho interno deveriam ser chamadas "tipo
W-horn".
O desenho em CAD da verdaderia W-horn JBL que estou fazendo ainda esta'
incompleto, mas devo terminar nos proximos dias. O desenho do Walter (Martin
2x18), porem, ja' pode ser visto na pagina de projetos de caixas no site da
lista (entrem pela pagina FALANTES & CIA).
Claro que, como a confusao de nomes e modelos e' grande, posso estar errado.
Gostaria de saber dos outros colegas, os nomes que conhecem para aquelas
caixas (foto enviada pelo Walter), se forem diferentes daqueles da foto ou
dos que citei.
--
Edu Silva - Salvador / BA / Brazil
De: "carlos correia" <horny§terra.com.br>
20/06/01 00:55
Assunto: Re: [Audio List] Re: Sra W-Horn ou seria Sra W-Box ??
A Martin original chamava-se 115, tinha sido projetada para falantes Gauss de
15" e foi usada por João Américo (caso tenham dúvida, liguem para ele:
- 71-394-1510) em um show de Gilberto Gil na Itália lá pelos idos de 1976 ou
1977 e pertencia a firma locadora de som chamada Mamma Sound.
Quando voltou ao Brasil, João me pediu que tentasse fazer algo parecido para
falantes Snake Ms-440. Eu peguei a forma externa da Martin 115 (que era de um
projeto que tinha sido publicado na antiga Audio Engineering americana, em
1958), modifiquei a corneta, a garganta e a câmara de compressão. As famosas
alças não são apenas alças, mas você só descobre quando as tira e vê
que a boca vibra bastante e introduz algumas ressonâncias bastante
desagradáveis.
| Quando a Novik estava desenvolvendo a linha
NPA através de seu consultor Dagoberto Dias Almeida, ele fez uma
visita à firma de João, viu a caixa e pediu permissão para usar
alguns detalhes da mesma que não eram os mesmos da 215 mk II (a irmã
maior, para dois de 15", introduzida no Brasil por Paulo
Valadares da Val e Val). João concordou apesar de nunca ter sido citado por ninguém, ou seja, quando a Novik lançou a caixa no mercado, o João já usava o projeto correto dele há pelo menos 3 anos. |
Quanto as cornetas dobradas, já eram usadas desde a década
de 20 por Horace Sandeman e Olson e Frank Massa (projetistas da R.C.A.)
fizeram algumas tipo W (como a Shearer 2 X 15") já na década de de 30
para sonorizar os gigantescos cinemas da época. O grande Paul Klipsch ficou
famoso por fazer uma corneta dobrada para uso residencial a famosa klipschorn
(é fabricada até hoje e vende bastante, principalmente no Japão).
O Edu mencionou com razão que o desenho do folheto original da W horn da JBL
era feito a mão (mão de Donald Keele Jr., o projetista, conforme ele mesmo
me disse em Los Angeles em 1986) e até onde eu sei o termo W é de domínio
público, já que foi primeiro usado por Douglas Shearer (em 1930) na época
chefe do depertamento de audio da Metro Goldwin Meyer (áquela do leão do
cinema), que foi quem encomendou a W horn à RCA. Que depois veio a se chamar
"Shearer W horn", e que já foi até utilizada pela Clair Brothers
(tenho uma foto de um show do Yes na Georgia onde elas são usadas) antes dela
fazer as famosas S-4.
Um grande abraço.
carlos correia. 20 de junho de 2001.
![]()
Essa caixa foi projetada pela Martin Audio nos EUA (originalmente uma loja de
equipamentos de áudio) e apresentada públicamente no Brasil em meados dos
anos 80 pela Novik. O desenho acima não é o do catálogo da Novik, mas o de
uma empresa alemã. Existe uma versão para dois falantes de 18", cujo
projeto completo (enviado por Walter Ullmann) pode ser baixado (PDF 48kB)
clicando no ícone ao lado. O nome está como W-BOX, pois existem algumas
controvérsias sobre nomes e "paternidades" de caixas...
***
![]()
Desenho pela Novik (NW1115), em PDF (13kB).
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
Data: Qua Jun 20, 2001 7:38 pm
Assunto: Re: [Audio List] Re: Sra W-Horn ou seria Sra W-Box ??
carlos correia escreveu:
>
> ... João concordou apesar de nunca ter sido citado por ninguém, ou
> seja , quando a Novik lançou a caixa no mercado, o João já usava o
> projeto correto dele há pelo menos 3 anos.
Assim como a caixa CCDB (criada em 1979) apresentada no tal catalogo, o foi
com outro nome, sem nenhuma mencao ao autor.
> Quanto à a camara de compressão da W horn
original da J.B.L. e de
> qualquer corneta...
> ... e o que pode parecer um volume grande , nas realidade é apenas o
> volume necessário para a câmara de compressão equilibrar as ditas
> pressões citadas acima.
Certo, mas veja que em minha mensagem, eu considerei um volume grande (o da
camara da W-horn JBL), se usada SEM os dutos (como fazem alguns, erradamente).
A caixa precisa ter os dutos, e corretamente sintonizados para
funcionar direito. Nem sempre se ve esse cuidado por ai', infelizmente.
Abracos,
Edu Silva / ES2 Audio - Salvador / BA / Brazil
De: "Jorge Alexandre" <alexandrej99§hotmail.com>
Data: Qui Jun 1, 2000 6:39 pm
Assunto: Special Favor
Mais uma vez, estou precisando de ajuda. Já estou amolando os serrotes para
no proximo final de semana preparar quatro caixas de graves que serão usadas
em conjunto com duas ST200 e duas baterias de medio/gudos. Pensei na 4530
por ser aparentemente de facil construção e por ser um modelo bem economico.
Sei que futuramente vc vai disponibiliza-la em seu site, mas por hora vc teria
alguma coisa pra me ajudar? Os pagodeiros ja me adiantaram uma parte do
pagamento.
Abraços
Jorge.
De: Edu Silva <edusilva§bahianet.com.br>
Data: Sex Jun 2, 2000 11:40 am
Assunto: Re: Special Favor (4530)
![]() |
É uma boa caixa, mas para locais fechados ou abertos
em pequenas distancias, no máximo 20 ou 25 metros. Funciona melhor com
música mecanica, mas também serve para som ao vivo (como é pagode,
melhor ainda...). muito boas para música latina e regae. A corneta trabalha entre 60 e 150 Hz (com um "buraco" no meio dessa faixa), acima disso o falante começa a agir como radiador direto, mas pode (aliás, deve) ser usada sem caixas para medio-graves. É melhor cortar totalmente os graves abaixo de 50Hz, no equalizador, pois abaixo disso o falante não é amortecido pela caixa, e pode ter seu xMax ultrapassado. Só é útil mesmo em pequenas quantidades - duas ou tres de cada lado do PA. Acima disso, não tem muita vantagem, e pode ser substituida por outros modelos. Estão disponíveis, na página de projetos de caixas de nosso site, os planos das 4530 e 4520. ../caixas.html |
Aliás, sugiro que use uma tela para fechar toda a frente da caixa: aquela
boca enorme parece ter um atrativo todo especial para gatos. Já aconteceu
duas vezes de um felino entrar numa dessas aqui em casa (no tempo em que eu
fazia dessas para vender). Da primeira, o gato conseguiu sair quando a caixa
estava sendo colocado no caminhão do cliente, mas da segunda eu tive que ir
buscar o infeliz bichano no depósito de um clube onde a caixa estava
guardada. Por sorte, o amp que alimentava a caixa jogou DC na saída e queimou
o falante logo no inicio do primeiro teste. Quando foram abrir a caixa para
ver o que foi, lá estava a assustada Josephine, no compartimento que fica
logo atrás do falante! Vá ter sorte assim... E ainda "faturei" o
conserto do amp e do falante! :)
Edu (miaaau...)
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
Data: Sáb Abr 14, 2001 3:51 pm
Assunto: Re: [Audio List] Revestimento
Ola' DJ e Adriano
DJ BaSS escreveu:
>
> é aquela caixa que tem uma rampa embaixo :) para um alto-falante de
> 15". Ja sabe qual é? Tem tipo um zig-zag dentro dela ate o som
descer
> pela rampa.
Tipo JBL 4530. Tem o projeto em nosso site.
> eu uso um oversound sub15 nela, e uso para fazer
festas, geralmente
> ambiente semi-aberto sabe. queria que ela desce quanto mais subgrave
> melhor.
Revestimento nenhum fara' isso. Melhor usar um subwoofer - outra caixa, alem
dessa, para cobrir a regiao abaixo de, digamos, 60Hz.
Aguarde o projeto do Walter.
Edu Silva . ES2 Audio
Salvador BA Brazil
De: "DJ BaSS" <djbass§windnet.psi.br>
Data: Sáb Abr 14, 2001 4:21 pm
Assunto: 4530
La na pagina fala: "Acima de 150 Hz, o falante age como radiador
direto" O que isso quer dizer?
De: Edu Silva <bahi0387§terra.com.br>
Data: Sáb Abr 14, 2001 4:34 pm
Quer dizer que desse ponto em diante, a corneta (de carga traseira) nao tem
nenhuma funcao, e a caixa funciona como se fosse de radiacao direta. Uma
bass-reflex comum. Em linguagem simples, o som sai todo pelo falante, nao pela
corneta.
Edu Silva . ES2 Audio
Salvador BA Brazil
De: "Jorge Alexandre" <alexandrej99§hotmail.com>
Data: Qua Jun 21, 2000 1:08 pm
Assunto: Modificando a 4530
Montei as 4530. Responderam muito bem com o ESX150. Ja estao trabalhando, no
pacote mandei tambem um SA-5. Os graves dela me agucaram a curiosidade,
voltando ao passado... as W-horn funcionam bem com falantes de 15 ou 18"
mantendo-se basicamente o mesmo gabinete, modificando-se ligeiramente a
abertura frontal, devido ao fato do falante de 18" ser mais alto e o
diametro da furacao do falante.
Curiosidade... vc ou algum amigo da lista ja teria esperimentado adaptar um
falante de 18" em uma 4530?
Ligando a tico-tico,
Jorge
De: "walter ullmann" <walter_ullmann§hotmail.com>
Data: Qua Jun 21, 2000 6:42 pm
Assunto: Re: Modificando a 4530
Jorge,
Por partes, originalmente a 4530 ou a 4520 eram montadas com um dos seguintes
modelos de falantes: JBL 2220 / JBL 2205 / JBL E140 / JBL E145.
Sendo a configuração mais usual com o JBL 2205H, que tem os seguintes
parametros :
Znom : 8 ohms
Re : 5.5 Ohms
Fs : 30 hz
Qts : 0.21
Qes : 0.22
Qms : 5.0
Vas : 300 litros
Efic : 3.5 %
Sd : 0.086 m2
Xmax : 3.5 mm
Pmax : 150 W
Le : 1.3 mH
Por sua vez, ambos os modelos (4520 e 4530) são radiadores frontais com carga
traseira cornetada (tradução horrivel). A corneta (dobrada) tem comprimento
de 7 pes ou 2.12 metros, o que em 1/4 de onda nos da uma frequencia de 40
hz.
Em funçao das dimensões de cada modelo ira resultar em uma frequencia minima
utilizavel entre 30 hz e 40 hz para a 4520 e 4530, respectivamente.
Se consideramos a coisa toda, veremos que um falante de 18" deveria ter
certas caracteristicas semelhantes ao de 15", FS e QTS, sendo a
eficiencia pelo menos igual. Um FS mais alto ou mais baixo não daria bons
resultados e uma eficiencia menor implicaria em menor eficiencia do sistema.
Uma vez que estamos tratando de PA devemos considerar duas coisas :
1) Eficiencia é potencia e potencia é peso. Logo, menor eficiencia implica
em mais potencia, consequentemente mais peso.
2) Programas musicais ao vivo, dificilmente tem em seu espectro frequencias
abaixo de 35 / 40 hz; tipico 40 hz. Asssim tentar a reprodução de frequencia
abaixo destas em sons ao vivo, é perda de tempo e dinheiro.
Colocando todos os ingredientes no caldeirão e preparando a feijoada,
chegamos a conclusão que na eventual troca de falantes, o substituto deveria
ter uma eficiencia igual ou superior à do 2205, com FS e QES proximos, para
manter a coerencia do sistema. Obviamente, em função das dimensões do
18", ajustes nas dimensões da caixa deveriam ser feitas para comportar
tal falante e atentar especialmente ao fato de se alterar a distancia entre o
baffle frontal e o anteparo traseiro.
Caso essa distancia seja mantida igual - genericamente um 18" se encaixa
nesse espaço (baffle / anteparo) - o pouco espaço de ar existente entre
traseira do falante e o anteparo - menos de 20 milimetros - podera dificultar
sua refrigeração e quem sabe servir como um freio para os movimentos do
cone. A turbulencia criada entre as superficies pode ser grande demais.
(***** Pensando bem, isso pode até ser benefico, visto este sistema não ter
muito controle sobre a excursão do cone. Mas a partir de que frequencia e
potencia admitida, não consigo prever. EDU, o que você acha dessa ideia ?
*****)
Na pratica, tempos atrás, fizemos algumas experiencias nesse sentido,
considerando os itens acima, e os resultados na época não foram muito
animadores, visto que a eficiencia da caixa não teve nenhum aumento
perceptivel e não se conseguiu uma resposta melhor ou mais baixa, fato
esperado. O pior é que conforme o woofer utilizado, a sua excursão acabava
sendo demasiada, fazendo a bobina bater como louca. Adicionalmente, a 4520 com
dois falantes de 18", e todas as alterações necessarias, ficou um
trambolho - tipo caixa d'agua - assustador, com mais de 100 kg. Iriam os
roaddies gostar da ideia de move-la para cima e para baixo ? Creio que não.
Se sua ideia é um sistema mais eficiente, que permita a obtenção
"daquela porrada no peito" fica a sugestão de tentar alguma coisa
mais moderna (não muito) tipo as MTL 2 / MTL 4 ou mesmo a SB 1000; todas,
quando devidamente controladas, tem uma resposta melhor, mas bastante
semelhante à das 4520 / 4530, com tamanho e peso mais confortaveis de se
manusear e sem os problemas de excursão delas.
Abraços
Ullmann
De: Edu Silva <edusilva§bahianet.com.br>
Data: Sáb Jun 24, 2000 5:42 pm
Assunto: Re: Modificando a 4530
Jorge Alexandre escreveu:
>
> Curiosidade... vc ou algum amigo da lista ja teria esperimentado adaptar
um
> falante de 18" em uma 4530?
walter ullmann escreveu:
>
> (***** Pensando bem, isso pode até ser benefico, visto este sistema
> não ter muito controle sobre a excursão do cone. Mas a partir de que
> frequencia e potencia admitida, não consigo prever. EDU, o que você
> acha dessa ideia ? *****)
A meu ver, as desvantagens seriam maiores que os possiveis beneficios, pois a
faixa util da corneta seria comprometida. Sei da existencia de um modelo da Eminence
que usa um falante de 18" (4530), mas suas dimensoes sao maiores,
provavelmente em 20% (proporcao 18/15). Nesse caso, os parametros do falante
teriam que ser adequados.
> Se sua ideia é um sistema mais eficiente, que
permita a obtenção "daquela
> porrada no peito" fica a sugestão de tentar alguma coisa mais
moderna (não
> muito) tipo as MTL 2 / MTL 4 ou mesmo a SB 1000;
Tenho estudado as caixas acima, seguindo o conceito de "manifold" da
EV. No mes que vem, deveremos ter alguma coisa escrita por mim em nosso site,
mas me falta o desenho detalhado. Tenho apenas algumas medidas tiradas
informalmente.
Edu Silva -- ES2 Audio
http://audiolist.cjb.net
De: "Ophus" <ophusphocus§bol.com.br>
20/03/03 12:05
Assunto: [Audio List] Projeto Selenium
Caros,
Estou pretendendo montar as caixas acusticas do projeto PAS da Selenium, mais
especificamente as PAS1MA1 e PAS1G1. Gostaria de saber se alguem
aqui da lista já montou, e o que acharam delas?
http://www.selenium.com.br
sds
Paulo Fernando
Salto - SP
De: Kpoor Sonorização <kpoorpl§uai.com.br>
20/03/03 22:22
Paulo,
Possuimos um pequeno sistema composto por quatro caixas PAS3MA1, quatro
PAS3G2 e quatro PAS3G1. Além do peso para carregar, não temos
nada a reclamar. Podemos garantir que nenhum sistema encontrado em lojas e que
não tem um alto-falante indicado para aquele modelo (conforme amplamente
discutido nesta lista) chega perto deste sistema (guardadas as devidas
proporções). O rendimento da via de médio-graves é excelente, muito
superior ao nosso sistema anterior (caixas NB), nas baixas frequências
optamos pelo uso da via de graves (15") e sub (18") via auxiliar.
Siga as medidas conforme o projeto, utilize o compensado recomendado, e outro
detalhe de suma importância: jamais substitua os alto falantes indicados,
pois as caixas foram projetadas de acordo com os parâmetros deles.
Algumas dicas:
- procure utilizar conectores (de preferência Neutrik) e cabos apropriados
(nas dúvida com a bitola recomendo que visite o site da Sto Ângelo, lá
encontrará dicas);
- coloque chapa perfurada e filtro (espuma - o que encontramos mais barato e
com melhores resultados foi o utilizado em ar condicionado) para proteger os
alto falantes e deixar o visual do sistema mais bonito, pois assim todas as
caixas ficam com a frente igual;
- para proteger as quinas e aumentar a vida útil das caixas utilize
cantoneiras de alumínio, que além de leves e resistentes completam o visual
do seu sistema.
Espero ter ajudado em suas dúvidas.
Atc Luiz Bahia
Caixas para Graves
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